Sumários

Territorialidade Guarani - interpretações americanistas e genocídios

6 Maio 2020, 17:00 • Susana Dores de Matos Viegas

Aula por zoom 

Nesta aula iremos nos focar na territorialidade guarani-mbya e Kaiowá centrada na relação entre aspetos cosmológicos e territorialidades ameríndias, seguindo os trabalho de Maria Inês Ladeira e Bruno Morais. Em ambos os casos retomamos alguns dos grandes debates sobre a relação dos Guarani com o espaço e formas de sentir a terra face à violência do envenenamento pelo agronegócio. Emergindo num debate profundo sobre  a relação dos ameríndios com os mortos e as suas marcas na movimentação humana, a aula discute a historicidade destes processos, convidando o contacto direto dos alunos com monografias antropológicas sustentadas na etnologia indígena.

 

Bibliografia de Referência

Ladeira, Maria Inês. 2003. “Guarani Mbya”. Enciclopédia Povos Indígenas no Brasil. Instituto Socioambiental. São Paulo, Brasil.

https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Guarani_Mbya

 

Ladeira, Maria Inês. 2008. “”Estar no mundo/Ambiente”. Espaço geográfico Guarani Mbya: significado, constituição e uso. Edusp.  Pp.131-168.

 

Morais, Bruno Martins. 2017. Crónica da territorialidade Kaiowá e Guarani nas adjacencies da morte. Prémio Anpocs. Elefante editora. Capítulo 2, Capítulo 3. Capítulo 4. Pp. 197-276.

 

 

 


Territorialidade e pensamentos indígenas II

29 Abril 2020, 17:00 • Susana Dores de Matos Viegas

Aula por zoom

Continuação e conclusão da aula anterior


Territorialidade e pensamentos indígenas I

22 Abril 2020, 17:00 • Susana Dores de Matos Viegas

Aula por zoom

No entendimento sobre as relações com a terra e o longo percurso da territorialidade ameríndia é actualmente importante conhecer pensamentos de importantes intelectuais indígenas e suas articulações com trabalhos antropológicos. Nesta aula fazemos esse percurso a partir de uma aproximação a dois dos grandes pensadores indígenas: Ailton Krenak e Davi Kopenawa. Temos por foco, por um lado, entender mais dois percursos do contacto com a sociedade dos  brancos, imprescindíveis à compreensão da própria contemporaneidade dos índios no Brasil e, por outro, o contributo de conhecimento antropológico em aliança com reflexões de algumas lideranças intelectuais para reflexões e cosmpolíticas de influencia global.

 

Referências bibliográficas

Albert, Bruce. 2000. “O ouro canibal e a queda do céu: uma crítica xamânica da economia política da natureza (Yanomami). In Albert, Bruce e Alcida Rita Ramos (org). Pacificando o branco: cosmologias do contato no Norte-Amazônico. Editora UNESP. São Paulo. pp. 239-274.

Albert, Bruce. 2015 (2010). “Prólogo”. A queda do céu. Companhia das Letras, pp. 43-54.

Albert, Bruce e Kopinawa, Davi. 2015 (2010). “Falar aos brancos” A queda do céu. Companhia das Letras, pp. 376-393.

Krenak, Ailton. 1992. “Antes, o mundo não existia”. In Novaes, Adalto (org.). Tempo e História. Companhia das letras. São Paulo. Pp. 201-204.

Krenak, Ailton. 2020. O amanhã não está à venda. Companhia das Letras. São Paulo

 

Ailton Krenak entrevista: “A história também pode se repetir como tragédia”
https://jacobin.com.br/2020/03/a-historia-tambem-pode-se-repetir-como-tragedia/

Os Krenak. Enciclopédia dos Povos Indígenas no Brasil. https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Krenak

 

 

 


Espaço e territorialidades Tupi

15 Abril 2020, 17:00 • Susana Dores de Matos Viegas

Aula por zoom

A relação entre alteridade e territorialidade é um eixo central de compreensão de muitas das sociedades ameríndias. Nesta aula aprofundamos essa questão a partir de uma das monografias clássicas sobre os tupi na Amazónia, apontando algumas das suas repercussões também no entendimento da situação indígena tupi nas regiões de antiga colonização como a costa atlântica.

Viegas, Susana de Matos.  2007. Terra Calada: Os Tupinambá de Olivença na Mata Atlântica. 7Letras/Rio de Janeiro. Almeidna/Coimbra.  Capítulo I, pp. 68-70; Capítulo III (73-88); pp. 288-294.

Viveiros de Castro, Eduardo. 1986. Araweté: os deuses canibais. Jorge Zahar editor. Anpocs. Capítulo I (pp. 35-80); Capítulo II pp.106-116; Capítulo III (129-136); Capítulo V (pp. 263-300)

ou

Viveiros de Castro, Eduardo. 2000. Araweté: O Povo do Ipixuna. Lisboa: Assírio & Alvim.

 


Os índios encontram os “brancos”: as complexas relações do “contacto”, sua diversidade e seus entendimentos antropológicos.

1 Abril 2020, 17:00 • Susana Dores de Matos Viegas

Aula por zoom

Nesta aula seguimos a reflexão de Aparecida Vilaça sobre algumas das dimensões do contacto dos Wari com os “brancos” de forma a compreender, por um lado, como os processos de contacto foram por vezes aproximações que duraram mais de um século e, por outro, como elas são percepcionadas conforme o próprio entendimento indígena sobre alteridade e relação com os “brancos”. Desenvolvemos a partir de uma análise detalhada da análise de Vilaça (2000) o que pode significar a relação com os brancos, o contato e o lugar da corporalidade nesse processo.

Cunha, Manuela Carneiro da. 2012 (1992). “Introdução a uma história indígena”.  Índios no Brasil: história, direitos e cidadania. Claroenigma. São Paulo. Pp. 6-25

Seeger, Anthony, Roberto da Matta e Eduardo Viveiros de Castro. 1979. “A construção da pessoa nas sociedades indígenas”. Boletim do Museu Nacional 32: 2-19.

Vilaça, Aparecida. 2000. “O que significa tornar-se outro? Xamanismo e contato interétnico na Amazônia.” Revista Brasileira de Ciências Sociais. Vol 15 (44): 56-71

(há uma versão em inglês)

Vilaça, Aparecida. 2007. “Cultural change as Body Metamorphosis” in Fausto and M. Heckenberger (eds.). Time and Memory in Indigenous Amazonia: Anthropological Perspectives. Gainsville: University Press of Florida, pp. 169-193.)