Sumários
5. A Queda da República
20 Maio 2026, 14:00 • Martim Nunes França Aires Horta
O Processo de Catilina. O retorno de Pompeu. O Iº Triunvirato.
Local Romanness and Central Romanness – negociação de identidades.
19 Maio 2026, 11:00 • Rodrigo Furtado
CENTRAL ROMANNESS
1. O processo administrativo.
1.1 O sistema de cooperação entre micro-estados; um processo efectivo, mesmo se lento, de inclusão/participação/absorção. Concluído: 212: edicto de Caracala.
2. O Centro: a Urbe e a Itália.
2.1 A morte dos comícios: um fim sem notícia. Os magistrados da República antiga.
2.2 Os funcionários da Cidade: Prefeitos (Cidade, Anona, Vigílias). A multiplicação de cargos menores.
2.3 A reorganização da Itália em onze circunscrições com Augusto. A administração senatorial.
2.4 A autonomia local.
3. As ‘províncias públicas’
3.1 Procônsul ou propretor: o topo de uma carreira senatorial. Sorteio e anualidade.
3.2 As províncias:
a. Ásia: procônsul; Pérgamo; Éfeso; poleis; centro cultural; a economia;
b. África: procônsul; Cartago; a vida urbano e o eixo ítalo-africano;
c. Bética: propretor; Córdova; Itálica; o Guadalquivir e o Guadiana; minas e azeite;
d. Acaia: propretor; Corinto; as poleis gregas.
4. As ‘províncias imperiais’
4.1 Administração; legiões; senado. Legados, prefeitos, procuradores. Nomeação e ausência de prazo.
4.2 As províncias:
a. Tarraconense: normalmente ex-cônsul; Tárraco; diversidade e minas. A região de Legio;
b. Lusitânia: ex-pretor; a fundação de Emerita Augusta: situação geográfica;
c. Síria: ex-cônsul; Antioquia; situação estratégica.
LOCAL ROMANNESS
5. Romanização: um conceito problemático.
5.1 O que é a Romanização? A falta de homogeneidade; processos top-bottom e bottom-top.
5.2 Os agentes da Romanização: soldados; comerciantes; colonos; migrantes; pessoal administrativo; libertos
5.3 Cidades; equipamentos culturais; gosto e moda; uillae; religião e sincretismos; língua.
5.4 A integração das elites: a cultura como elemento de distinção social e política.
5.5 A administração: o procônsul/propretor/legado e as cortes regionais.
5.6 As cidades: cólonias de cidadãos romanos: Santarém e Beja; munícipio de cidadãos romanos: Lisboa; cidades de direito latino: Alcácer do Sal, Mértola, Évora.
5.7 A Romanização do mundo rural – as uillae.
5.8 A integração económica: o comércio atlântico; a especialização produtiva – o ouro; o mármore; os derivados de peixe.
6. Um império sem fim.
6.1 O mundo de Septímio Severo da Escócia ao Eufrates: um mundo próspero e globalmente estável.
6.2 Central Romaness: centralidade, identidade e governo provincial.
a. um processo efectivo, mesmo se lento, de inclusão/participação/absorção. Concluído: 212: edicto de Caracala.
b. Administração central muito leve.
6.3 Local Romaness: um mundo de regiões e de cidades. o divórcio entre cidadania/voto/etnicidade/cidade/combater; uma ‘nova cidadania’?
Bibliografia Sumária:
Mattingly, D. (2004), ‘Being Roman: expressing identity in a provincial setting’, Journal of Roman Archaeology 17, 5–25
Pohl, W. (2018), ‘Introduction: Early medieval Romanness – a multiple identity’, Transformations of Romanness. Early Medieval Regions and Identities, Berlin/Boston, 3-39.
______
Blázquez, J. M., Alvar, J., eds. (1996), La Romanización en Occidente, Madrid.
Carvalho, A.-Álvarez Martínez, J. M.-Fabião, C. (2016), Lusitânia Romana. Origem de dois povos, Lisboa.
Dench, E. (2010), ‘Roman identity’, The Oxford handbook of Roman studies.
Goodman, M. (1997), The Roman World. 44 BC-AD 180, London, New York, 100-112.
Hingley, R. (2005), Globalizing the Roman Culture, Londres.
Keay, S., Terrenato, N., eds, (2001), Italy and the West : comparative issues in Romanization, Oxford.
Le Roux, P. (1995), Romains d'Espagne. Cités et politique dans les provinces Ier siècle av. J.-C. - III siècle ap. J.-C., Paris.
Merryweather, A. D., Prag, J. R.W., 'Romanization'? or, Why Flog a Dead Horse?’, Digressus.
Woolf, G. (1998), Becoming Roman. The Origins of provincial civilization in Gaul, Cambridge.
5. A Queda da República
18 Maio 2026, 14:00 • Martim Nunes França Aires Horta
A Guerra Civil e a ascensão de Sula. As prescrições e as reformas de Sula.
A política pós Sula. Cneu Pompeu e Marco Licínio Crasso. O desmantelamento das reformas de Sula. A pirataria e a campanha de Pompeu. O alargamento conceptual e legal de imperium em Roma. A ascensão de Cícero.
Principado: senado; guarda pretoriana; legiões.
14 Maio 2026, 11:00 • Rodrigo Furtado
I. O Senado e o Principado
1. O reforço do poder do senado na época de Augusto e de Tibério: os senatusconsulta com força de lei; as ‘novas eleições’;
2. Senado, aristocracia, competição, prestígio, administração: o regresso ao passado?
3. A lex de imperio Vespasiani.
4. A admissão de senadores provinciais;
5. Senado e República.
6. Senado e mos maiorum.
II. O novo poder do exército.
1. Os prefeitos do pretório: Sejano, Sutório Macro, Afrânio Burro, Tito, Petrónio Segundo e Norbano.
2. As longínquas legiões e o seu papel em 68-69; a adopção de 96; a guerra civil de 193.
3. As alterações à composição do exército romano:
3.1 Até 107 a.C.: um exército de cidadãos e de aliados.
3.2 Os quatro choques:
· A reforma de 107 e a abertura ao voluntariado para complementar o “serviço militar”.
· A guerra social e a incorporação dos aliados.
· O imperium proconsulare de Pompeio para combater os piratas.
· Os poderes extraordinários de Octaviano e a vitória na guerra: 60 legiões sob controlo de uma só pessoa + recrutamento de aliados (de fora de Itália) e mercenários.
3.3 A profissionalização:
· A profissionalização do exército imperial: com Augusto, 1/7 dos cidadãos estão nas legiões. O voluntariado como sistema.
· Serviço militar profissionalizado de 16 anos+4 de reserva aumentado ainda na época de Augusto para 20+5. Estabiliza em 25 anos de mobilização.
· Salário anual: 900 sestércios (1 sestércio = dois pães/1 sestércio ~2 euros).
· Fixação de recompensas para os veteranos: terras (ca. 50 iugera – 14 ha); ainda na época de Augusto: em dinheiro – 12 mil sestércios.
· O Aerarium militare (6 d.C.): o tesouro para financiar as recompensas para os veteranos; alimentado com impostos (1% sobre vendas em leilão + 5% heranças).
· A proibição de casar;
· Estabilizam ao longo do Alto Império nos 300 mil efectivos de cidadãos em tempos de paz.
4. A última revolução: a desmilitarização do Mediterrâneo e a militarização das fronteiras.
4.1 A provincialização do exército: recrutamento e presença militar.
· Augusto: 68% dos legionários eram itálicos
· ca. 50 d.C.: 48% dos legionários eram itálicos
· ca. 100 d.C.: 22% dos legionários eram itálicos;
· ca. 200 d.C.: 2% dos legionários eram itálicos;
4.2 A desmilitarização de Itália e das províncias mediterrâneas: o afastamento das legiões.
4.3 A militarização das elites e das populações de cidadãos de fronteira.
5. Demografia
Número de cidadãos:
28 a.C.: em Itália: ca. 4.063.000 (Res gestae 2.2) - 3 milhões + 1 milhão fora de Itália.
14 d.C.: em Itália: ca. 4.937.000 (Res gestae 2.8) - ca. 3-3,5 milhões + 1.5-2 milhões fora de Itália.
212 d.C.: em Itália: ca. 4 milhões + 15-33% dos homens fora da Itália (ca. 4-9 milhões).
Rodrigo Furtado
Bibliografia Sumária
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Wiseman, T. P., ed. (1985), Roman Political Life, 90 BC–AD 69, Exeter.
5. A Queda da República
13 Maio 2026, 14:00 • Martim Nunes França Aires Horta