Sumários

História da Náutica: Mediterrâneo e Atlântico

19 Novembro 2025, 16:00 Ângela Vieira Domingues

Os problemas relacionados com a navegação em mar alto. A navegação italiana e mediterrânica como paradigma das navegações portuguesas. Os instrumentos náuticos, as referências astronómicas e as técnicas: bússolas (conhecidas no Mediterrâneo desde o séc. XII), quadrantes, astrolábios, velas latinas; cartas portulano, rosas-dos-ventos (32 linhas de rumo), escalas em léguas; navegação à bolina; o conhecimento dos ventos e das correntes; o cálculo das latitudes, a posição da Estrela Polar e o Regimento do Norte; a navegação pelo sol, a distância zenital, tabelas de declinação. Os pilotos no Índico, o predomínio das técnicas árabe persas na navegação no Índico. A monção pequena (Abril/Maio) e a monção grande (Agosto) (aula ministrada por Jorge Semedo de Matos). 

As navegações portuguesas: Ceuta (1415), Madeira (c. 1418-9), Santiago do Cabo Verde (c. 1460), Serra Leoa, Golfo da Guiné, S. Jorge da Mina, costa centro-oeste africana, as três viagens de Diogo Cão (1482, 1484 e 1486), a viagem de Bartolomeu Dias (1488), a viagem de Vasco da Gama (1497); a rápida exploração da costa oriental africana; a chegada a Calicute. 

As fontes: Gomes Eanes de Zurara; Diogo Gomes; Diogo Afonso e o primeiro roteiro de Lisboa à Índia (1536)


As monarquias ibéricas como impulsionadoras de uma expansão marítima e mercantil

12 Novembro 2025, 16:00 Ângela Vieira Domingues

As monarquias ibéricas como impulsionadoras de uma expansão marítima e mercantil em conjunto com as grandes casas senhoriais e os grandes contratadores: razias, comércio, feitorias e fortalezas, escravos e produtos caros, raros e preciosos. A expansão como um encadeamento de dinâmicas: cientifica, técnica, politica, institucional, diplomática. A legitimação dos discursos de posse e soberania por breves e bulas papais. A titulatura dos reis portugueses e o reflexo da expansão


Saude e ilustração no império atlântico português: a variolização e a circulação dos saberes médicos

5 Novembro 2025, 16:00 Ângela Vieira Domingues

As doenças na história como um tema multidisciplinar: a história social da saúde. Epidemias, medo e controlo social. O império colonial como um "laboratório de medicina". A circulação de doenças (ex: varíola), práticas curativas e plantas curativas (aula ministrada por Ana Luiza Veríssimo, UNESP)


Epidemias, classe e raça no Peru: uma visão histórica

29 Outubro 2025, 16:00 Ângela Vieira Domingues

As epidemias e os padrões que se repetem ao longo da história. Em busca da causa das epidemias: a febre amarela (meados do séc. XIX), os chineses e os preconceitos de raça no surgimento e disseminação da doença; a cólera (meados do século XX), os migrantes andinos, o alcoolismo e diferenças de hábitos higiénicos; a COVID 19 (anos de 2020), as políticas governamentais, o recolher obrigatório, a quarentena, o colapso do sistema de saúde. A relação destes temas com a HDE: doenças que afetam novos e velhos mundos e as explicações criadas para o seu surgimento e disseminação. (aula ministrada por Jorge Lossio, PUC-Peru e Instituto Riva-Aguero) 


As representações dos povos americanos nas fontes do período colonial.

22 Outubro 2025, 16:00 Ângela Vieira Domingues

Os novos caminhos da historiografia sobre o Brasil colonial: a importância que é dada aos povos indígenas. Índio como conceito artificial criado pelos europeus. O reconhecimento da diversidade humana do Novo Mundo nas fontes coloniais. As visões dicotómicas da humanidade da América Portuguesa (amigos/inimigos, aliados e civilizados/bárbaros, ferozes, indomáveis)