Horizonte geográfico-antropológico europeu mas vésperas da Expansão: imagens e conhecimento do mundo.

29 Janeiro 2021, 17:00 Vítor Rodrigues

As imagens e o conhecimento científico do mundo: a representação do munda da antiguidade à Idade Média.

A cartografia Ptolemaica, sua divulgação pelos árabes. A influência da escola ptolemaica nas obras cartográficas europeias até ao século XVI.
Os mapas TO, também conhecidos como mapas beatos, tipo popular de mapa medieval que procurava representar uma visão cristã do mundo, mais do que proceder à sua representação fiel. Apresentação e análise dos mapas de Santo Isidoro de Sevilha, do Beato de Liébana e o mapa-múndi de Hereford. O mapa-múndi de Al-Idrisi.
A influência da escola ptolemaica na cartografia do século XV: apresentação e análise do mapa de Fra Mauro, de cerca de 1457-59.
Os mapas-portulanos, suas características fundamentais e a sua importância no desenvolvimento da navegação oceânica dos portugueses. Os primeiros mapas portulanos portugueses.
Principais consequências para os Europeus das viagens de descobrimento encetadas pelos portugueses e, depois, pelos seus vizinhos peninsulares no Atlântico: revolucionam o que se sabia da geografia do mundo, dando a conhecer um novo continente; provam a ocupação humana das zonas tórridas; acabam com a ideia dos oceanos Atlântico e Índico como mares fechados; a viagem de Fernão de Magalhães comprovará  a existência de antípodas; provocam o questionamento do saber dos Clássicos e o fim de muitos dogmas conduzindo ao Humanismo e ao Renascimento; transformações ao nível da flora (  A Viagem das Plantas) e da fauna, sobretudo daquela, nos vários continentes.
A multiplicação por toda a Europa das descrições das novas terras descobertas, das suas gentes e dos seus costumes, culturas, economias e sociedades, tendo todos esses relatos influenciado decisivamente o horizonte geográfico-antropológico europeu ao longo dos séculos XV e seguintes.