Sumários

Debate trabalhos

12 Maio 2021, 17:00 • Susana Dores de Matos Viegas

Reunião com cada um dos alunos sobre temas de trabalho


Visionamento de filmes e debate

5 Maio 2021, 17:00 • Susana Dores de Matos Viegas

Aula suplementar 

Visionar de filme Martírio de Vincent Carelli seguido de debate que servirá de apoio à consolidação da discussão apresentada na  aula anterior


Territorialidade Guarani-Kaiowá e os desafios contemporaneos

28 Abril 2021, 17:00 • Susana Dores de Matos Viegas

Nesta aula iremos nos focar na territorialidade guarani-mbya e Kaiowá centrada na relação entre aspetos cosmológicos e territorialidades ameríndias, seguindo os trabalhos de Maria Inês Ladeira e Bruno Morais. Em ambos os casos retomamos alguns dos grandes debates sobre a relação dos Guarani com o espaço e formas de sentir a terra face à violência do envenenamento pelo agronegócio. Emergindo num debate profundo sobre a relação dos ameríndios com os mortos e as suas marcas na movimentação humana, a aula discute a historicidade destes processos, convidando o contacto direto dos alunos com monografias antropológicas sustentadas na etnologia indígena.

 

Texto de leitura prévia à aula

Ladeira, Maria Inês. 2003. “Guarani Mbya”. Enciclopédia Povos Indígenas no Brasil. Instituto Socioambiental. São Paulo, Brasil.

https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Guarani_Mbya

 

Bibliografia de Referência

Morais, Bruno Martins. 2017. Crónica da territorialidade Kaiowá e Guarani nas adjacencies da morte. Prémio Anpocs. Elefante editora. Capítulo 2, Capítulo 3. Capítulo 4. Pp. 197-276.

 


Territorialidade e a perspetiva de intelectuais indígenas

21 Abril 2021, 17:00 • Susana Dores de Matos Viegas

No entendimento sobre as relações com a terra e o longo percurso da territorialidade ameríndia é atualmente importante conhecer pensamentos de importantes intelectuais indígenas e suas articulações com trabalhos antropológicos. Nesta aula fazemos esse percurso a partir de uma aproximação a dois dos grandes pensadores indígenas: Ailton Krenak e Davi Kopenawa. Temos por foco, por um lado, entender mais dois percursos do contacto com a sociedade dos brancos, imprescindíveis à compreensão da própria contemporaneidade dos índios no Brasil e, por outro, o contributo de conhecimento antropológico em aliança com reflexões de algumas lideranças intelectuais para reflexões e cosmpolíticas de influência global.

Na segunda parte da aula debatemos o texto de leitura prévia à aula

Textos de leitura prévia à aula

Albert, Bruce e Kopinawa, Davi. 2015 (2010). “Falar aos brancos” A queda do céu. Companhia das Letras, pp. 376-393.

 

Referências bibliográficas

Albert, Bruce. 2015 (2010). “Prólogo”. A queda do céu. Companhia das Letras, pp. 43-54.

Albert, Bruce. 2000. “O ouro canibal e a queda do céu: uma crítica xamânica da economia política da natureza (Yanomami). In Albert, Bruce e Alcida Rita Ramos (org). Pacificando o branco: cosmologias do contato no Norte-Amazônico. Editora UNESP. São Paulo. pp. 239-274.

Krenak, Ailton. 1992. “Antes, o mundo não existia”. In Novaes, Adalto (org.). Tempo e História. Companhia das letras. São Paulo. Pp. 201-204.

Krenak, Ailton. 2020. O amanhã não está à venda. Companhia das Letras. São Paulo

 


Territorialidades ameríndias e Tupi

14 Abril 2021, 17:00 • Susana Dores de Matos Viegas

A relação entre alteridade e territorialidade é um eixo central de compreensão de muitas das sociedades ameríndias. Nesta aula aprofundamos essa questão a partir de uma das monografias clássicas sobre os tupi na Amazónia (Viveiros de Castro 1986), apontando algumas das suas repercussões também no entendimento da situação indígena tupi nas regiões de antiga colonização como a costa atlântica.

Numa primeira parte da aula e como enquadramento à diferença entre a multiplicidade de contextos sociolinguísticos indígenas os diferentes troncos linguísticos e aspetos gerais socioculturais que os distinguem serão abordados, assim como como esta pluralidade linguística tem vindo a ser tratada numa educação diferenciada no Brasil.

 

Texto de leitura prévia à aula

Ailton Krenak entrevista: “A história também pode se repetir como tragédia”
https://jacobin.com.br/2020/03/a-historia-tambem-pode-se-repetir-como-tragedia/

 

Bibliografia

 

Os Krenak. Enciclopédia dos Povos Indígenas no Brasil. https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Krenak

 

Urban, Greg, 1992. “A história da cultura brasileira segundo as línguas nativas”. In Cunha, Manuela Carneiro da (org.) História dos índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, Secretaria Municipal de Cultura, FAPESP. p. 87-102

Viegas, Susana de Matos.  2007. Terra Calada: Os Tupinambá de Olivença na Mata Atlântica. 7Letras/Rio de Janeiro. Almedina/Coimbra.  Capítulo I, pp. 68-70; Capítulo III (73-88); pp. 288-294.

Viveiros de Castro, Eduardo. 1986. Araweté: os deuses canibais. Jorge Zahar editor. Anpocs. Capítulo I (pp. 35-80); Capítulo II pp.106-116; Capítulo III (129-136); Capítulo V (pp. 263-300)

ou

Viveiros de Castro, Eduardo. 2000. Araweté: O Povo do Ipixuna. Lisboa: Assírio & Alvim.