Modernidade, Identidade e a percepção do Tempo no cinema de Hong Kong
23 Setembro 2019, 14:00 • Fernando Guerreiro
Três aspectos do cinema de Hong Kong (a partir dos anos 70):
1) Modernidade e representações da Cidade: 1.1. o cinema como reconfigurador (crítico) da arquitectura da cidade; problematização e reinvenção da sua imagem (Wong Kar Wai);1.2. a cidade com Puzzle=palimpsesto e o cinema de géneros;1.3. as duas Novas Vagas - final dos anos 70 e entre 1984-1990;
2) a problemática da Identidade: 2.1. Hong Kong como cidade sem história/ raízes,num estado "colonial crónico" (Abbas); lugar aberto de trânsito num espaço e num tempo "emprestados"; com uma consciência não de "residente" mas de "inquilino" ("sejourn mentality"); multiplicidade (indeterminação) de origens e "integração" de influências translocais e transnacionais; 2.2. importância do Festival Internacional de cinema de Hong Kong (desde 1997) para a redefinição da história do cinema de Hong Kong e da "identidade" local; 2.3. de um cinema de Emigração (anos 30/40) a um cinema da Diáspora ( anos 90): menos um "cinema nacional" do que um cinema "local global" (D. Bordwell);
3) o sentimento do Tempo: "angústia" do fim (1997); uma cultura do "desaparecimento" , sentimento do "dejà-disparu" e "love at last sight" (Abbas).
4) o melodrama (musical ) mandarim - dois exemplos: as duas versões de "Love without end", a de 1961 (de Qin Tao) e a de 1970 (de Lei Pan) , do cinemascope a p/b (de uma modernidade discreta) ao uso da cor (barroquismo kitsche) (projecção de fragmentos).
Bibliografia; Ackbar Abbas,
Hong Kong - Culture and the Politics of Disappearence,Universitu of Minnesota Press, 1997