Sumários
Aula 7: A territorialidade entre os Guarani Mbya
20 Março 2019, 17:00 • Susana Dores de Matos Viegas
Docente convidada: Maria Inês Ladeira (CTI/Investigadora Visitante ICS-ULisboa)
A aula teve como enfoque a territorialidade guarani-mbya, com base no contexto atual do território desse povo, multifacetado e fragmentado em razão dos processos históricos de colonização. Foram abordadas questões relativas à dinâmica da ocupação guarani, considerando redes de reciprocidade e socialidade, cosmologia, memórias afetivas e produção de conhecimentos que implicam em constante reordenamento territorial do espaço geográfico que constitui Yvyrupa.
Referências Bibliográficas
Ladeira, Maria Inês. Espaço geográfico Guarani Mbya: significado, constituição e uso. Edusp.
Capítulo 4. Pp. 79-128
Aula 6: Roça do ofício - cinema indígena no Brasil
13 Março 2019, 17:00 • Susana Dores de Matos Viegas
Esta aula decorre no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian. Mesa Redonda integrada na Mostra Ameríndia: Percursos do Cinema Indígena no Brasil
Mesa Redonda - Abertura da Mostra de Cinema: percursos do cinema indígena no Brasil
Roça do ofício
O que significa filmar, usar a câmara, montar e realizar um filme? Estes atos fazem um conjunto? Discutindo criativamente o conceito de “ofício” (neste caso de ‘cineastas indígenas’) iremos partilhar experiências entre os vários cineastas presentes nesta mostra (Zezinho Yube, Alberto Alvares, Ayani Hunikuin, Patrícia Ferreira), e os curadores da mostra (Ailton Krenak, Miguel Ribeiro, Rodrigo Lacerda e Rita Natálio).
Participantes: Alberto Alvares, Ayani Hunikuin, Zezinho Yube, Patrícia Ferreira; Ailton Krenak, Miguel Ribeiro, Rita Natálio, Rodrigo Lacerda
Moderação: Susana de Matos Viegas (ICS-ULisboa), Pedro Cardim (CHAM-NOVA/FCSH), Fred Maia (FCSH-UNL)
Os alunos ficaram para a projeção do filme dessa mesma noite 21h: Já me transformei em imagem - Ma’e Dami Xina / I’ve already became an image - Ma’e Dami Xina - FILME DE ABERTURA da Mostra seguido de debate com o realizador. - para a qula tiveram convites.
Aula 5: Introdução: o que é, como emergiu e que caminhos toma a etnologia indígena no Brasil?
6 Março 2019, 17:00 • Susana Dores de Matos Viegas
Módulo 2
A antropologia desenvolvida no Brasil e dedicada ao estudo dos índios ganhou nas última décadas uma grande projeção e importância internacional. Este módulo dedica-se a introduzir os alunos a esta área de conhecimento..
Docente: Susana de Matos Viegas
Introdução: o que é, como emergiu e que caminhos toma a etnologia indígena no Brasil?
Nesta aula os alunos iremos tratar a emergência histórica da etnologia ameríndia no Brasil e sua inserção no quadro internacional, assim como a influência mais recente desta área na antropologia contemporânea. Temas que serão objeto de aprofundamento na cadeira e que são tópicos-chave deste campo de estudos serão assim enunciados, nomeadamente o individualismo ameríndio, a corporalidade, e o xamanismo. Será sublinhado o estatuto subsidiário da reflexão sobre a terra e as suas razões de um ponto de vista das configurações de mundo ameríndias. O objetivo será o de compreender como a terra e a territorialidade que ocupa parte da reflexão deste curso emergem a partir de outros aspetos chave da vida ameríndia.
De forma a enquadrar a semana seguinte, marcada por um programa inédito em Portugal de cinema indígena, com a presença de alguns realizadores indígenas e um ciclo de debates com ele articulado, nesta aula fez-se igualmente um panorama geral dos povos indígenas que habitam no Brasil.
Esta aula é exclusivamente expositiva, pelo que não há textos indicados para leitura prévia.
Bibliografia de Referência
Ladeira, Maria Inês. 2003. “Guarani Mbya”. Enciclopédia Povos Indígenas no Brasil. Instituto Socioambiental. São Paulo, Brasil.
Acessível (Fev 2019)
https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Guarani_Mbya
Lagrou, Elsj. Huni Kuin (Kaxinauá). Enciclopédia Povos Indígenas no Brasil. Instituto Socioambiental. São Paulo, Brasil.
Acessivel (Fev 2019)
https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Huni_Kuin_(Kaxinaw%C3%A1)
Sanjek, Roger. 1996. “Ethnography.” Pp. 193–198 in Encyclopedia of Social and Cultural Anthropology, ed. Alan Banard and Jonathan Spencer. London, Routledge.
Urban, Greg, 1992. “A história da cultura brasileira segundo as línguas nativas”. In Cunha, Manuela Carneiro da (org.) História dos índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, Secretaria Municipal de Cultura, FAPESP. p. 87-102
Viveiros de Castro, Eduardo. 1999. “Etnologia Brasileira.” In: Miceli, Sergio (Org.). O que ler na ciência social brasileira (1970-1995). São Paulo: Editora Sumaré. p. 109-152.
Wilbert, Joahannes. 1994. “Introduction”. Encyclopedia of World Cultures Vol. VII South America. New York. Princeton Hall International.
Fim módulo 1 e orientação alunos para trabalho módulo 1
27 Fevereiro 2019, 17:00 • Susana Dores de Matos Viegas
Docente: Simone Frangella
Aula 4: Corporalidade na cidade
20 Fevereiro 2019, 17:00 • Susana Dores de Matos Viegas
Docente: Simone Frangella
Corporalidade na cidade
A importância e a complexidade da constituição de corporalidades no tecido urbano, apontando tanto para os recortes da vulnerabilidade corporal quando da sua possibilidade de agenciamento.
Textos para debate em sala de aula:
Rui, Taniele. Nas Tramas do Crack – Etnografia da abjeção, São Paulo, Terceiro Nome. Introdução e Parte 3.
Mizrahi, M. Cabelos ambíguos: beleza, poder de compra e 'raça' no Brasil urbano. Revista Brasileira de Ciências Sociais (Impresso), v. 89, p. 31-46, 2015.
Algumas referências bibliográficas extras.
Abramo, Helena. (1994). Cenas juvenis: Punks e darks no espectáculo urbano. São Paulo: Scritta/Anpocs.
Agier, Michel. (2015). «Do Direito à Cidade ao Fazer-Cidade. O antropólogo, a Margem e o Centro». Mana, Rio de Janeiro, v. 21, n. 3, Dez p. 483-498.
Caldeira, Teresa P. do Rio. 2000. Cidade de Muros: Crime, Segregação e Cidadania em São Paulo. São Paulo: Editora 34/Edusp. 399 pp.
Durham, E. R.; Cardoso, Ruth C Leite. (1973) “A investigação antropológica em áreas urbanas”. Revista de Cultura Vozes, São Paulo, v. LXVII, n.2, p. 49-54.
Durham, E. R. (1986) “A cidade vista da periferia”. Revista Brasileira de Ciências Sociais, Rio de Janeiro, v. 1, n.1, p. 84- 99.
Durham, E. R. (1973) A caminho da cidade. A vida rural e a migração para São Paulo. 2. ed. São Paulo: Ática.
França, Isadora Lins. (2012). “Introdução” e “Um mapa da pesquisa” In Consumindo lugares, consumindo nos lugares: homossexualidade, consumo e subjetividades na cidade de São Paulo. Rio de Janeiro: EDUERJ/CLAM.
Frangella, S. (2010). Corpos Urbanos Errantes: uma Etnografia da Corporalidade de Moradores de Rua em São Paulo. São Paulo: Annablume, Fapesp
Diógenes Glória. (2008) Cartografias da cultura e da violência : gangues, galeras e o movimento hip hop 2ª edição. - São paulo : Annablume, 2008.
Gregori, Maria Filomena. Viração: experiências de meninos nas ruas. São Paulo,
Companhia das Letras, 2000.
Heilborn, Maria Luiza (1999). “Corpos na cidade: sedução e sexualidade”. Corpos na cidade: sedução e sexualidade. In: Gilberto Velho. (Org.). Antropologia Urbana. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, p.93-102.
Kuper, Adam. (2005) “Anthropology” In the Social Science Encyclopaedia. UK:Routledge.
Oliven, Ruben. “Por uma antropologia em Cidades Brasileiras”. O Desafio da Cidade: novas perspectivas da antropologia brasileira, Rio de Janeiro, Campus,1980.
Rio, João do (2007 [1910]). A alma encantadora das ruas. São Paulo: Martim Claret.
Sanjek, Roger. (2002).”Ethnography” In Encyclopaedia of Social and Cultural Anthropology
Vieira, N.C. and Feltran G.S. (2013). Sobre Periferias: novos conflitos no Brasil contemporâneo. 1. ed. Rio de Janeiro: Lamparina Editora/FAPERJ, 2013. v. 1.
Perlongher, Nestor. (1987). O Negócio do Michê – prostituição viril em São Paulo. São Paulo: Brasiliense.