Sumários
O estranho retrato da contemporaneidade presente em Bénédicte vê o mar
14 Dezembro 2021, 17:00 • ALVA MARTINEZ TEIXEIRO
O tema do mal-estar presente e das (im)possibilidades contemporâneas da poesia. O "dispositivo sacrificial" da poesia e a "épica da modernidade" (M. Siscar). A crise das formas literárias tradicionais.
Os significados acentuados pela intertextualidade na obra de Laura
Erber: a ambiguidade, o estranhamento e a crítica da contemporaneidade.
Os
exercícios de admiração 'à Cioran' presentes na obra: análise das
referências explícitas à escrita de Chico Alvim e Carlos Drummond de
Andrade e das possíveis referências implícitas à obra de Clarice
Lispector e Rubem Fonseca. O retrato da violência contemporânea.
Bibliografia:
COMPAGNON, Antoine (1979). La seconde main ou le travail de la citation. Paris: Seuil.
DOMENECK, Ricardo (2009): «A incerteza como princípio – Dois livros de Laura Erber». In Cadernos de não-ficção (Ano II, nº 2). Porto Alegre: Não Editora, pp. 53-56.
PAVLICIC, Pavao (2006): «La intertextualidad moderna y la posmoderna». In Versión 18. México: UAM-X, pp. 87-113.
SISCAR, Marcos (2007): «”Responda, cadáver”: o discurso da crise na poesia moderna». In Alea, (n. 2, vol. 9, julho-dezembro 2007), pp. 176-189.
A dimensão interartística de Bénédicte vê o mar
7 Dezembro 2021, 17:00 • ALVA MARTINEZ TEIXEIRO
O estranhamento na obra de Erber: os estranhamento nos desenhos (oscilantes entre o lirismo despojado e a comicidade do cartoon) e no texto (a presença do absurdo e o ludismo).
A dimensão interartística em Bénédicte vê o mar: a função ilustrativa dos desenhos a respeito da crise criativa da escritora protagonista, tema central do texto.
O discurso da crise na arte e na literatura contemporâneas.
Recensão crítica e exposição oral sobre a obra sobre a obra Ó, de Nuno Ramos: Yunzhi Yang, Yuyan Lai, Jinyi Zhu e Sérgio André.
Bibliografia:
DOMENECK, Ricardo (2009): «A incerteza como princípio – Dois livros de Laura Erber». In Cadernos de não-ficção (Ano II, nº 2). Porto Alegre: Não Editora, pp. 53-56.
LEMOS, Masé (2011): «Experimentações literárias em formato digital». In O Globo – Prosa & verso, 15/10/2011, p. 3.
SISCAR, Marcos (2007): «”Responda, cadáver”: o discurso da crise na poesia moderna». In Alea, (n. 2, vol. 9, julho-dezembro 2007), pp. 176-189.
A literatura exigente
30 Novembro 2021, 17:00 • ALVA MARTINEZ TEIXEIRO
As
caraterísticas da ‘literatura exigente’ (Leyla Perrone-Moisés): uma literatura
herdeira das vanguardas do século XX, genericamente inclassificável, marcada
pelo ensaísmo e pela complexidade e profundidade discursivas.
A definição da Pós-Modernidade. O questionamento da divisão entre Modernidade e
Pós-Modernidade na literatura exigente. A importância da intertexualidade.
A dialética essência/aparência na obra de Rodrigo Naves e Juliano Garcia Pessanha.
A pesquisa da realidade profunda através do fragmentar, do residual e do anedótico.
Exposição oral da recensão crítica sobre a obra A história dos ossos, precedida de O cão no sótão de Alberto Martins das alunas Yuxin Wang, Fanghui Wang e Yulin Gao.
Bibliografia:
BOSI, Alfredo (2002): «Os estudos literários na era dos extremos» in BOSI, Alfredo, Literatura e resistência (São Paulo: Companhia das Letras).
PERRONE-MOISÉS, Leyla (1998): Altas literaturas (São Paulo: Companhia das Letras)
PERRONE-MOISÉS, Leyla (2012): «A literatura exigente». Folha de São Paulo, caderno «Ilustríssima», 25/03/2012, pp. 4–5.
As escritas da indeterminação
23 Novembro 2021, 17:00 • ALVA MARTINEZ TEIXEIRO
A forma informe ou os objetos verbais não-identificados.
O poema-ensaio, exercícios de aproximação.Poesia, antipoesia, pós-poesia: questões
conceituais.
Análise das propostas de Marília Garcia [“O poema no tubo de ensaio”] e Nuno Ramos [excertos de Cujo, pp. 9-19, 45-55 e 79-81].
Exposição oral da recensão crítica sobre a obra A calma dos dias dos alunos Ke Wang, Keyi Huang, Ruiyuan Liao, Wang Tânia e Lourenço Duarte.
Bibliografia:
AZEVEDO, C. Monodrama. Rio de Janeiro: 7Letras, 2009.
GARCIA, M. [leitura e performance, 2017]
https://www.youtube.com/watch?v=qEQfXg4b9Ko
GARCIA, M. Parque das ruínas. São Paulo: Luna Parque, 2018.
GLEIZE, J. M. G. Poesia poor – respostas [entrevista] In: ALEA. Rio de Janeiro: UFRJ, 2015.
https://www.scielo.br/j/alea/a/MVR6MWrsJmcQmzrLrDD9gSq/?lang=pt
PENNA, J. C. O dispositivo Questions Théoriques. Rio de Janeiro: UFRJ, 2019.
PORRUA, A. Emplazamiento y ruina: trayectos del poema de Marília Garcia. In: Revista Estudios de Teoría Literaria. Mar del Plata: UNMDP, 2021; p. 30-43.
https://fh.mdp.edu.ar/revistas/index.php/etl/article/view/4908
RAMOS, N. Cujo. São Paulo: 34, 1993.
RIBEIRO, G. A experiência da destruição na poesia de Carlito Azevedo. In: O Eixo e a Roda. Belo Horizonte: FaLe/UFMG, 2014.
http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/o_eixo_ea_roda/article/view/5905
SILVESTRE, O. M. A poesia e a condição pós-média: o caso de Monodrama, de Carlito Azevedo. In: Texto Poético, 2017; p. 1-37.
https://textopoetico.emnuvens.com.br/rtp/article/view/447/362
SUSSEKIND, F. Objetos verbais não identificados. Rio de Janeiro: O Globo, 2013.
SUSSEKIND, F. Tudo fala. Comentário sobre o trabalho de Nuno Ramos. Belo Horizonte: CCBB, 2016.
https://fdag.com.br/app/uploads/2017/04/sussekind-flora-tudo-fala-2016.pdf
Estar entre: poesia, performance, fotografia, cinema
16 Novembro 2021, 17:00 • ALVA MARTINEZ TEIXEIRO
O poema como pauta, roteiro, écfrase.
Corpografia e coreografia, voz e gesto.
O reino das imagens deste mundo: poéticas do arquivo.
Análise das propostas de R. Aleixo [“Máquina zero”, “Labirinto”; - “Cabezas”, “Geral”, “Meu negro”, “Lugar”] e L. Danziger [ [“Desejo o que há de mais inútil em seus arquivos”, “Irene e Martha”; - “Pela manhã”, “Instalar uma imagem”, “Alguns se tornam progressivamente”, “Exercício cívico”, “De pé”].
Exposição oral (individual) da (micro)antologia crítica realizada a partir da obra Antologia, de Arnaldo Antunes, das alunas Xiaotong Zhou, Júlia Souza e Kaminski Florêncio.
Bibliografia:
ALEIXO, R. [apresentação no Cabaré Voltaire, 2017]
https://tube.switch.ch/embed/c743ac2e
MACIEL, K. Poesia e Videoarte. Rio de Janeiro: Ed. Circuito, 2013.
OLIVEIRA, D. Os corpos no castelo: a poética de Laura Erber. Belo Horizonte: CEFET, 2018.
RIBEIRO, G. Cinelândia, a incandescência subterrânea (posfácio). In: Cinelândia; p. 81-84.
RIBEIRO, G. Luto e transmissão na poesia de Leila Danziger. In: Arquivo Maaravi. FaLe/UFMG, 2017; p. 59-67.
https://periodicos.ufmg.br/index.php/maaravi/article/view/14370/pdf
RIBEIRO, G. Ricardo Aleixo, uma poesia em expansão. In: Suplemento Pernambuco. Set./2017.
https://www.academia.edu/35467953/Ricardo_Aleixo_poesia_em_expansão
REZENDE, R. Ações plástico-performáticas, políticas e filosóficas da poesia brasileira contemporânea. Rio de Janeiro: UERJ, 2009.
http://www.ppgartes.uerj.br/discentes/dissertacoes/dimestrenatorezende2009.pdf
SCHERER, T. A performance ressoa no poema. Florianópolis, CCE-UFSC, 2016.