Sumários

O que deve ser um imperador?

12 Maio 2026, 11:00 Rodrigo Furtado

1.   Ponto prévio: a historiografia e a biografia antigas como literatura.

1.1.                                         A  verosimilhança e o belo como objectivo.

1.2               Biografia e quotidiano: o gosto pelo quotidiano, pela curiosidade e pelo mos; a apreciação moral do biografado. Neque per tempora sed per species (Suet. Aug. 9.1). Summatim vs. singillatim.

1.3               Biografia e exempla: princeps vs. monstrum; uirtutes vs. uitia.

 

2.   A Vita Vespasiani: optimus princeps

2.1.             As origens: a pietas familiar; a falta de ambição; a falta de êxito; o casamento ‘simples’ (Vesp. 2-3).

2.2.             O cv político e militar: Vesp. 4.

2.3.             A escolha divina: Vesp. 5.

2.4.             A subida ao poder: Vesp. 6-7.

2.5.             Modelar o governo sobre as Res gestae: Vesp. 8-12; 14.

2.6.             Os uitia: os boatos; o cómico (Vesp. 4). Cf. Vesp. 15; 16.

 

3.   A Vita Caligulae.

3.1  As imensas uirtutes do princeps: pietas; afecto do populus Romanus; clementia; a defesa da moralidade; o regresso à República; adivinha-se o monstro: os jogos; o teatro.

3.2  Os uitia e os scelera do monstrum: (Suet. Cal. 22.1).

3.2.1       A monarquia divina;

3.2.2       Os crimes na família;

3.2.3       Os crimes contra a sociedade romana;

3.2.4       Os múltiplos exemplos de crueldade;

3.2.5       Crueldade e festa;

3.2.6       O desregramento moral: a inuidia, a homossexualidade, o incesto, a impudicitia.


3.2.7       O excesso;

3.2.8       Gestão financeira;

3.2.9       A guerra;

3.2.10     Aspecto físico;

3.2.11     Loucura;

3.2.12     Vestuário;

3.2.13     Artes e letras;

3.2.14     Favoritos;


3.5  A morte.

 

4.   Estruturas ideológicas entre a República e a Monarquia: os Júlio-Cláudios e os Flávios.

4.1  O modelo republicano/senatorial: Cláudio, Vespasiano, Tito;

4.2  O modelo orientalizante:

4.2.1       Calígula: deificação de Drusila; o problema da estátua no templo de Jerusalém;

4.2.2       Nero: o incêndio de Roma; a domus aurea e o colosso; poesia, canto, jogos e teatro; a popularidade de Nero;

 

5        Os modelos políticos do Mediterrâneo.

5.1  O modelo monárquico pré-clássico: os modelos egípcio e mesopotâmico – exotismo, exuberância e riqueza;

5.2  O modelo monárquico helenístico: uma ideologia crioula. Entre o mundo pré-clássico e o Egeu; entre o rei-cidadão e o rei-deus.

5.3  O modelo republicano em Roma.

5.4  O modelo augustano: conciliar o irreconciliável?

5.5  O que é afinal Roma do ponto de vista político?


Rodrigo Furtado

 

Bibliografia Sumária                                                                                                                    

Suetónio, Vida de Calígula; Vida de Vespasiano

Noreña, C. F. (2009), ‘The ethics of autocracy in the Roman world’, A companion to Greek and Roman political thought, Malden, Blackwell, 266-279

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Brandão, J.-L. (2009), Máscaras dos Césares: teatro e moralidade nas Vidas suetonianas, Coimbra.

Cizek, E. (1977), Structure et idéologie dans les Vies des douze Césars de Suétone, Paris.

Kraus, Ch.-Marincola, J.-Pelling, Ch. (2010), Ancient historiography and its contexts. Studies in honor of A. J. Woodman, Oxford.

Noreña, C. F., (2009), ‘The Ethics of Autocracy in the Roman World’, A Companion to Greek and Roman Political Thought, Malden, MA, Oxford, Victoria, 266-279.

Smith, R. (2006), ‘The construction of the past in the Roman empire’, A Companion to the Roman Empire, Malden, MA, Oxford, Victoria, 411-438.

Saller, R. (1980), ‘Anecdotes as Historical Evidence for the Principate’, G&R 27, 69-83.

Wallace-Hadrilll, A. (1982), ‘Civilis princeps: between citizen and king’, JRS 72, 32-48.

WallaceHadrill, A. (1984), Suetonius. The scholar and his Caesars, New Haven.

Woodman, A. J. (1988), Rhetoric in Classical Historiography: Four Studies, Portland.

 


5. A Queda da República

11 Maio 2026, 14:00 Martim Nunes França Aires Horta

Introdução à República Tardia.

As fontes do final da República. 

A gestão do império. O estatuto dos Aliados e do Latinos. O papel do exército. A pressão da plebe urbana. 

As mudanças do regime. Bloqueios e Reformas. A polarização política e o uso da violência. As lideranças militares. Optimates e Populares. 


O Processo de Sérvio Sulpício Galba. 

A Lex Calpurnia de 149 AEC e as quastiones de repetundis.

A carreira de Públio Cipião Emiliano. 

Tibério Semprónio Graco e a Lex Sempronia Agraria de 133 AEC. 


O problema sucessório na construção do Principado - II.

7 Maio 2026, 11:00 Rodrigo Furtado


4.     Vespasiano e a primeira preparação dos sucessores – Tito e Domiciano:

4.1   Césares desde 69;

4.2   Consulado: Vespasiano – 8 vezes (70-72, 74-77, 79)

       Tito – 7 vezes (70, 72, 74-77, 79)

       Domiciano – 1 vez como ordinário (73) + 5 como sufecto (72, 75-77, 79)

4.3   Tribunicia potestas: Tito (71?)               d. Prefeitura do pretório: Tito (71)

 

III.            A resolução do problema da sucessão?

1.      Por que razão a subida ao poder de Nerva marca definitivamente a existência do Principado?

2.      A adopção de Trajano: motivos; um lobby hispânico?

3.      A estranha adopção de Adriano: uma tomada de poder? O papel de Plotina.

4.      Adriano (117-138) e a preparação da sucessão: O que nos diz isto sobre o regime?

5.      A sucessão de Antonino Pio (138-161): Marco Aurélio, cônsul em 140, com 19 anos; tem poder tribunício e imperium proconsulare maius desde 147; Lúcio Vero, cônsul em 154, com 24 anos.

6.      A primeira bicefalia? De facto, não. Marco Aurélio (147/161-180) e Lúcio Vero (161-169).

7.      A sucessão de Cómodo: César, com 5 anos, em 166 e Augusto em 177. O primeiro nascido na púrpura.

Rodrigo Furtado

Bibliografia Sumária                                                                                                                        

Peachin, M. (2006), ‘Rome the superpower: 96-235 CE’, A companion to the Roman Empire, Malden, Oxford, Victoria, 126-152.

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Bang, P. F. (2011), ‘Court and state in the Roman Empire – domestication and tradition in comparative perspective’, Royal court in dynastic states and empires. A global perspective, Leiden, Boston, 103-128.

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Baharal, D. (1996), Victory of propaganda. The dynastic aspect of the imperial propaganda of the Severi. The literary and archaeological evidence AD 193–235, Oxford.

Bennett, J. (20012), Trajan: Optimus Princeps, London and New York.

Birley, A. R. (19872), Marcus Aurelius. A biography, London.

Birley, A. R. (19882), The African emperor. Septimius Severus, London.

Boatwright, M. T. (1987), Hadrian and the city of Rome, Princeton.

Canto, A. (2003), ‘La dinastía Ulpio-Aelia (96-192 d.C.): ni tan «Buenos», ni tan «Adoptivos» ni tan «Antoninos»’, Gérion 21.1, 263-305.

Furtado, R. (2007), ‘«Vinhos novos em velhos odres»? Porque foi assassinado Marco Aurélio Antonino?’, Cadmo 17, 187-228.

Hekster, O., (2002), Commodus: An Emperor at the Crossroads, Amsterdam.

Swain, S. et alii (2007), The Severan culture, Cambridge.

Tarton, G. (1974), The Syrian pricesses. The women who ruled Rome. AD 193-235, London.

 


4. A República Romana

6 Maio 2026, 14:00 Martim Nunes França Aires Horta

As consequências da Expansão de Roma nos sécs. IV a II.

A Helenização/Helenizações de Roma. A reacção e o chauvinismo cultural romano. 
A síntese da cultura romana. A origem da Literatura Latina. 

Textos analisados em aula: 
Senatus consultum de Bacchanalibus, 186 AEC
CIL I(2) 2.1.581 = ILLRP 2.511 = Ancient Roman Statutes no. 28


O problema sucessório na construção do principado - I.

5 Maio 2026, 11:00 Rodrigo Furtado


1.     
O problema da sucessão: suceder quando não há cargo no qual suceder.

                           1.     A bicefalia augustana: significado.

1.1  Agripa: tribunitia potestas + imperium proconsulare maius (18-13-12-[8] a.C.).

1.2  Tibério: tribunitia potestas (6 a.C. – 1 a.C.)

1.3  As adopções de Gaio e Lúcio (17 a.C.); principes iuentutum (5; 2 a.C.); cônsul (1 d.C.).

1.4  As adopções de Tibério e de Agripa Póstumo (4 d.C.). O exílio de Póstumo (7 d.C.)

1.5  Tibério: tribunitia potestas (4-13 d. C.-…); imperium proconsulare maius (13 d. C.-…)

 

II.      O problema sucessório na construção do Principado.

1.     E depois de Tibério: os sucessores aos pares – Germânico/Druso; Calígula/Tibério Gemelo.

2.     A alternativa post-Calígula: entre o regresso à República e a escolha dos castra.

3.     Depois de Cláudio: a subida ao poder de Nero e o papel dos pretorianos.

Rodrigo Furtado

Bibliografia Sumária                                                                                                                        

Peachin, M. (2006), ‘Rome the superpower: 96-235 CE’, A companion to the Roman Empire, Malden, Oxford, Victoria, 126-152.

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Bang, P. F. (2011), ‘Court and state in the Roman Empire – domestication and tradition in comparative perspective’, Royal court in dynastic states and empires. A global perspective, Leiden, Boston, 103-128.

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Baharal, D. (1996), Victory of propaganda. The dynastic aspect of the imperial propaganda of the Severi. The literary and archaeological evidence AD 193–235, Oxford.

Bennett, J. (20012), Trajan: Optimus Princeps, London and New York.

Birley, A. R. (19872), Marcus Aurelius. A biography, London.

Birley, A. R. (19882), The African emperor. Septimius Severus, London.

Boatwright, M. T. (1987), Hadrian and the city of Rome, Princeton.

Canto, A. (2003), ‘La dinastía Ulpio-Aelia (96-192 d.C.): ni tan «Buenos», ni tan «Adoptivos» ni tan «Antoninos»’, Gérion 21.1, 263-305.

Furtado, R. (2007), ‘«Vinhos novos em velhos odres»? Porque foi assassinado Marco Aurélio Antonino?’, Cadmo 17, 187-228.

Hekster, O., (2002), Commodus: An Emperor at the Crossroads, Amsterdam.

Swain, S. et alii (2007), The Severan culture, Cambridge.

Tarton, G. (1974), The Syrian pricesses. The women who ruled Rome. AD 193-235, London.