O "realismo doméstico" de Ann Hui: "The Way we Are" (2008)
20 Novembro 2019, 14:00 • Fernando Guerreiro
1. da trilogia vietnamira (1978-1982) ao "melodrama": de "época"( Love in a Fallen City, 1987), "autobiográfico" ( Song of Exile, 1990), "doméstico" ( Ordinary People, 1999, Te Way We Are, 2008, A Simple Life, 2011); um "cinema de mulher"?, da "Diáspora?;
2. o género do Melodrama: "familiar"/ de "mulher(es)": 2.1. um cinema das "pequenas" e não "grandes narrativas"; o "pessoal" (privado) como "político", modo enviezado de abordar a História; 2.2. a "fragmentação narrativa" :o "geral" ("global") visto pelo "particular" como via da "alegoria"; 2.3. a amplificação do "particular" contra a "cultura de desaparecimento" (A. Abbas) da (pós-)modernidade; resistência do "pessoal"="humano" face ao "anonimato" (arquitectónico, social (Abbas)); 2.4. um "counter-cinema", de um "corrective realism" (Esther Yau) e da "mundane redemption" (P. Zarrow) do real/humano: visibilização do invisível (F. Chan);
3. "The Way We Are" (2008)
3.1. importância do título: um cinema actual (do presente) =
ARE e não nostálgico (do passado)=WERE; 3.2. a relação entre Tradição e Modernidade: o motivo do "Durião" como figura da "chineseness; 3.3. um cinema da memória (=Tempo): o uso do "flashback" (Patricia Brett Erens); 3.4. realismo do mutismo das coisas
vs "drama dos diálogos; ponto de vista objectivo/ distanciado da câmera; 3.4. semelhança do "realismo melodramático" da autora (psicológico, físico) com o género do
shomin eiga japonês (Ozu) e com a crítica (neo-realista)de Cesare Zavattini ao "romanesco" da ficção e à "heroicização" dos personagens no cinema italiano do pós-guerra; 3.5 diluição do "drama" na comunidade (sentimento do
mono no aware japonês) e "assimilação" (integração) do indivíduo na "noite urbana" e na "multidão" (final aberto, não conclusivo)
* projecção dos últimos 20mn de um dvd de
Song f Exile (1990) de Ann Hui