Comunicação Política (continuação)
16 Abril 2019, 12:00 • João dos Santos Ramalho Cosme
Comunicação Individual e Comunicação de Massas: A comunicação política pode conceber-se como uma relação entre indivíduos. Cada um participa nela com filtros de predisposições. Selecciona e interpreta as fontes. Os efeitos da Comunicação de Massas (Três visões): 1)-Papel do emissor é fundamental; as massas são um elemento passivo. Precisamente em 1939, Tchakotine publicou um livro com o título: “A violação das massas”. Nele alertava para o perigo dos demagogos usarem a comunicação a seu favor. 2)- Depois criticou-se esta ideia dizendo que o receptor não é passivo. Defende-se, então, que o receptor tem uma palavra, pois busca o que quer. É cúmplice da comunicação. A comunicação limita-se a fortalecer as atitudes e opiniões prévias do sujeito. 3)-Actualmente, com o desenvolvimento do audiovisual, passou-se do conteúdo para a forma de transmissão desse conteúdo. O importante não é a mensagem mas o meio de a transmitir. Por esta razão, deve ter-se em conta as variáveis do processo de comunicação, como a visualização, espectacularidade, brevidade e personagem. Com a televisão condiciona-se a forma do perceber e compreender a política. É um combate entre personagens telegénicas. Espectacularização da Política e a Fixação da Agenda