2019/2020

Breve Introdução

Este ciclo de estudos, através do ensino e da prática da Arqueologia, procura ir ao encontro das profundas mutações ocorridas neste âmbito profissional, decorrentes da ratificação da Convenção de Malta e da subsequente transposição para a legislação portuguesa dos seus princípios básicos. De facto, estas situações criaram um novo e amplo campo profissional na área da Arqueologia, com distintos enquadramentos, justificados pelos graus de formação dos arqueólogos (técnico auxiliar de arqueologia e arqueólogo). Assim, pretende -se ministrar, ao nível do 1.º ciclo, uma formação abrangente que forneça não somente os adequados requisitos técnicos básicos, mas também uma mais ampla formação de âmbito histórico. Pretende -se habilitar os licenciados ao desempenho de trabalhos arqueológicos, devidamente enquadrados em equipas dirigidas por arqueólogos de formação superior (mestrado e doutoramento ou os futuros 2.º e 3.º ciclos), participar activamente em todas as rotinas do trabalho de campo, bem como em todas as tarefas de registo, inventário e produção de relatórios. Fornecer uma formação que permita a realização de tarefas básicas de identificação e caracterização de ocorrências arqueológicas, sustentada num conhecimento genérico de sítios e artefactos e sua inserção no espaço e no tempo.

Não se trata, portanto, de promover uma formação análoga à do técnico auxiliar de arqueologia, mas sim de fornecer um mais amplo enquadramento, que possibilite a capacidade ler e interpretar as realidades do passado, contextualizando-as devidamente. Atendendo a que a Arqueologia constitui um campo eminentemente interdisciplinar, os estudos em Arqueologia e História procuram manter em abertos espaços de formação opcional, que permitam ao licenciado compor parcialmente o seu perfil formativo, em articulação com a Licenciatura em História, o que justifica a natureza do seu próprio curriculum. Este ciclo de estudos visa abrir vias à investigação arqueológica, sem esquecer outras valências como as da gestão integrada de património arqueológico, a sua inventariação, quer no âmbito empresarial, quer da Administração Central, quer das Regiões Autónomas, Autarquias e museus

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