Sumários

1. Reino, monarquia, senhorios e conquistas. 1. 3. O governo das conquistas.

7 Fevereiro 2024, 14:00 José Damião Rodrigues

1. Reino, monarquia, senhorios e conquistas.

1. 3. O governo das conquistas.

A geografia imperial portuguesa no século XVI: uma síntese. A plasticidade institucional e a capacidade de adaptação.

A expansão portuguesa no Norte de África: o auge da política de conquista em Marrocos com D. Manuel I; as praças luso-marroquinas como fronteira e centros consumidores e de comércio; o abandono das praças em meados do século XVI. As ilhas atlânticas: Madeira e Açores como sociedades de Antigo Regime; a produção de açúcar na Madeira; os Açores como "celeiro do reino"; a complementaridade económica e a circulação no Mediterrâneo Atlântico. Santiago e São Tomé como centros de concentração e de reexportação de escravos (séculos XV-XVII). A presença portuguesa na costa ocidental africana: as fortalezas-feitorias de Arguim e de São Jorge da Mina; Arguim como o modelo das fortalezas-feitorias; Arguim, São Jorge da Mina e o comércio do ouro; o comércio português nos "Rios de Guiné". A expansão portuguesa na América: do descobrimento às capitanias hereditárias (1534-1536); o fracasso das capitanias hereditárias; a concorrência francesa e a criação do governo-geral; a França Antárctica. A presença portuguesa no Índico: um "império em rede" (Luís Filipe Thomaz): enclaves, fortalezas-feitorias e navegação.

O governo das conquistas: a legislação; a circulação das elites: alguns exemplos; as redes familiares;  a comunicação política entre o centro e as periferias ultramarinas.


Bibliografia:

Obras indicadas na lição anterior;

BETHENCOURT, Francisco; CHAUDHURI, Kirti (dir.), História da Expansão Portuguesa, vol. 1: A Formação do Império (1415‑1570), Lisboa, Círculo de Leitores, 1998;

COUTO, Jorge, A Construção do Brasil. Ameríndios, Portugueses e Africanos, do início do povoamento a finais de Quinhentos, Lisboa, Edições Cosmos, 1995;

SUBRAHMANYAM, Sanjay, O Império Asiático Português, 1500-1700. Uma História Política e Económica, Lisboa, Difel, 1995.


Clero e nobreza

7 Fevereiro 2024, 12:30 Isabel Maria Ribeiro Mendes Drumond Braga

Descobrimentos e guerra como fatores de ascensão social. Os graus académicos e a promoção social. As cartas de familiar do Santo Ofício como mecanismos de quase nobilitação. O terceiro estado: a organização dos ofícios.

Leituras:

BRAGA, Isabel Drumond, “Das tendas dos mercadores têxteis portugueses: Inquisição e cultura material nos séculos XVII e XVIII”, Librosdelacorte.es, n.º 6 (El influjo de la Inquisición en la sociedad y en la ciencia de España y Portugal (siglos XVII y XVIII), Madrid, 2017, pp.185-211. Disponível em https://www.academia.edu/35011608/.

BRAGA, Isabel Drumond, “Cultura material, trabalho e conflituosidade: os artesãos têxteis (séculos XVI-XVIII)”, Revista de Artes Decorativas, n.º 7, Porto, 2015-2019, pp. 81-118. Disponível em: https://www.academia.edu/39656800/.

Nobreza (A) e a Expansão Portuguesa. Estudos Biográficos, coordenação de João Paulo Oliveira e Costa, Cascais, Patrimonia, 2000.


Sociedade, desigualdade e privilégio

5 Fevereiro 2024, 12:30 Isabel Maria Ribeiro Mendes Drumond Braga

Sociedade, desigualdade e privilégio. Os diferentes grupos sociais. A graduação das pessoas: funções, sangue e riqueza. A importância da qualidade do nascimento. As redes clientelares. A complexificação da morfologia social e o alargamento dos “estados limpos”, com o “estado do meio”. A mobilidade social e os entraves à mesma.

Leituras:

AUBIN, Jean, “La Noblesse Titrée sous D. João III. Inflation ou Fermeture?”, Arquivos do Centro Cultural Português, vol. 26, Paris, 1989, pp. 417-432.

MONTEIRO, Nuno Gonçalo Freitas, O Crepúsculo dos Grandes. A Casa e o Património da Aristocracia em Portugal (1750-1832), [Lisboa], Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 1998.

Idem, Elites e Poder. Entre o Antigo Regime e o Liberalismo, Lisboa, Universidade de Lisboa, Instituto de Ciências Sociais, 2003


1. Reino, monarquia, senhorios e conquistas. 1. 2. Economia e sociedade no Portugal quinhentista.

5 Fevereiro 2024, 11:00 José Damião Rodrigues

1. Reino, monarquia, senhorios e conquistas.

1. 2. Economia e sociedade no Portugal quinhentista.

O problema das fontes. A historiografia. A importância da expansão e do mundo ultramarino para as finanças régias e a economia do reino: breve análise. Produção e exploração no reino de Portugal: os produtos principais e sua distribuição.

Uma sociedade rural e corporativa; a organização em grupos de status e a linguagem dos estados; privilégio e honra; a limpeza de sangue e a exclusão social; a posse da terra e a honra na base do poder político e social. A tripartição social e a hierarquia dos estatutos sociais na monarquia. A curialização da nobreza. Os ofícios mecânicos no mundo urbano: o caso de Lisboa.


Bibliografia:

CARRARA, Angelo Alves, As receitas imperiais portuguesas: estrutura e conjunturas, séculos XVI-XVIII, parte primeira, Relatório parcial de pesquisa, CNPq PQ 300585/2009-8, versão 1, Juiz de Fora, Universidade Federal de Juiz de Fora, 2011;

COSTA, João Paulo Oliveira e; RODRIGUES, José Damião; OLIVEIRA, Pedro Aires, História da Expansão e do Império Português, Lisboa, A Esfera dos Livros, 2014;

COSTA, Leonor Freire; LAINS, Pedro; MIRANDA, Susana Münch, História Económica de Portugal 1143-2010, Lisboa, A Esfera dos Livros, 2011;

DIAS, João José Alves (coord.), Do Renascimento à Crise Dinásticavol. V da Nova História de Portugal, direcção de Joel Serrão e A. H. de Oliveira Marques, Lisboa, Editorial Presença, 1998.

MAGALHÃES, Joaquim Romero (coord.), No Alvorecer da Modernidade (1480-1620), vol. III da História de Portugal, direcção de José Mattoso, Lisboa, Círculo de Leitores-Editorial Estampa, 1993.


1. Reino, monarquia, senhorios e conquistas. 1. 1. Instituições e cultura política. (3)

31 Janeiro 2024, 14:00 José Damião Rodrigues

1. Reino, monarquia, senhorios e conquistas.

1. 1. Instituições e cultura política.

O reinado de D. Manuel I e as reformas do governo e da administração: a reforma dos forais; as reformas administrativas, económicas e fiscais; as Ordenações Manuelinas. As reformas administrativas, económicas e fiscais nos reinados de D. João III e de D. Sebastião. Os limites às reformas: o desconhecimento da geografia reinol; a escassez de oficiais régios; o policentrismo de poder e os conflitos de jurisdição; a estrutura particularista das sociedades de Antigo Regime e o privilégio.


Bibliografia:

BUESCU, Ana Isabel, D. João III, "Reis de Portugal, XV", Lisboa, Círculo de Leitores, 2005;

COSTA, João Paulo Oliveira e, D. Manuel I, "Reis de Portugal, XIV", Lisboa, Círculo de Leitores, 2005;

MAGALHÃES, Joaquim Romero (coord.), No Alvorecer da Modernidade (1480-1620), vol. III da História de Portugal, direcção de José Mattoso, Lisboa, Círculo de Leitores-Editorial Estampa, 1993.