Kyoshi Kurosawa, "Kairo" (2001)

30 Abril 2019, 10:00 Fernando Guerreiro

   O cinema japonês no pós-guerra: 1) dois choques/ traumas: 1.1. a derrota militar (catástrofe nuclear) e o fim do mito solar do Império e da figura do Imperador; 1.2. o boom económico dos anos 50/60 (crise e transformação dos valores do indivíduo e da família); 2. no cinema: 2.1. o "kaidan eiga" (história de fantasmas mais tradicional) e 2.2. o cinema catástroeo (de monstros) pós-nuclear: "Godzilla" (Hiroshi Honda, 1954) e o cinema "hibakusha" (dos efeitos nos corpos das bombas de Nagasaki e Hiroshima ); 3. o novo horror (J ou V-horror) dos anos 80 e 90: a relação com as vanguardas teatrais do fim dos anos 60, o "pinku eiga"e o "manga: produção em super-8 (undergroung) ou para Tv e vídeo; 4. a "teoria Konaka": como introduzir o Fantástico (e o fantasma) no quotidiano das "pessoas comuns"(cruzamento com o "shomin eiga").

  Kyoshi Kurosava:  1. um cinema de géneros, a desconstruir/ subverter; 2. o cenário da "catrástrofe" numa Tóqui deserta e implodida; 3. a questão do Fantasma : 3.1. a alegoria dos "pontos luminosos" na net como analogia com o "meio social" (humano): a questão da "comunuicação"e da invasão/ substituição do mundo real pelo virtual;; 3.2. a natureza do "fantasma" inte-rmedialidade (duplo corpo real/ virtual),desrealização/ dessocialização e enconchamento do indivíduo (motivo da "solidão", natureza comum aos vivos  aos fantasmas),  efeitos de desfiguração (o "flou") e corporalidade" (materialidade" : a "língua dos mortos" (cont.) 

* projecção dos primeiros 20mn do filme

Bibliografia: texto de Diane Arnaud na pasta da cadeira (verde,4)