Apresentação e conversação
20 Fevereiro 2018, 14:00 • Anabela Rodrigues Drago Miguens Mendes
SOCIOLOGIA DAS ARTES DO ESPECTÁCULO
Calendarização lectiva – VERSÃO sempre em actualização
Horário: 3ªs e 6ªs das 14:00 às 16:00
Sala – 7.1 e 10.1 pontualmente
Recepção de alunos – 2ª feira das 13:00 às 14:00 (marcação prévia) na sala 2.2
FEVEREIRO 3ª FEIRA 1ª Aula
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Apresentação do programa e seus objectivos no âmbito de uma cadeira que procura estabelecer laços de observação sistemática e orientada entre o espectador e o espectáculo artístico. Referência sumária a estratégias e metodologias de trabalho. Comentário ao tipo de bibliografia proposta e ao modo como a iremos integrar nas questões suscitadas pelas áreas de estudo em desenvolvimento. Breve e justificada exposição sobre o processo de avaliação. Foi enviado aos alunos documento detalhado sobre o assunto.
Algumas informações no âmbito do assunto principal do programa: de como o processo de consciencialização de sermos espectadores privilegiados de obra artística vária, mas também de nos podermos concentrar num objecto único e singular, pode contribuir para uma melhor percepção e mais profundo conhecimento de nós próprios. Designa-se esta proposta de reflexão com uma frase: Quem o mundo e nele a arte especta, especta-se a si mesmo.
· Data de realização do 1º teste de avaliação: dia 23 de Março de 2018 na sala 9 PN. Duração da prova com consulta: duas horas. O resultado e a correcção desta prova serão apresentados no dia 27 de Abril de 2018, salvo se houver qualquer imponderável.
· Data de realização do 2º teste de avaliação: dia 29 de Maio de 2018 na sala9PN. Duração da prova com consulta: duas horas.
· Os resultados do 2º teste, sua correcção e toda a avaliação final de cada aluno serão apresentados e discutidos no dia 19 de Junho de 2018, em horário de aula.
· A haver trabalhos individuais como substituição do 2º teste, estes serão entregues impreterivelmente até ao dia 29 de Maio de 2018.
Anunciámos a vinda às nossas aulas, em Maio, de dois convidados da área do Teatro e Psicologia, o Prof. Nuno Salema, e da Dança, o bailarino, professor e coreógrafo Mário Afonso.
Espectáculo sugerido para vermos em conjunto: Sacro – Efabulações em torno de mapas intensivos, coreografia de Sara Anjo, Galeria Zé dos Bois, Rua do Século, nº 9, Porta 5, 3 de Maio às 21:30.
Entrada estudante em grupo: 5€
Sacro é uma peça que parte do encontro de cinco artistas num processo de efabulação em torno do mecanismo de caminhada. Com base em processos simbióticos de transformação e mutação, apresentam-se cinco danças que propõem mapear o papel do sacro nesse movimento. Este osso localizado no centro do corpo e com uma forma triangular invertida, funde cinco vértebras chamadas sagradas e une o cóccix, o vestígio de uma cauda animal, ao cérebro, um mapa intensivo.
Sara Anjo (Funchal, 1982), trabalha na área da dança sobretudo como bailarina e coreógrafa, explorando práticas meditativas e extáticas, sendo a caminhada uma das principais. Questiona-se permanentemente acerca: do que nos move? Como nos movemos? e para onde nos movemos? Desenvolve ainda o seu trabalho através mapas e partituras que registam as múltiplas direcções e afectividades do corpo. Fez formação em dança pela Academia de Dança Contemporânea, Estudos Artísticos pela Faculdade de Letras e Arte Contemporânea na Universidade Católica de Lisboa. Concluiu em 2016 mestrado em coreografia pela Das Graduate School em Amesterdão. Anna Halprin, com quem estudou pontualmente em 2010 é uma das suas maiores referências artísticas. Desenvolveu o seu trabalho entre Lisboa, Berlim e Amesterdão onde destaca a sua colaboração com o Teatro do Silêncio e a artista Maria Gil e com a coreógrafa canadiana Thea Patterson.
Leitura recomendada:
FRAZZETTO, Giovanni 2014, Como Sentimos – O que a Neurociência nos pode – ou não – dizer sobre as nossas emoções, Lisboa: Bertrand Editora, pp. 176-213.
MENDES, Anabela, Notas para uma sociologia das artes do espectáculo – Reflexão sobre a utilização de parâmetros cognitivos aplicados a públicos de teatro e outras artes in: Maria Helena Serôdio (Dir.), Sinais de Cena 17, Junho de 2012, pp. 60-69.