Sumários

Coração, Cabeça e Estômago — 4

22 Abril 2026, 08:00 Amândio Reis

1. Silvestre da Silva, o "vinolento"; continuação da exploração das várias etapas no percurso do narrador-protagonista.

1.1. "A Mulher que o Mundo Despreza": um capítulo sui generis em Coração, Cabeça e Estômago e nas fases da vida de Silvestre; a retracção dos narradores — "editor" e Silvestre — e o relato, na 1.ª pessoa, de Marcolina.
1.2. Marcolina: uma mulher do séc. XIX?; pertinência e inviabilidade de modelos convocados no texto: George Sand, a Dama das Camélias, a mulher do mundo e a mulher letrada, os lugares-comuns da heroína romântica.
1.3. A derradeira aprendizagem de Silvestre: morte e salvação do "Coração"; passagem ao domínio da "Cabeça".


Coração, Cabeça e Estômago — 3

20 Abril 2026, 08:00 Amândio Reis

1. Funções da "vulgaridade" em Coração, Cabeça e Estômago: (1) realista — "pintura fiel" do mundo aburguesado; (2) contrastiva — quadros e figuras de má índole VS. quadros e figuras edificantes; (3) comunicativa — comentário mordaz e crítica social, sem proselitismo; (4) cómica — sátira e desconstrução dos lugares-comuns do amor romântico; (5) estética — proporção directa entre a mundanidade da matéria narrativa e o virtuosismo da narração/escrita.
2. As máscaras de Silvestre enquanto "herói romântico" e "autor romântico", por circunstância e decisão, mas não por natureza; elementos para a construção de uma "farsa" auto-consciente na transição entre as "Sete Mulheres" e "A Mulher que o Mundo Respeita"; antecedentes pictóricos: Géricault (Lord Byron, c. 1820-30) e Courbet (Le désespéré, c. 1843).


Coração, Cabeça e Estômago — 2

15 Abril 2026, 08:00 Amândio Reis

1. Recapitulação: a arquitectura textual de Coração, Cabeça e Estômago; a transição dos paratextos editoriais para o "Preâmbulo" não assinado entendida como espaço de transição súbita entre as esferas da realidade e da ficção; a introdução implícita de Camilo Castelo Branco e explícita de Faustino Xavier de Novais como editor e narratário do romance, respectivamente, no estratagema de ficção da escrita autobiográfica de Silvestre da Silva.

1.1. Ironia romântica em grau máximo: (1) a morte do autor (Silvestre da Silva); (2) a herança da "papelada" (por Camilo Castelo Branco); (3) o indispensável trabalho de edição para a constituição do romance como género literário: "Os manuscritos de Silvestre careciam de serem adulterados para merecerem a qualificação de romance" (do "Preâmbulo").
1.2. Coração, Cabeça e Estômago: um romance, semi-ficcionalmente, a quatro mãos?: a intercalações do suposto editor Camilo nos manuscritos do suposto autor Silvestre: notas no corpo de texto, notas de pé de página e enxertos.


Coração, Cabeça e Estômago — 1

13 Abril 2026, 08:00 Amândio Reis

1. Notas para uma re-perspectivação de Camilo Castelo Branco (1825-1890) enquanto romancista multifacetado; 1862: um ano singularmente prolífico e de charneira no percurso do escritor — no rescaldo da prisão por adultério em 1860-1861 —, e o lugar de Coração, Cabeça e Estômago entre Amor de Perdição, Memórias do Cárcere, etc.

1.1. Síntese da primeira parte do "Coração", "Sete Mulheres", como friso heterogéneo, mas consistentemente desenganado e anti-romântico, da educação sentimental do narrador-protagonista, Silveste da Silva.
1.2. Pretextos romanescos e paratextos editoriais: a nota editorial "Da segunda edição" e os "pântanos pestilenciais do romance"; a recensão crítica de A. A. Teixeira de Vasconcelos e a visão do romance contemporâneo como "pintura fiel" e de Camilo como "primeiro romancista" em Portugal; a "Advertência do Autor", com a intrusão do mesmo no espaço romanesco: Camilo, autor empírico e editor suposto de Coração, Cabeça e Estômago.


Teste 1

8 Abril 2026, 08:00 Amândio Reis

Realização do primeiro teste escrito presencial.