Sumários
19 Dezembro 2019, 10:00
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Luís Filipe Sousa Barreto
Teste escrito de questionário optativo com três hipóteses de temas e de problemas para a escolha de uma.Teste com possibilidade de consulta dos apontamentos alcançados pelos alunos a partir das aulas de exposição.O teste implica também as leituras complementares acordadas.
17 Dezembro 2019, 10:00
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Luís Filipe Sousa Barreto
Uma última visita á leitura comum acerca das relações transculturais/ internacionais entre portugueses e chineses- Portugal e a China. A necessidade de termos um primeiro modelo global para apreender as singularidades dos casos-acontecimentos, faces e fases.Estas relações do século XVI ao século XXI, DIRECTAS, REGULARES E CONTÍNUAS , são as primeiras entre um Estado Dinástico Europeu e a China.Este pouco mais de meio milénio é antecedido por cerca de dois milénios, a partir dos séculos I a.c.- I , idade das designações latinas de Seres,Sérica e grega de Tchina, de relações INDIRECTAS, IRREGULARES E PONTUAIS-DESCONTINUAS . Estas assentam em comunicações terrestres e continentais enquanto que as DIRECTAS assentam em comunicações marítimas - transoceânicas .
As relações Portugal-China marcam pois uma viragem , terra-mar e descontínuo-contínuo , ligada á primeira globalização planetária moderna.Temas e problemas das Diferenças e Distancias , de espaço-lugar na Eurásia, de escalas territorial,litoral,marítima.Estas Diferenças formam a condição multilateral e plural do relacionamento situando Portugal e os Portugueses como função Intermediária.
Persistências e Metamorfoses no relacionamento com Macau-RAEM como Fronteira Micro na articulação global marítima entre um micro ,estado-sociedade-cultura, e um macro .Os espaços e os papéis de acção neste meio milénio.A Importância das relações transculturais tanto da cultura material como da intelectual.Relações de mútuo benefício em Escala Global : desafios do presente e do futuro.
Bibliografia mencionada :
Namoru Akamine- The Ryukyu Kingdom:cornerstone of East Ásia, Honolulu,University of Hawai Press,2017
12 Dezembro 2019, 10:00
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Luís Filipe Sousa Barreto
Leitura comentada de passagens da segunda história de Macau, An Historical sketch of the Portuguese Settlements in China,Macau,1832 de Anders Ljungstedt. Uma obra com um panorama de presente-passado de Macau mas centrada no principio de que os portugueses não possuem um efectivo poder sobre Macau sendo tão só residentes-vassalos da China.As polémicas em torno da soberania de Macau e o quadro das relações diplomáticas nos séculos XIX e XX. Leitura comentada da " Memória sobre o Estabelecimento dos Portugueses em Macau ",Paris,1845 do 2 Visconde de Santarém, Manuel Francisco de Barros e Sousa (1791-1856 ). A controvérsia em torno do Foro-Tributo e da dependência ou independência de Macau frente aos poderes regionais e centrais da China Ming e Qing.
Avanços e obstáculos na historiografia de Macau a partir de Historic Macao,Hong Kong,1902 de Montalto de Jesus e a obra de A. Silva Rego-A Presença de Portugal em Macau,Lisboa,1946.O regresso aos dados- fontes como forma de superar anacronismos ,nacionalismos e outros desvios ideológicos .A progressão a partir dos anos de 1990 e no século XXI.
Objectivar a História de Macau implica contextualizar ,pluralizar e atender ás regras de possibilidade no tempo e no espaço , ou seja a ordem do possível.As vias do historiar de Macau no século XXI e os horizontes de dados-fontes em diferentes Línguas e Lugares.
10 Dezembro 2019, 10:00
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Luís Filipe Sousa Barreto
A transformação de Macau Qing a partir dos anos de 1680-1690.Macau torna-se mais um dos portos abertos controladamente ao comércio internacional.A emergência do Sistema de Cantão, de 1699 a 1842. Navios e Companhias europeias em Cantão sob a regulação flexível dos " hopos "/Superintendentes das alfândegas e do governador provincial de Guangdong .A partir de 1699 e até 1714 dois navios ano das companhias das índias orientais inglesa e francesa.Macau como lugar para iniciar os termos contratuais e para estadia fora da época da feira de Cantão.
A partir de 1730-1732 instalação dos mercadores e de companhias europeias á entrada de Cantão e a fixação pelas autoridades chinesas de crescentes direitos alfandegários. O esbater da função de Macau agora tão só serviço complementar de Cantão e das Companhias mercantis.
A necessidade de fazer um balanço deste Macau frente ao anterior período de Macau Ming como serviço portuário internacional de Cantão faz nascer a primeira História de Macau: o " Aomen Jilue "/ Breve Monografia de Macau da autoria de Yin Guangren e Zhang Rulin.Obra impressa xilográficamente por volta de 1751 e esboçada em 1745-1746.História chinesa de Macau por dois mandarins letrados e com uma predominante perspectiva administrativa e política acerca dos primeiros 200 anos de vida de uma instalação portuária de "bárbaros ocidentais " em território chinês.Leitura comentada dalgumas passagens sobre a geografia,vidas social e cultural de Macau e dos portugueses nesta perspectiva chinesa.O pagamento do Foro , o comércio marítimo e as relações internacionais asiáticas de Macau.
A segunda História de Macau,em inglês e publicada em Macau,1832 por Anders Ljungstedt .Macau no registo político internacional europeu e a questão das provas e dos direitos dos portugueses na nova ordem não sino- centrada internacional . A importância do 2 Visconde de Santarém e da " Memória sobre o Estabelecimento dos Portugueses em Macau ",Paris,1845.Leitura comentada de passagens.
Breves considerações para o Teste sobre as unidades chave de matéria apresentada.
5 Dezembro 2019, 10:00
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Luís Filipe Sousa Barreto
Diálogo com os alunos acerca dos trabalhos que estão a ser desenvolvidos sobre temas e problemas de Macau . Os problemas práticos da formulação e afinação do objecto e do objectivo de investigação.O papel da crítica das fontes-dados na afinação , delimitação , precisão do objecto e do objectivo da investigação.
Exemplos práticos a propósito dos trabalhos sobre a indústria do jogo no Macau dos nossos dias . As séries de dados e o princípio da constituição de séries cronológicas homogéneas . A necessidade de em seguida cruzar as diferentes séries de dados de modo a alcançar sincronias, convergências,divergências entre as mesmas.As palavras. os textos, as imagens, os objectos não falam por si e necessitam de ser interrogados ,problematizados, cruzados para começarem a dar sinais e provas. Os limites do inquirir documental : ouvir e ter um diapasão metódico que faça soar o " som " próprio e jamais responder pelas e em vez das fontes . O tema do jogo implica recolha documental plural desde fontes oficiais a privadas, desde legais a estatísticas , desde vivenciais a promocionais , desde económicas a de comunicação social ,desde biográficas a informais,desde financeiras a imobiliárias,etc.O Jogo é um objecto,problema caleidoscópico de investigação e exige pluralidade de dados e maleabilidade de questionário .
Exemplos práticos sobre encontrar dados e respostas alargando as séries de documentos a recolher . Na prática como cruzar dados quantitativos e dados qualitativos. A recolha de dados é um processo em aberto , sempre em progressão e correcção que alimenta e afina a orientação do obectivo e do objecto da investigação .