Sumários
O labirinto romanesco de Mongólia
30 Maio 2017, 17:00 • ALVA MARTINEZ TEIXEIRO
O deslocamento da narrativa para o campo do estranhamento.
Mongólia e os narradores ‘desconfiáveis’. O Ocidental e a ‘alteridade radical’ (Wladimir Krysinski).
A projeção da ‘brasilidade’ no romance.
Entrega da recensão crítica e exposição oral (individuais) sobre a obra A chave da casa de Tatiana Salem-Levy:Júlia Pereira, Aline Silva e Meryem Belcadi e Rodrigo Barreto.
A procura do 'desajustado': a compreensão da cultura através do tabu.
Bibliografia:
FRANCO, Adenize (2014): «Viagens transatlânticas: Mongólia, de Bernardo Carvalho e Longe de Manaus, de Francisco José Viegas» in Via Atlântica, São Paulo, n. 25, jul/2014: pp. 253-264. [Disponível online]
GINZBURG, Jaime (2012): «O narrador na literatura brasileira contemporânea» in Tintas. Quaderni di letterature iberiche e iberoamericane, 2, pp. 199-221.
KRYSINSKI, Wladimir (2011): «Discurso da viagem e senso de alteridade» in Organon. Instituto de Letras/UFRS, vol. 17, n. 34, pp. 21-43.
ORTIZ, Graciela (2011): «De viajes y enigmas. Mongólia de Bernardo Carvalho y L’énigme du retour de Dany Laferrière» in AA.VV.: Actas de las X jornadas de literatura comparada de la Asociación Argentina de Literatura Comparada. Disponível em: http://xjornadaslc.fahce.unlp.edu.ar/
O sentido da viagem no romance Mongólia
23 Maio 2017, 17:00 • ALVA MARTINEZ TEIXEIRO
O género e o discurso no romance Mongólia de Bernardo Carvalho: a errância e a imagem do ‘trânsito’ discursivo. A construção do romance (e do relato do diplomata) a partir dos diários de viagem. Análise das caraterísticas do género do ponto de vista da enunciação. A condição de género fronteiriço da literatura de viagem: a extrapolação da ficção a partir da realidade e a potenciação da ficcionalidade graças à expressiva força documental do relato de viagem.
O sentido da viagem no romance. Os tipos do turista e do viajante (Zigmunt Bauman). A visão etnocêntrica presente no relato do Ocidental e a construção literária do Outro. A possível desconstrução irónica da alteridade.
Entrega da recensão crítica e exposição oral (individuais) sobre a obra A chave da casa de Tatiana Salem-Levy: Gil Sousa e Paulina Ustymowicz.
Bibliografia:
ALMEIDA, Ana Ligia Matos de (2008): Não sou Machado de Assis: narrativas de Bernardo Carvalho (Tese de Doutorado, apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras Vernáculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro). [Disponível online]
BAUMAN, Zygmunt (1999): Globalização: as conseqüências humanas (Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor).
SAID, Edward W. (2004): Orientalismo (Lisboa: Cotovia).
SILVA, Ricardo Augusto Garro (2014): Alteridade e diferença em Bernardo Carvalho (Dissertação de Mestrado, apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Minas Gerais). [Disponível online]
A viagem e a alteridade na ficção brasileira contemporânea
16 Maio 2017, 17:00 • ALVA MARTINEZ TEIXEIRO
A importância do tema da viagem na tradição literária brasileira: a constituição parcial das literaturas latino-americanas a partir da escrita do/no estrangeiro. Ponderação crítica da possível presença de uma herança histórica, da procura ainda de um Outro nas viagens literárias contemporâneas para pensar a própria condição por analogia. A possibilidade de interpretação da situação do viajante literário contemporâneo como “uma espécie de exotismo invertido” (Karl Eric Schollhammer).
A relevância dos deslocamentos, da elasticidade das fronteiras e da rapidez do mundo contemporâneo na configuração das novas ficções a partir da crise das noções de centro e periferia. A posição do sujeito latino-americano: a desconstrução crítica e/ou irónica dos deslocamentos entre o centro e a periferia. A subversão irónica da alteridade e do etnocentrismo na obra Mongólia de Bernardo Carvalho.
Entrega da recensão crítica e exposição oral (individuais) sobre a obra Budapeste de Chico Buarque: Filip Vavrinek, Max Pinheiro e Caio Cateb.
Bibliografia:
CARNEIRO, Flávio (2005): No país do presente – ficção brasileira no início do século XXI (Rio de Janeiro: Rocco).
LIMA, Luiz Costa (1991): Pensando nos trópicos (Rio de Janeiro: Rocco).
RESENDE, Beatriz (2007): Questões da ficção brasileira no século XXI (Rio de Janeiro: Casa da Palavra).
As críticas literárias e artísticas
9 Maio 2017, 17:00 • ALVA MARTINEZ TEIXEIRO
Análise das censuras cáusticas presentes na história do pai aos princípios do realismo socialista – e, implicitamente, ao caráter prescritivo dos movimentos e escolas paradigmaticamente representados por esse infeliz epígono da arte soviética.
Os sentidos da viagem na obra. A pobre itinerância apresentada nas Aventuras, o aparente (mas indócil) imobilismo do pai, o desejo de evasão frustrado representado pelo avô e o périplo pela Europa do protagonista.
A mestria no desenho do ‘espírito do tempo’, da perceção generalizada de que existe uma crise em progresso – ecoando a sensação crescente de incerteza, descontentamento e frustração dos artistas e críticos – e da ambígua presença de uma certa autocomplacência – que, segundo a autora, existe ainda no campo cultural e que permite manter a miragem do progresso e da pujança do sistema.Análise da figura de Ciprian, um artista em trânsito: o paradigma da potencial vítima do possível esgotamento do sistema da arte. A distorção da viagem, tornada trânsito. Os não-lugares da pós-modernidade estudados por Marc Augé. As cidades e residências habitadas por Ciprian: espaços de transitoriedade, próximos dos não-lugares. O percorrido acidentado do protagonista em que a inércia da procura e da insatisfação adiam qualquer possibilidade de encontro ou de resolução.
Os valores paradoxais da viagem no romance. A viagem e o seu poder para transfigurar o nosso estar no mundo e estimular a reflexão. A conclusão profundamente inquietante do protagonista: o deslocamento físico é apenas uma tentativa vazia, que não estimula o contato com o ser nem o renova é, portanto, uma experiência oposta à experiência plena, tal como concebida por Blanchot ou Foucault.
Entrega da recensão crítica e exposição oral (individuais) sobre a obra O mendigo que sabia de cor os adágios de Erasmo de Rotterdam de Evandro A. Ferreira: Priscila Rodrigues e Eliana Oliveira.
Bibliografia:
COMPAGNON, Antoine. “Vous avez dit contemporain?”. Texto publicado no site do College de France em 2011. Disponível em: <http://www.college-de- france.fr/media/lit_cont/UPL18787_5_A.Compagnon_Vous_avez_dit_contemporai n.pdf> Acesso em 08 de setembro de 2011.
PINTO, Silvia: “Agruras da ficção contemporânea”. In Revista Gragoatá, 24. Niterói: EdUFF, 2008, pp. 165-175.
O hibridismo na obra Esquilos de Pavlov de Laura Erber
2 Maio 2017, 17:00 • ALVA MARTINEZ TEIXEIRO
A revisão do cânone genérico e o hibridismo.
A prática metaficcional e a (auto)consciência artística no romance. A idealização proposta por Linda Hutcheon ao definir a metaficção como narcísica. A revelação de uma arte que tende a absorver em si o papel da crítica, uma crítica, aliás, tão construtiva que gera os objetos artísticos, em vez de ser produzida por eles.
As relações entre ficção narrativa e ficção fotográfica.
O caráter inquiridor do livro e o dilema existencial que preside a história de Ciprian e que é subtilmente proposto através de uma pergunta do pai: “será que Ciprian cabe ou será que ele entala?”
Entrega da recensão crítica e exposição oral (individuais) sobre a obra Ó de Nuno Ramos: Maria Guiomar Palmeiro e Júlia Mendes Pereira.
Bibliografia:
COMPAGNON, Antoine. “Vous avez dit contemporain?”. Texto publicado no site do College de France em 2011. Disponível em: <http://www.college-de- france.fr/media/lit_cont/UPL18787_5_A.Compagnon_Vous_avez_dit_contemporai n.pdf> Acesso em 08 de setembro de 2011.
PINTO, Silvia: “Agruras da ficção contemporânea”. In Revista Gragoatá, 24. Niterói: EdUFF, 2008, pp. 165-175.