O "Wuxia": cinema de artes marciais
30 Setembro 2019, 14:00 • Fernando Guerreiro
1. o
wuxia shenguai: cruzamento do filme de acção (aventuras: dos
xia) com o maravilhososo/sobrenatural; pico de 1928-1932; a censura do géero pela cultura (de esquerda) e o governo (nacionalista) do Kuomintang; 1.1. um cinema de "atracções" (de "efeitos") e 1.2. do "corpo" ("bodies in the air": o motivo/tropo do "voo"; relação com a pintura de paisagem tradicional chinesa); 1.3. identificação cinética, com o movimento;
2. depois da IIª Guerra mundial, deslocação do
wuxia para Hong Kong: o ciclo de Wong Fei-hung (1949-1970); os anos de 1970/1: insucesso público de
A Touch of Zen de King Hu (1970) e início da vaga do Kung Fu com Bruce Lee (1971-1973): cinema de acção (combate com os punhos, escola do Sul) mais "realista"; redefinição (viril, masculina) do personagem e "optimismo" do
boom económico dos anos 70;
3. o
wuxia da "nova vaga" dos anos 8o: Tsui Hark, Patrick Tam, Ann Hui, John Woo.
* projecção de sequências do documentário
Cinema of Vengeance, e dos filmes
O Trio Magnífico (Chenh Chehe, 1966),
A 36ª Câmera do Shaolin (Lau Kar-leung, 1977),
O Tigre e o Dragão (Ang Lee, 200), e
A Touch of Zen (King Hu, 1970)
Bibliografia: texto de Zhang Zhe ("Bodies in the air") na pasta da cadeira (verde, nº1)