Sumários
A filosofia e as suas questões
18 Outubro 2017, 17:00 • Maria Leonor Lamas de Oliveira Xavier
Aula nº5 (18/ 10/ 17)
A filosofia e as suas questões. A abrangência das questões kantianas. A organização de uma bibliografia: fontes principais e estudos de especialidade; organização bibliográfica dos textos de uso lectivo e análise das referências bibliográficas.
Textos de uso lectivo: Fernando SAVATER, História da Filosofia. Sem medo nem pavor, trad. Pedro Vidal, Lisboa, Planeta, 2011, pp.15-16; Ludwig WITTGENSTEIN, Da Certeza, §§61-65, 121-131, 140-144, 220-225, 291-299, Edição bilingue, trad. Maria Elisa Costa, rev. António Fidalgo, Lisboa, Edições 70, 1990, pp.31, 47-49, 53, 69-71, 87. Apresentações por João Palma e Ana Rita Santos; arguições por Ana Rebelo e Luís Miguel Teixeira.
Exercício 1: Explicação e comentário de texto
13 Outubro 2017, 10:00 • Adriana Veríssimo Serrão
Noções de metodologia: as referências bibliográficas
Referência bibliográfica de uma obra com um só autor:
Pelo sistema autor/ título
Leonel Ribeiro dos Santos, Linguagem, Retórica e Filosofia no Renascimento, Lisboa: Edições Colibri, 2004.
Júlio Fragata, Noções de Metodologia para a Elaboração de um Trabalho Científico, Porto: Livraria Tavares Martins, 1973.
Pelo sistema autor/ data / título
Leonel Ribeiro dos Santos, 2004, Linguagem, Retórica e Filosofia no Renascimento, Lisboa: Edições Colibri.
José H. Silveira de Brito (2001), Introdução à Metodologia do Trabalho Científico, Braga, Universidade Católica de Braga.
Referência bibliográfica de uma obra com dois autores:
M. Ribeiro Sanches e A. Veríssimo Serrão, A Invenção do “Homem”. Raça, Cultura e História na Alemanha do século XVIII, Lisboa: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, 2002.
Referência bibliográfica de uma obra com editor, director ou organizador:
Pedro Calafate (dir.), História do pensamento filosófico português; vol. II. Renascimento e Contra‑Reforma, Lisboa: Caminho, 2001.
Referência bibliográfica de uma obra com vários editores, directores ou organizadores:
Ensinar Filosofia? O que dizem os filósofos, coord. M. José Vaz Pinto e M. Luísa Ribeiro Ferreira, Lisboa, Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, 2013.
ou:
M. José Vaz Pinto e M. Luísa Ribeiro Ferreira (coords.), Ensinar Filosofia? O que dizem os filósofos, Lisboa, Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, 2013.
Ensinar e Aprender Filosofia num mundo em Rede, coord. M. Luísa Ribeiro Ferreira, Lisboa: Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, 2013.
ou:
M. Luísa Ribeiro Ferreira (coord.), Ensinar e Aprender Filosofia num mundo em Rede, Lisboa, Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, 2013.
[org.= organizador; ed.= editor: dir.= direcção de…]
Referência bibliográfica de uma obra com vários autores:
AA. VV., História del Mundo Contemporáneo, Madrid: Anaya, 1979.
[AA. VV.= autores vários]
Referência de um artigo de uma Antologia (ou capítulo de um livro):
Pierre-Jean Labarrière, "Textos sobre texto ou como silenciá-lo?" em [in]: Texto, Leitura e Escrita. Antologia, coord. de Irene Borges Duarte et alii [et al.] (org.), Porto: Porto Editora, 2000, pp.185-192.
[em = in]
[et al.] = e outros
Referência de um artigo de revista:
Cristina Beckert, "A estética do invisível na natureza", Philosophica, Lisboa, 29 (2007), 7-17.
Pedro Alves, "A ideia de uma filosofia primeira na Fenomenologia de Edmund Husserl", Philosophica, 7 (1996), pp. 3-37.
ou: Pedro Alves, "A ideia de uma filosofia primeira na Fenomenologia de Edmund Husserl", Philosophica, 7 (1996), 3-37.
ou: Pedro Alves, "A ideia de uma filosofia primeira na Fenomenologia de Edmund Husserl", Philosophica, Lisboa, Departamento de Filosofia, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 7 (1996), pp. 3-37.
Referência de uma tradução:
I. Kant, Crítica da Razão Pura, trad. port. de Manuela Pinto Ribeiro e Alexandre Fradique Morujão. Introdução e notas de Alexandre Fradique Morujão, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 3.ª edição, 1994.
ou:
Kant, Kritik der reinen Vernunft / Crítica da Razão Pura /, trad. do alemão de M. Pinto Ribeiro e A.Fradique Morujão. Introdução e notas de A. Fradique Morujão, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 3.ª edição, 1994.
Ou: .... 31994.
Umberto Eco, Como se faz uma tese em Ciências Humanas/ Come si fà una tesi di laurea, trad. de Ana Falcão Bastos e Luís Leitão, Lisboa: Editorial Presença,1980.
ou:
Umberto Eco, Como se faz uma tese em Ciências Humanas, Lisboa: Editorial Presença,1980.
Referência de uma entrada de dicionário ou enciclopédia:
A. Coxito, "Cartesianismo em Portugal" em [in]: Logos. Enciclopédia Luso-Brasileira de Filosofia, Lisboa-São Paulo, Ed. Verbo, vol. 1, 1989, cols. 849-857.
[col. = coluna; cols. = colunas]
20 OUTUBRO O QUE É O HOMEM? INTRODUÇÃO À ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA |
10h: Lição Inaugural do Departamento de Filosofia 12-13h Aula |
TEMAS E TÉCNICAS DA FILOSOFIA / O ESTUDO DA FILOSOFIA
Prof.ª Adriana Veríssimo Serrão
Exercício 1: Explicação e comentário de texto
Nome:………………………………………………………………………
Número:……………………………
Textos sobre os quais incide o exercício:
I. Kant, Informação acerca da orientação dos seus cursos no semestre de Inverno de 1765-1766.
“Descartes, O método cartesiano: O caminho para o conhecimento”.
“Nietzsche – O filósofo como educador”, incluindo o comentário da tradutora, pp. 178-187.
I. EXPLICAÇÃO
- O sentido do texto é imanente ao texto.
- Limitar-se ao texto e não sair dele (não introduzir elementos estranhos).
- Explicar todo o texto, mas apenas o texto.
- Explicitar todas as noções, conceitos, temas e teses centrais (apresentá-los por palavras nossas).
- Mostrar a articulação dessas noções e teses numa síntese completa. .
- Redigir em linguagem clara e concisa.
- Recordar que a sequência dos enunciados (a "ordem da exposição") pode não coincidir com a “ordem das razões”.
1. Complete a referência bibliográfica do texto de Descartes.
2. Identifique 5 conceitos filosóficos centrais deste texto.
3. Identifique 5 teses (afirmações) estruturantes do texto.
4. Reconduza-as a uma única tese central.
5. Proponha um título.
6. Justifique a sua escolha.
II. COMENTÁRIO
O comentário aplica-se:
- a teses (afirmações centrais).
- a curtos excertos de texto.
- pode incidir ainda sobre noções e conceitos (ou outros elementos) que permanecem ainda obscuros após a explicação e carecem de esclarecimento "fora do texto".
Para este ponto II. use uma folha anexa, devidamente identificada.
7. Comente a afirmação de Kant, segundo a qual a educação exige antecipação.
8. Comente a afirmação de Nietzsche, segundo a qual o educador é aquele que liberta o educando. Para aprofundar o comentário poderá ler os esclarecimentos da tradutora.
III.
Os três textos estudados tratam, de diferentes perspectivas e com diferentes fundamentações, de questões comuns: o ensino, o conhecimento, a sabedoria.
Escolha dois dos textos e elabore uma breve comparação (máximo 10 linhas), que identifique pontos de semelhança e pontos de diferença.
A filosofia e as suas questões
11 Outubro 2017, 17:00 • Maria Leonor Lamas de Oliveira Xavier
Aula nº4 (11/ 10/ 17)
A filosofia e as suas questões. Da questão dos princípios à questão dos limites do saber.
Textos de uso lectivo: Immanuel KANT, Crítica da Razão Pura (KrV, B 832 – B 834). Tradução de Manuela Pinto dos Santos e Alexandre Fradique Morujão, introdução e notas de Alexandre Fradique Morujão, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, (2ª ed.) 1989, pp.[639-640]; “Conceito da filosofia em geral”, in José BARATA-MOURA, Kant e o conceito de filosofia. Com um texto em apresentação bilingue extraído da «Lógica». Lisboa, Sampedro, 1972, pp.75-79; José BARATA-MOURA, Kant e o conceito de filosofia. Com um texto em apresentação bilingue extraído da «Lógica». Lisboa, Sampedro, 1972, pp.138-140; Manuel J. do CARMO FERREIRA, “O Socratismo de Kant”, in José BARATA-MOURA (Dir.), KANT. Comunicações apresentadas ao Colóquio “Kant” organizado pelo Departamento de Filosofia em 25/ 11/ 1981, Lisboa, 1982, pp.35-37. Apresentações por Patrícia Sá e Mafalda S. Pedro; arguições por Pedro Afonso, Vicente Costa e Teresa Macedo.Exercício em grupo: sobre o texto de Descartes / Explicação do texto de Nietzsche
6 Outubro 2017, 10:00 • Adriana Veríssimo Serrão
Exercício em grupo: sobre o texto de Descartes (30 minutos).
Seleccione os 5 conceitos fundamentais/ e esclareça-os recorrendo apenas ao texto (à explicação).
Identifique a tese fundamental. / E justifique.
Próxima aula: 13 OUTUBRO |
Exercício 1: Explicação e comentário de texto |
Textos sobre os quais incidirá o exercício:
I. Kant, Informação acerca da orientação dos seus cursos no semestre de Inverno de 1765-1766.
“Descartes, O método cartesiano: O caminho para o conhecimento”.
“Nietzsche – O filósofo como educador”, incluindo o comentário da tradutora, pp. 178-187.
VIAS PARA A COMPREENSÃO DE UM TEXTO
I. EXPLICAR
- O sentido do texto é imanente ao texto.
- Limitar-se ao texto e não sair dele (não introduzir elementos estranhos).
- Explicar todo o texto, mas apenas o texto.
- Explicitar todas as noções, conceitos, temas e teses centrais (apresentá-los por palavras nossas).
- Mostrar a articulação dessas noções e teses numa síntese completa (“um todo ordenado”, segundo Kant).
- Redigir em linguagem clara e concisa.
- Recordar que a sequência dos enunciados (a "ordem da exposição") pode não coincidir com a “ordem das razões”.
II. COMENTAR
O comentário aplica-se geralmente:
- a teses (afirmações centrais).
- a curtos excertos de texto.
- pode incidir ainda sobre noções e conceitos (ou outros elementos) que permanecem ainda obscuros após a explicação e carecem de esclarecimento "fora do texto".
Segundo Pierre-Jean Labarrière, o comentário pode ser entendido como simples paráfrase ou já como um processo de invenção:
"O 'comentário' então – e entendo esta palavra que aqui surge, pela primeira vez, na sua acepção mais banal – recebe a forma de uma 'pará-frase' que duplica o texto, inscrevendo-se nas suas margens, propondo, em relação a ele, uma outra expressão, cuja forma mais simples é a tradução-transposição de língua para língua, mas que pode deslizar já na figura de uma obra original, excedendo os limites de uma repetição melhorada, para prolongar a pesquisa que se encontra aí inaugurada.
Deslize imperceptível que nos afasta da simples paráfrase do primeiro género e que delineia outras potencialidades para o comentário. Com efeito, a fecundidade do gesto originário exige este esforço de inovação que se apoia no texto, para dele extrair outras figuras de sentido, em função das exigências de uma situação nova; processo de invenção que não designa nem autoriza qualquer insuficiência do texto fundador."
Pierre-Jean Labarrière, "Textos sobre texto ou como silenciá-lo?", in Irene Borges Duarte et alii (org.), Texto, Leitura e Escrita. Antologia, Porto: Porto Editora, 2000, pp. 185-192.
et alii = et. al.
A filosofia e as suas questões
4 Outubro 2017, 17:00 • Maria Leonor Lamas de Oliveira Xavier
Aula nº3 (4/ 10/ 17)
José Barata-Moura, “Traços do Pensar Filosófico”: apresentações do texto por João Rebelo e Maria Ferro; arguições por Patrícia Costa e Lídia Matias.
Organização de um trabalho escrito a partir do texto.
A filosofia e as suas questões. Começar pelo princípio: a questão dos princípios, do ser ao saber.