De Shelley a Nietzsche
18 Novembro 2021, 15:30 • Ângela Fernandes
Reflexão sobre o contraste entre a
poética romântica da “expressão” e a poética clássica da “imitação”, e sobre o
seu questionamento na reflexão e na prática artística dos séculos XIX e XX. Leitura
e análise do fragmento 145 do capítulo “Da alma dos artistas e dos escritores”
do volume Humano, Demasiado Humano, de F. Nietzsche (1878). A defesa da
“ciência da arte” como disciplina que desvela a ilusão artística do improviso
ou da espontaneidade criativa.
Leitura e comentário dos poemas “Não me
importo com as rimas” e “E há poetas que são artistas”, de Alberto Caeiro: a
apologia da “naturalidade” da expressão poética, em articulação com a
desconstrução dessa mesma ideia.
O entendimento da literatura como
reelaboração dos materiais disponíveis e como diálogo com a tradição. Leitura e
comentário dos poemas “Sá de Miranda Carneiro”, de Alexandre O’Neill, e “Voltas
a Sá de Miranda”, de Vasco Graça Moura: o tema da cisão do sujeito explorado de
diversos pontos de vista; a citação de textos prévios e a paródia.