Sumários

6. Alto Império

25 Maio 2026, 14:00 Martim Nunes França Aires Horta

Os Idos de Março. Causas estruturais da queda da República.
Alto Império: definições e fontes. 

Gaio Octávio e a Herança de César. O IIº Triunvirato e Marco António. A IIIª Guerra Civil.
A primeira inscrição de Augusto (29-27 AEC). A construção da imagem de Augusto e da Res Publica "restaurada"


Crise do séc. III

21 Maio 2026, 11:00 Rodrigo Furtado


I.               
     O que marca a ‘crise do século III’?

1.     As ameaças externas:

1.1  Os Sassânidas:

1.1.1      A dinastia sassânida: Ardashir I (224-242) – o ataque à Mesopotâmia e à Arménia e os raides pela Síria.

1.1.2      A incapacidade de resposta romana: a humilhante derrota de Valeriano na batalha de Edessa (260).

1.2  A pressão germânica no Reno-Danúbio. A incapacidade da resposta romana: a derrota de Décio em Abrito (Mésia Inferior). O abandono da Dácia (Aureliano).

 

2.     O problema sucessório.

2.1  Como? Quem sanciona? Quem pode ser escolhido? Onde?

2.2  Pelo menos 30 imperadores entre 235 e 285. Apenas um não foi assassinado.

2.2.1       Pela guarda pretoriana; por inimigos; por rivais; pelos seus legionários;

2.2.2       O papel dos exércitos: perante a instabilidade militar e a irrelevância de Roma.

2.2.3       Os imperadores gálicos: Póstumo e sucessores;

2.2.4       Zenóbia e Vabalato: o reino de Palmira?

2.3  Imperadores que não são estritamente romanos: líderes militares de origens diversas; a incapacidade do Senado – a resistência a Maximino e a irrelevância de Pupieno e Balbino (235-238).

 

3.     Três outras características do “longo século III”.

3.1  O edicto de Caracala (212): o desaparecimento dos peregrinos e a manutenção da Local Romanness.

3.2  A “morte de Roma”.

 

3.3  A reconfiguração religiosa do império: a crise das religiões políticas/cívicas; a emergência dos cultos orientais e de mistérios.

 

3.3.1      Cristãos - números: 

a.     100 d.C.: ca. 7000 | 0,01% 

b.     200 d.C.: ca. 200000 | 0,33% 

c.     300 d.C.: ca. 6000000 | 10% 

3.3.2      Cristãos - onde? 

a.     Cidades: ca. 2000 cidades; ca. 12 milhões de pessoas em cidades; 48 milhões no campo. 

b.     Cristãos “urbanos”? Talvez 3 milhões = 25% dos habitantes de cidades. 

c.     Cristãos “rurais”? Talvez 3 milhões = 6,25% dos habitantes do campo. 

Rodrigo Furtado

 

Bibliografia Sumária                                                                                                               

Harries, J. (2012), ‘The long third century’, Imperial Rome AD 284 to 363: The New Empire, Edinburgh University Press, 1-24.

Ando, C. (2012), ‘A critical century’, Imperial Rome AD 193 to 284: The Critical Century, Edinburgh University Press1–17.

..………………………………………

Barnes, T. D. (1981), Eusebius and Constantine, Cambridge, MA, London.

Barnes, T. D. (1982), The new empire of Diocletian and Constantine, Cambridge, MA, London.

Blois, L. de (2001), ‘The crisis of the third century A.D. in the Roman empire: a modern myth?’, The transformation of economic life under the Roman empire, Amsterdam, 204-217.

Corcoran, S. (20002), The empire of the tetrarchs: imperial pronouncements and government. AD 284-324, Oxford.

Corcoran, S. (2006), ‘Before Constantine’, The Cambridge Companion to Constantine, Cambridge, 35-58.

Drake, H. A. (2000), Constantine and the bishops: the politics of intolerance, Baltimore.

Hekster, O. (2008), Rome and its Empire, AD 193-284, Edinburgh.

Jones, A. H. M. (1948), Constantine and the conversion of Europe, London.

Le Bohec, Y. (2009), L’armée romain dans la tourmente : une nouvelle approche de la «crise du siècle III», Monaco.

Lieu, S. N. C., Montserrat, D. (1996), ed., From Constantine to Julian: pagan and Byzantine views on Constantine, London.

Lieu, S. N. C., Montserrat, D., ed. (1998), Constantine: history, historiography and legend, London-New York.

Potter, D.S. (2006), ‘The transformation of the Empire: 235-337 CE’ 

Van Dam, R. (2007), The Roman revolution of Constantine, Cambridge.

Van Dam, R. (2011), Remembering Constantine at the Milvian bridge, Cambridge.

White, J. F. (2005), Restorer of the World: the Roman Emperor Aurelian, Spellmount.

Williams, S. (1985), Diocletian and the Roman Recovery, London, New York.

 


5. A Queda da República

20 Maio 2026, 14:00 Martim Nunes França Aires Horta

O Processo de Catilina. O retorno de Pompeu. O Iº Triunvirato.

César e Pompeu. A campanha das Gálias e Roma de Clódio. 
O colapso do Triunvirato e a IIª Guerra Civil. 
A ditadura de César. 


Local Romanness and Central Romanness – negociação de identidades.

19 Maio 2026, 11:00 Rodrigo Furtado

CENTRAL ROMANNESS

 

1.     O processo administrativo.

1.1   O sistema de cooperação entre micro-estados; um processo efectivo, mesmo se lento, de inclusão/participação/absorção. Concluído: 212: edicto de Caracala.

 

2.     O Centro: a Urbe e a Itália.

2.1   A morte dos comícios: um fim sem notícia. Os magistrados da República antiga.

2.2   Os funcionários da Cidade: Prefeitos (Cidade, Anona, Vigílias). A multiplicação de cargos menores.

2.3   A reorganização da Itália em onze circunscrições com Augusto. A administração senatorial.

2.4   A autonomia local.

 

3.     As ‘províncias públicas’

 

3.1  Procônsul ou propretor: o topo de uma carreira senatorial. Sorteio e anualidade.

3.2  As províncias:

a. Ásia: procônsul; Pérgamo; Éfeso; poleis; centro cultural; a economia;

b. África: procônsul; Cartago; a vida urbano e o eixo ítalo-africano;

c. Bética: propretor; Córdova; Itálica; o Guadalquivir e o Guadiana; minas e azeite;

d. Acaia: propretor; Corinto; as poleis gregas.

 

4.     As ‘províncias imperiais’

4.1   Administração; legiões; senado. Legados, prefeitos, procuradores. Nomeação e ausência de prazo.

4.2   As províncias:

                                                          a.         Tarraconense: normalmente ex-cônsul; Tárraco; diversidade e minas. A região de Legio;

                                                          b.         Lusitânia: ex-pretor; a fundação de Emerita Augusta: situação geográfica;

                                                           c.         Síria: ex-cônsul; Antioquia; situação estratégica.

 

LOCAL ROMANNESS

 

5.     Romanização: um conceito problemático.

5.1  O que é a Romanização? A falta de homogeneidade; processos top-bottom e bottom-top.

5.2  Os agentes da Romanização: soldados; comerciantes; colonos; migrantes; pessoal administrativo; libertos

5.3  Cidades; equipamentos culturais; gosto e moda; uillae; religião e sincretismos; língua.

5.4  A integração das elites: a cultura como elemento de distinção social e política.

5.5  A administração: o procônsul/propretor/legado e as cortes regionais.

5.6  As cidades: cólonias de cidadãos romanos: Santarém e Beja; munícipio de cidadãos romanos: Lisboa; cidades de direito latino: Alcácer do Sal, Mértola, Évora.

5.7  A Romanização do mundo rural – as uillae.

5.8  A integração económica: o comércio atlântico; a especialização produtiva – o ouro; o mármore; os derivados de peixe.

 

6.     Um império sem fim.

6.1  O mundo de Septímio Severo da Escócia ao Eufrates: um mundo próspero e globalmente estável.

6.2  Central Romaness: centralidade, identidade e governo provincial.

a.     um processo efectivo, mesmo se lento, de inclusão/participação/absorção. Concluído: 212: edicto de Caracala.

b.     Administração central muito leve.

6.3  Local Romaness: um mundo de regiões e de cidades. o divórcio entre cidadania/voto/etnicidade/cidade/combater; uma ‘nova cidadania’?

 

 

 

Bibliografia Sumária:

Mattingly, D. (2004), ‘Being Roman: expressing identity in a provincial setting’, Journal of Roman Archaeology 17, 5–25

Pohl, W. (2018), ‘Introduction: Early medieval Romanness – a multiple identity’, Transformations of Romanness. Early Medieval Regions and Identities, Berlin/Boston, 3-39.

______

Blázquez, J. M., Alvar, J., eds. (1996),  La Romanización en Occidente, Madrid.

Carvalho, A.-Álvarez Martínez, J. M.-Fabião, C. (2016), Lusitânia Romana. Origem de dois povos, Lisboa.

Dench, E. (2010), ‘Roman identity’, The Oxford handbook of Roman studies.

Goodman, M. (1997), The Roman World. 44 BC-AD 180, London, New York, 100-112.

Hingley, R. (2005), Globalizing the Roman Culture, Londres.

Keay, S., Terrenato, N., eds, (2001), Italy and the West : comparative issues in Romanization, Oxford.

Le Roux, P. (1995), Romains d'Espagne. Cités et politique dans les provinces Ier siècle av. J.-C. - III siècle ap. J.-C., Paris.

Merryweather, A. D., Prag, J. R.W., 'Romanization'? or, Why Flog a Dead Horse?’, Digressus.

Woolf, G. (1998), Becoming Roman. The Origins of provincial civilization in Gaul, Cambridge.

                                                                                                                                                 

 


5. A Queda da República

18 Maio 2026, 14:00 Martim Nunes França Aires Horta

A Guerra Civil e a ascensão de Sula. As prescrições e as reformas de Sula.
A política pós Sula. Cneu Pompeu e Marco Licínio Crasso. O desmantelamento das reformas de Sula. A pirataria e a campanha de Pompeu. O alargamento conceptual e legal de imperium em Roma. A ascensão de Cícero.