Modalidade e Mundos Possíveis (4)

31 Outubro 2019, 10:00 Ricardo Santos

Os três níveis de envolvimento modal e as objecções (de Quine) correspondentes: (1) a noção de necessidade é obscura; (2) não há nenhuma função que interprete o operador lógico de necessidade (i.e., a caixa); (3) a lógica modal de predicados (que combina a necessidade com a quantificação) envolve uma violação do princípio da indiscernibilidade dos idênticos. O argumento dos planetas e o argumento do ciclista matemático (Quine).

Primeiras dúvidas sobre a crítica de Quine: (i) nem toda a necessidade é conceptual (ou semântica) ou lógica; (ii) a distinção entre propriedades essenciais e acidentais de um indivíduo é bastante razoável; (iii) os contra-exemplos de Quine parecem envolver alguma ambiguidade (quando é dito, por exemplo, que é obviamente falso que o número de planetas seja necessariamente par).

A invenção (por Saul Kripke e outros) da “semântica dos mundos possíveis”. A ideia leibniziana dos mundos possíveis e a definição do necessário como verdadeiro em todos os mundos possíveis. A interpretação do operador de necessidade por uma função cujos argumentos são conjuntos de mundos possíveis (os mundos em que cada frase é verdadeira).