Sumários
Entrega trabalhos
8 Maio 2019, 17:00 • Susana Dores de Matos Viegas
Entrega dos trabalhos de avaliação pelos alunos
Visionamento do Filme Martírio de Vincent Carelli
24 Abril 2019, 17:00 • Susana Dores de Matos Viegas
Docente: Susana de Matos Viegas
Visionamento do Filme
Martírio de Vincent Carelli (3 horas) seguido de curto debate sobre o filme com os alunos
Aula 10: Xamanismo e aspetos cosmológicos da terra - Yanomami e o diálogo com o mundo
10 Abril 2019, 17:00 • Susana Dores de Matos Viegas
Docência: Susana de Matos Viegas
Em muitos contextos ameríndios o Xamanismo está estreitamente ligado com visões de inserção no mundo que implicam, em si, uma concepção especial sobre a Terra e a sua inscrição na história. Nesta aula abordamos este tema tendo como ponto de partida as reflexões de Davi Kopenawá Yanomami sobre o tema e as discussões do seu interlocutor Bruce Albert.
Na segunda parte da aula teremos um debate/seminário baseado na leitura prévia pelos alunos do texto de Marcela Coelho de Souza (2017) sobre o tema discutido na aula anterior. Os alunos são convidados a argumentar a favor ou contra a classificação das formas de posse da terra pelos Kinsedje como bens tangíveis em intangíveis.
Leitura prévia
Coelho de Souza, Marcela Stockler. 2017. “Dois pequenos problemas com a lei terra intangível para os Kisêdjê”. Revista de @ntropologia da UFSCar 9 (1): 109-130.
Referências bibliográficas
Albert, Bruce. 2000. “O ouro canibal e a queda do céu: uma crítica xamânica da economia política da natureza (Yanomami). In Albert, Bruce e Alcida Rita Ramos (org). Pacificando o branco: cosmologias do contato no Norte-Amazônico. Editora UNESP. São Paulo. pp. 239-274.
Albert, Bruce e Kopinawa, Davi. 2014 (2010). A queda do céu. Companhia das Letras,
Cesarino, Pedro de Niemeyer. 2008. “Babel da floresta: cidade dos brancos”. Novos Estudos 82: 133-148.
Viveiros de Castro, Eduardo. 2006. “Floresta de Cristal: notas sobre as ontologies dos espíritos da Amazónia”. Cadernos de Campo, São Paulo, n. 14/15, p. 1-382, 2006
Aula 9: Corporalidade, socialidade e a terra em contextos ameríndios
3 Abril 2019, 17:00 • Susana Dores de Matos Viegas
Docente: Susana de Matos Viegas
Nesta aula partimos da centralidade da corporalidade na socialidade ameríndia para discutir conceitos de sujeito e da posse da terra como temas nas problemáticas ameríndias.
Na segunda parte da aula teremos um debate/seminário baseado na leitura prévia pelos alunos de dois capítulos da monografia de Bruno Morais que foi leccionada na aula anterior.
Leitura prévia
Morais, Bruno Martins. 2017. Crónica da territorialidade Kaiowá e Guarani nas adjacencies da morte. Prémio Anpocs. Elefante editora. Capítulo 3. Pp. 197-276.
Referências bibliográficas
Coelho de Souza, Marcela. 2018. “A vida dos lugares entre os Kisêdjê: toponímia como terminologia de relação”. Espaço Ameríndio. UFRGS. (volume 12) 49
Coelho de Souza, Marcela Stockler. 2017. “Dois pequenos problemas com a lei terra intangível para os Kisêdjê”. Revista de @ntropologia da UFSCar 9 (1): 109-130.
Guerreiro, Antonio. 2015. Ancestrais e suas sombras: uma etnografia da chefia Kalapalo e seu ritual mortuário. Editora Unicamp. Campinas.
Lowie, R. H. 1949. “Property among the tropical forest and marginal tribes. In: Steward, J. H. (eds.) Handbook of the South American indians: the comparative ethnology of South American Indians. Washington: US Government Printing Office, v. 5. pp. 351-367.
Nadasdy, Paul. 2002. “Property” and Aboriginal Land Claims in the Canadian Subartic: some theoretical considerations. American Anthropologist 104 (1): 247-261
Seeger, Anthony. Verbete Kisedje. Enciclopedia dos Povos Indígenas no Brasil. ISA
https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Kis%C3%AAdj%C3%AA?printable=yes
Aula 8: Cosmologias e territorialidade Guarani Kaiowá
27 Março 2019, 17:00 • Susana Dores de Matos Viegas
Docente: Susana de Matos Viegas
Nesta aula prosseguimos o debate sobre a relação entre aspetos cosmológicos e territorialidades ameríndias, desta vez seguindo as reflexões de Bruno Morais sobre os Guarani Kaiowá na contemporaneidade, nomeadamente no confronto das suas formas de sentir a terra com o envenenamento pelo agronegócio. Emergindo num debate profundo sobre a relação dos ameríndios com os mortos e as suas marcas na movimentação humana, a aula discute a historicidade destes processos e convida ao contacto direto dos alunos com monografias antropológicas sustentadas na etnologia indígena.
Na segunda parte da aula teremos um debate/seminário baseado na leitura prévia pelos alunos de um capítulo da monografia de Inês Ladeira que foi leccionada na aula anterior.
Leitura prévia
Ladeira, Maria Inês. 2008. “”Estar no mundo/Ambiente”. Espaço geográfico Guarani Mbya: significado, constituição e uso. Edusp. Pp.131-168.
Bibliografia
Morais, Bruno Martins. 2017. Crónica da territorialidade Kaiowá e Guarani nas adjacências da morte. Prémio Anpocs. Elefante editora.
Viveiros de Castro, Eduardo. 1986. Araweté: os deuses canibais. Jorge Zahar editor. Anpocs. Capítulo 1 (pp. 35-80); Capítulo 2 pp.106-116; Capítulo 3 (129-136); Capítulo V 263-300
Viveiros de Castro, Eduardo. 2000. Araweté: O Povo do Ipixuna. Lisboa: Assírio & Alvim.