Sumários
11 Maio 2026, 08:00
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Amândio Reis
1. O lugar do conto "No Moinho" (1880) na obra de E.Q.; um texto de viragem, situado entre os primeiros romances naturalistas (O Crime do Padre Amaro e O Primo Basílio) e as obras de feição "livre" ou imaginativa (O Mandarim, A Relíquia, Os Maias).
1.1. A visão realista desenvolvida ao longo do séc. XIX como herança do materialismo racionalista das Luzes, o horizonte científico, o positivismo (Comte) e o determinismo sócio-biológico (Taine), entendidos em estreita — mas matizada — correlação com o complicado realismo queirosiano, eivado de traços românticos (v. "Naturalismo", Dicionário de Eça de Queiroz).
1.2. "A afirmação do realismo como nova expressão de arte" (Conferência do Casino de Eça, proferida a 12 Jun. 1871); notas para a contextualização de um trabalho de reflexão e crítica que antecede a produção ficcional.
6 Maio 2026, 08:00
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Amândio Reis
1. Recapitulação: o surgimento do romance moderno no contexto do Romantismo literário, seja no seu aspecto material, seja como género determinado por certas expectativas e convenções; vasos comunicantes entre a nova expressão literária hegemónica e a vida no séc. XIX, sobretudo no tocante a dinâmicas de classe e à nova economia matrimonial.
1.1. O lugar do conto "Recordação" na trajectória de Ana Plácido (e na matriz romanesca da ficção camiliana).
1.2. As ficções de Ana Plácido: "um exemplo acabado, ainda que muito longe de perfeito, do romantismo português" (A. P. de Castro, p. 16); tentativa de compreensão das razões subjacentes e dos desafios que podem ser colocados à afirmação anterior.
1.3. "Recordação": uma história estereotípica e/ou um caso excepcional?; considerações em torno: (1) da estrutura formal do conto; (2) dos seus métodos de perspectivação narrativa e de comunicação com o público (ironia romântica, encore); e (3) da especificidade da história entre Mariana e Ângelo enquanto caso atípico de desidealização do amor romântico.
4 Maio 2026, 08:00
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Amândio Reis
1. Ana Plácido: a mulher e a escritora; contributos para a contextualização da vida e da obra de Ana Plácido no âmbito sociológico do séc. XIX e na esfera literária do desenvolvimento do romance romântico em Portugal.
1.1. Luz Coada por Ferros (1863): elementos para a compreensão de uma obra que surge após o marco histórico e biográfico da prisão na Cadeia da Relação do Porto (1860-1861), por adultério, e a intensa actividade jornalística da autora nos anos subsequentes; exploração de algumas destas correlações entre vida e obra a partir do estudo de Aníbal Pinto de Castro, "Ana Plácido: a mulher que se maravilhou a si própria".
1.2. Entre a formulação do amor romântico e a desilusão anti-romântica: o exemplo do filme docuficcional O Dia do Desespero (1991), de Manoel de Oliveira.
29 Abril 2026, 08:00
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Amândio Reis
1. De novo, e de vez, para a província: a fase bucólica da vida de Silvestre da Silva, associada a um pragmatismo que dirime a sua ruína moral e financeira; o "Estômago", sinónimo de esperteza, astúcia, praticidade, realismo.
1.1. Extensão dos elementos identificados antes às esferas sentimental e intelectual, agora orientadas pelo estômago; as negociatas e a pequena política; Tomásia: um amor feliz e/ou um amor fisiológico?; leitura e análise dos diálogos como faceta predominante desta parte do romance.
1.2. Epílogos: a intervenção final do "editor aos respeitável público", ou, como acabar um romance por interposta pessoa; regresso à questão do livro, da sua incoerência e, apesar disso, da sua concretização; o derradeiro perfil de Silvestre da Silva como homem (e escritor) derradeiramente desiludido, mas contente, autor de poesias estomacais: (1) as sextilhas em elogio da vida bucólica e crítica do meio citadino; (2) as redondilhas satirizando o poeta romântico, os seus amores e a sua "pavorosa escritura"; (3) o último soneto, em chave auto-referencial, súmula do romance e definitivo elemento de ironia romântica, desfazendo o que podia ter sido tomado como um período de redenção nas etapas da vida do protagonista e idealização da simplicidade campestre: "E por muito comer eu desço à cova!".
27 Abril 2026, 08:00
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Amândio Reis
1. Da província para o Porto: Silvestre da Silva "jornalista"; notas para a compreensão da figura do periodiqueiro, arquétipo oitocentista com paradigma no romance Illusions perdues, de Honoré de Balzac.
1.1. A carreira de Silvestre como escritor mercenário, cuja pena corre a favor de causas diversas e até incompatíveis.
1.2. As "três herdeiras ricas" e o amor interesseiro — sinal mais acentuado da transição do "Coração" para a "Cabeça".
2. A rivalidade com Dr. Anselmo Sanches, o uso polemista e detractor da imprensa periódica e o julgamento de Silvestre: coordenadas essenciais na trajectória que conduz a nova desilusão e mudança visceral, expressa nos dois artigos de Silvestre interpolados no texto pelo editor ficcional: "Se o mundo elegante no Porto será o mundo patarata de toda a parte?" e o artigo sobre melancolia e hipocondria.