Balanço da matéria dada: a gestão integrada de Património Artístico.

16 Dezembro 2019, 08:00 Vítor Manuel Guimarães Veríssimo Serrão

«Afigura-se-me que há duas formas de olhar para as rápidas transformações por que o mundo passa. Muitos vêem sobretudo o que muda, outros procuram surpreender o que, a despeito delas, permanece». Estas palavras de Orlando Ribeiro (1945) sobre a inevitabilidade da perda face ao crescimento acelerado recordam-nos o conceito de ‘espírito de lugar’ avançado por Françoise Choay, reflectindo sobre o modo como progresso e salvaguarda de bens histórico-artísticos podem ser harmonizados à luz da Gestão Integrada do Património. Sob estas bases, a UNESCO valorizou, na Carta de Cracóvia sobre os Princípios para a Conservação e o Restauro do Património Construído (2000), os princípios de autenticidade e integridade como valores de aferição das identidades patrimoniais que, através da classificação, urge estudar, preservar, valorizar e dar a conhecer. Como é que esse princípio, à luz da História da Arte, se articula com as práticas da gestão Integrada do Património, é uma das funções da nossa disciplina.