Sumários
25 Março 2026, 08:00
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Amândio Reis
1. Regresso à questão do elo romântico entre "Historicismo" e "Individualismo": duas forças motrizes em tensão, ou, as complementaridades e os paradoxos de uma dicotomia central no Romantismo, de acordo com Saraiva e Lopes, bem como com Maria de Lourdes Ferraz e a sua concepção da antinomia do "eu" (entre a solitude e o teatro comunicativo).
1.1. As "condições gerais do romantismo": isto é, o contexto histórico, social e económico que surge como pano de fundo para a ascensão da burguesia em Oitocentos e, com ela, o aparecimento de um público leitor generalista; notas acerca do perfil histórico deste público e da íntima correlação entre procura (a quantidade e a necessidade dos leitores) e a oferta (a explosão da imprensa periódica e a iminente ascensão do romance como género dominante).
2. Recapitulação geral: apresentação de um guia de estudo organizado em torno de três dimensões centrais do Romantismo, exploradas ao longo das aulas anteriores, a partir das leituras do programa (v. E-Learning).
23 Março 2026, 08:00
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Amândio Reis
1. Ainda sobre prefácios: a declaração de originalidade de A. Herculano no prefácio da 1.ª edição de Lendas e Narrativas; possibilidades de articulação entre este caso específico e uma tendência geral a partir de um excerto de A Ironia Romântica: estudo de um processo comunicativo, de Maria de Lourdes A. Ferraz; comparações com Garrett.
1.1. A história de publicação de "O Bispo Negro", entre os dois números da revista O Panorama (1939) e as Lendas e Narrativas; considerações em torno da moldura narrativa e da ficção do autor da fonte textual (Cristovão Rodrigues Acenheiro) como elementos indissociáveis do "processo comunicativo" da ironia romântica.
2. Início da leitura do capítulo dedicado ao "Romantismo" na História da Literatura Portuguesa de A. J. Saraiva e Óscar Lopes: características formais e inovações temáticas desta tendência (p. 654).
18 Março 2026, 08:00
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Amândio Reis
1. O D. Afonso Henriques de "O Bispo Negro": modelo de insubmissão, tenacidade e inteligência; modelo também do novo herói individualista do Romantismo — cujo "eu", no entanto, não se pode dissociar do "outro" e de uma história colectiva (em duplo sentido: historiográfico e ficcional).
1.1. O problema da erudição e das fontes textuais de Lendas e Narrativas, ou de como a versão de Herculano da tradição romântica e romanesca assenta sobre um substracto livresco; trata-se de imaginar e inventar, mais do que recuperar, stricto senso, um passado e uma "tradição" nacionais (v., a este respeito, a introdução de V. Nemésio e a nota final de A. Herculano).
1.2. A história entrecruzada e o protagonismo partilhado de D. Afonso Henriques e D. Soleima, e a sua possível leitura, em chave metafórica, como história da fundação de um Portugal eminente e essencialmente "impuro", mas "livre", no seio de um arco histórico-narrativo que abre com a origem indeterminada da Sé Velha de Coimbra (goda ou sarracena) e termina com a consagração apostolical do "bispo negro"; a morigeração do ímpeto violento de D. Afonso Henriques no sentido da via diplomática (cap. 8), ou a lição do Camões garrettiano.
16 Março 2026, 08:00
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Amândio Reis
1. Alexandre Herculano (1810-1877), pai do "romance histórico" na literatura portuguesa; ou, o problema da inter-relação entre ficção e facto; considerações a partir do comentário interposto do narrador no cap. 2 de "O Bispo Negro".
1.1. "O Bispo Negro" e Lendas e Narrativas: outra obra cimeira do Romantismo em Portugal: como? e porquê?
1.2. Herói e/ou anti-herói romântico: o desenvolvimento narrativo e figurativo da personagem de D. Afonso Henriques.
11 Março 2026, 08:00
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Amândio Reis
1. De princípios e fins: os cantos I e X como limites que enquadram o poema Camões numa estrutura circular, do reencontro do herói-poeta com a pátria à sua morte com ela.
1.1. Ainda Camões, o missionário espanhol e Jau: espelhamentos destas figuras, quer entre si, quer entre os cantos I e X; análise da constituição destas personagens como, também, retrato que permite a Garrett compor o seu "canto de denúncia"; o tom lúgubre do c. X e a indignação garrettiana: entre o ressentimento pessoal e a sensibilidade Romântica.
2. A morte de Camões, a sua miséria, e a companhia de Jau: um tema pictórico, Romântico por excelência, a nível nacional e internacional em meados do séc. XIX.