Dados-fontes para o conhecimento de Macau e as relações Portugal-China

3 Dezembro 2019, 10:00 Luís Filipe Sousa Barreto

A  propósito dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos acerca de Macau,  nos finais do século XX e nos começos do século XXI  , algumas considerações práticas em torno de uma crítica de fontes- dados.A  recolha e o tratamento dos dados implica uma elucidação prévia do objecto e do objectivo do trabalho.Mesmo que esse objecto e objectivo venha  , necessariamente  , a ser melhor caracterizado ao longo da investigação-trabalho  ela   é fundamental para iniciar  e avançar nas escolhas de fontes-dados.As escolhas devem ser o mais sistemáticas possíveis e ao mesmo tempo o mais plurais em termos de tipo de dados , textos,audio-visual,instituições , línguas, auto-representações, etc .É necessária uma razão crítica que situe os dados em termos de origem,função,poder,interesse, presença  e actualidade , para sabermos o grau de  consistência dos mesmos enquanto prova factual.Os dados-fontes apenas falam e testemunham se seriados e questionados correctamente.

Em torno das relações Portugal- China . A  necessidade de olhar toda e qualquer análise sincrónica , por exemplo o período 1974-1999, com elementos diacrónicos da mais longa duração pois presente,passados, futuros em disputa ,fazem-se mutuamente .A realidade é uma pluralidade de tempos-espaços.As relações bilaterais são sempre, também, relações   multilaterais .É preciso enquadrar as relações Portugal-China no quadro mais global das relações Europas- China.As três macro-fases desse relacionamento directo  a partir do século XVI .