Sumários

Apresentação oral dos Trabalhos pelo alunos

3 Maio 2023, 17:00 • Susana Dores de Matos Viegas


Nesta aula cada um dos alunos irá fazer uma apresentação oral do seu trabalho final de avaliação, no máximo de 10 minutos. Ao fim de três apresentações haverá um período de 15 minutos para debate. As apresentações têm como finalidade fomentar comentários críticos e construtivos pelas docentes e colegas, de forma a ajudar na redação final do trabalho escrito.


Preparação trabalhos

26 Abril 2023, 17:00 • Susana Dores de Matos Viegas

Não houve aula porque esta UC tem só 10 semanas de aulas. Nesta semana os alunos estiveram a preparar as apresentações da aula seguinte


Os Guarani Kaiowá e as visões da terra a partir de visionamento de filme

19 Abril 2023, 17:00 • Susana Dores de Matos Viegas

Visionar do filme Martírio, Realização: Vincent Carelli. 2017 e debate com os alunos


Territorialidades indígenas

12 Abril 2023, 17:00 • Susana Dores de Matos Viegas

Nesta aula focamos a problemática das territorialidades indígenas e tomaremos como estudo de caso os guarani-mbya e Kaiowá. Centrando-nos na relação entre aspetos cosmológicos e territorialidades ameríndias, a aula foca-se no estudo de duas monografias de Maria Inês Ladeira e Bruno Morais. Em ambos os casos retomamos alguns dos grandes debates sobre a relação dos Guarani com o espaço e formas de sentir a terra face à violência do envenenamento pelo agronegócio. Emergindo num debate profundo sobre a relação dos ameríndios com os mortos e as suas marcas na movimentação humana, a aula discute a historicidade destes processos, convidando o contacto direto dos alunos com monografias antropológicas sustentadas na etnologia indígena. multifacetado e fragmentado em razão dos processos históricos de colonização. Serão abordadas questões relativas à dinâmica da ocupação guarani, considerando redes de reciprocidade e socialidade, cosmologia, memórias afetivas e produção de conhecimentos que implicam em constante reordenamento territorial do espaço geográfico que constitui Yvyrupa.

 

Texto de leitura prévia à aula

Ladeira, Maria Inês. 2003. “Guarani Mbya”. Enciclopédia Povos Indígenas no Brasil. Instituto Socioambiental. São Paulo, Brasil.

https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Guarani_Mbya

 

Textos complementares

Benites, T. 2012. Trajetória de luta árdua da articulação das lideranças Guarani e Kaiowá para recuperar os seus territórios tradicionais. Revista de Antropologia da UFSCAR, São Carlos, v. 4, n. 2, p. 165-174.

Ladeira, Maria Inês. 2008. Espaço geográfico Guarani Mbya: significado, constituição e uso. Edusp.  Capítulo 4. Pp. 79-128

Ladeira, Maria Inês. 2008. “”Estar no mundo/Ambiente”. Espaço geográfico Guarani Mbya: significado, constituição e uso. Edusp.  Pp.131-168.

Morais, Bruno Martins. 2017. Crónica da territorialidade Kaiowá e Guarani nas adjacencies da morte. Prémio Anpocs. Elefante editora. Capítulo 2, Capítulo 3. Capítulo 4. Pp. 197-276.

Viegas, Susana de Matos, Amoroso, Marta e Vieira, José Glebson. 2015. “Apresentação: Dossiê Transformações das Territorialidades Ameríndias nas Terras Baixas (Brasil)”. Revista de Antropologia. 58 (1). São Paulo. Volume 58 (1): 9-29.

Viegas, Susana de Matos. 2015. “Espaços missionários transformados: a apropriação da terra pelos índios numa aldeia jesuítica da costa Atlântica (século XVIII-XIX)”. In Viegas, Susana de Matos, Amoroso, Marta e Vieira, José Glebson (org.) “Dossiê Transformações das Territorialidades Ameríndias nas Terras Baixas (Brasil)”. Revista de Antropologia. São Paulo. Volume 58 (1): 64-104.

 


A floresta como cultura e corpo - Davi Kopenawa Yanomami e os aliados da questão climática planetária

29 Março 2023, 17:00 • Susana Dores de Matos Viegas

Nesta aula transitamos entre escalas de problemáticas bem diferentes. Começando pela “escala” das vidas “no chão” (uma expressão muito usada atualmente por lideranças indígenas para falar das suas vidas em ligação com o território) iremos falar do trabalho do antropólogo Bruce Albert sobre os Yanomami e com a colaboração de Davi Kopenawá. Partindo da biografia desta liderança, Albert traça o seu percurso na relação com o Estado brasileiro e com o modo de vida moderno e “branco” que o Davi Kopenawá passou a designar “o povo da mercadoria”. Partimos das reflexões de Albert (2000) e de Albert e Kopenawá (2015) para compreender como nesse processo emerge o conceito de floresta como terra e corpo e como o garimpo, o grande invasor das terras Yanomami é descrito como comedor de terra. Na aula a relação atual desta problemática Yanomami com a questão climática planetária e a forma como o Estado brasileiro se posiciona será igualmente abordada.

 

Texto para leitura prévia e debate em sala de aula:

Albert, Bruce. 2015 (2010). “Prólogo”. A queda do céu. Companhia das Letras, pp. 43-54.

Visionamento de um excerto do filme/documentário

Urihi haromatimape – Curadores da terra-floresta. 2014. de Morzaniel Iramari Yanomami

 

Textos complementares

Albert, Bruce. 2000. “O ouro canibal e a queda do céu: uma crítica xamânica da economia política da natureza (Yanomami). In Albert, Bruce e Alcida Rita Ramos (org). Pacificando o branco: cosmologias do contato no Norte-Amazônico. Editora UNESP. São Paulo. pp. 239-274.

Albert, Bruce e Kopinawa, Davi. 2015 (2010). “Falar aos brancos” A queda do céu. Companhia das Letras, pp. 376-393.

Cesarino, Pedro de Niemeyer. 2008. “Babel da floresta: cidade dos brancos”. Novos Estudos 82: 133-148.

Molina, Luísa, Wanderley, Luiz (org.). 2021. O cerco do ouro: Garimpo ilegal, destruição e luta em terras Munduruku. Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração. Brasília.

Oliveira et. al (org). 2021. Vozes Vegetais: Diversidade, Resistências e Histórias da Floresta. Ubu Editora. São Paulo.

Viveiros de Castro, Eduardo. 2006. “A floresta de cristal: notas sobre a ontologia dos espíritos amazónicos”. Cadernos de Campo. São Paulo, n. 14/15. p. 320-338.