Sumários

A importância das mulheres periféricas na renovação da literatura brasileira

26 Novembro 2024, 17:00 • ALVA MARTINEZ TEIXEIRO

Aula da escritora e Professora Doutora Maria Nilda de Carvalho Mota sobre a importância das mulheres periféricas na renovação da literatura brasileira.


A bricolagem na «Tropicália» e nos poemobjetos

19 Novembro 2024, 17:00 • ALVA MARTINEZ TEIXEIRO

Análise dos poemobjetos integrados na «Tropicália», da poeta Roberta Camila Salgado. O teor experimental dos poemobjetos. A negação dos meios convencionais de circulação e receção da poesia. A procura de uma potência poética nos materiais industriais. Os poemas sobre a ditadura. A experiência da 'perda da rua' no período da ditadura e a visibilidade dos espaços marginais. Análise do poemobjeto «Construção». Os diálogos materiais e simbólicos com a proposta de Oiticica. O princípio compositivo da bricolagem.
Recensão crítica e exposição oral sobre a obra Cidade de Deus (1997), de Paulo Lins [disponível na biblioteca da FLUL]: Daniela Buscaratti de Souza Tatarin, Kaixin Ding e Lucas Mota Nascimento.

Bibliografia:

CERA, Flávia Letícia Biff (2012). Arte-vida-corpo-mundo, segundo Hélio Oiticica. Tese (Doutoramento em Literatura) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. 
http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/100606
FAVARETTO, Celso (2015). A invenção de Hélio Oiticica (São Paulo: Edusp)
OITICICA, Hélio (1986). Aspiro ao grande labirinto (Rio de Janeiro: Rocco).


O teor fragmentário e alegórico da «Tropicália», de Hélio Oiticica

12 Novembro 2024, 17:00 • ALVA MARTINEZ TEIXEIRO

A descoberta da Mangueira de Hélio Oiticica e a influência na sua obra.
A Nova Objetividade e a 'super-antropofagia' e a tentativa de resolver o problema de criação e intervenção artístico-cultural, sem imitar os procedimentos das artes plásticas dos grandes centros internacionais, nem o vanguardismo construtivista e o pedagogismo nacionalista imperantes no Brasil.
A devoração na «Tropicália», a síntese imagética e a negação da dialética: o teor fragmentário e alegórico da proposta.
Análise de um dos poemobjetos integrados na «Tropicália», da poeta Roberta Camila Salgado.
Recensão crítica e exposição oral sobre a obra Parque industrial (1933), de Patrícia Galvão, Pagu [disponível no Moodle]: Izanete Marques Souza e Viviane Mara Vieira Cardoso.

Bibliografia:

CERA, Flávia Letícia Biff (2012). Arte-vida-corpo-mundo, segundo Hélio Oiticica. Tese (Doutoramento em Literatura) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. 
http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/100606
FAVARETTO, Celso (2015). A invenção de Hélio Oiticica (São Paulo: Edusp)
OITICICA, Hélio (1986). Aspiro ao grande labirinto (Rio de Janeiro: Rocco).


Itinerários interartes entre o modernismo e a tropicália: uma reflexão acerca de obras de Flávio de Carvalho e Hélio Oiticica

5 Novembro 2024, 17:00 • ALVA MARTINEZ TEIXEIRO

Nesta aula descreveu-se o percurso de arte-vida do modernista Flávio de Carvalho relatando as suas experiências, performance antelitteram. Por outro lado, comentando brevemente as origens da Tropicália, mostrou-se a ligação entre as experiências e o projeto inter-artístico de Hélio Oiticica. Através da análise crítica de alguns parangolés e outras obras oiticiquianas, comparou-se a visão ideológica de ambos artistas expondo contradições existentes entre mercado, fruição cultural e participação. Portanto, observando o interesse dos dois artistas pela cultura popular, destacou-se a valorização deste património por parte de Oiticica. Assim, ao refletir sobre o papel do artista e do museu na valorização destes legados observaram-se obras que, provenientes de grupos marginalizados, alcançaram reconhecimento e divulgação.

Bibliografia
Gigante, M. (2024). Nova York de Hélio Oiticica: uma invenção interartística triforme. Estudos De Literatura Brasileira Contemporânea, (72). https://doi.org/10.1590/2316-40187202
Oiticica, H. (1986). Aspiro ao grande labirinto. RJ: Rocco, pp. 72-75, 106-109.
Salomão, W. (2003). Hélio Oiticica: Qual é o parangolé? e outros escritos. RJ: Rocco, pp. 45, 52, 61, 125-128.
Stigger, V. (2014). Flávio de Carvalho: Arqueologia e contemporaneidade. Celeuma, USP. http://dx.doi.org/10.11606/issn.2318-7875.v2i4p44-56
Teixeiro, A. M. (2018). O dia 8 de junho de 1931 em São Paulo: A Experiência nº 2, de Flávio de Carvalho, como emblema de um modernismo outro. Luso-Brazilian Review 55(2), 36-58. https://doi.org/10.3368/lbr.55.2.36


A enunciação viajante

29 Outubro 2024, 17:00 • ALVA MARTINEZ TEIXEIRO

Os mecanismos de constituição da enunciação viajante.
O entrecruzamento de diversas viagens e tipos em Memórias sentimentais de João Miramar.
O olhar do peregrino, do turista e do sujeito desterritorializado na obra.
A reescrita paródica dos princípios da viagem épica presente no romance.

Exposição oral sobre a obra  Brás, Bexiga e Barra Funda (1927), de António de Alcântara Machado [disponível na biblioteca da FLUL e no Moodle]: Ramom de Almeida e Sónia Maria Ferreira Brito.



BIBLIOGRAFIA:
LAHUERTA, Milton (1997): "Os intelectuais e os anos 20: moderno, modernista, modernização". In: LORENZO, H. C.; COSTA, W. P. (Org.): A década de 1920 e as origens do Brasil moderno (São Paulo: Ed. da Unesp): pp.93-114.
QUIJANO, Aníbal (1988): Modernidad, identidad y utopía en América Latina (Lima: Sociedad y Política Ediciones).
VENTURA, Roberto (1991): Estilo tropical: história cultural e polêmicas literárias no Brasil (São Paulo: Companhia das Letras).