Sumários
6. Alto Império
27 Maio 2026, 14:00 • Martim Nunes França Aires Horta
A segunda "inscrição" de Augusto (17-23 AEC). O problema da sucessão.
A Antiguidade tardia: o Império Cristão.
26 Maio 2026, 11:00 • Rodrigo Furtado
I. Uma revolução em sete actos.
1. O triunfo da monarquia imperial.
1.1 O triunfo da ideologia imperial de matriz orientalizante.
1.2 O fim da República.
2. O triunfo do cristianismo.
2.1 O edicto conjunto “de Milão” e a tolerância do Cristianismo (313).
2.2 O Cristianismo como padrão social e cultural. Uma conversão ‘de cima para baixo’.
3. A fundação de Constantinopla (330) e a reorientação do eixo do Império.
3.1 As novas capitais: Trier, Milão-Ravena-Aquileia, Tessalónia, Nicomedia, Antioquia.
3.2 A localização estratégica de Bizâncio: defesa, economia e estratégia.
3.3 Qual o problema de Roma? O deslocamento do eixo do império para fora de Itália.
4. A burocratização da máquina administrativa e militar:
4.1 A reforma completa da estrutura civil e militar.
3.1.1 O “poder provincial”;
3.1.2 O “poder central”.
4.2 Os Senados
4.2.1 Roma: características. Relevância e irrelevância. O cursus honorum: a morte dos edis e dos tribunos.
4.2.2 Constantinopla: o segundo senado. As diferenças iniciais de estatuto.
4.3 O reforço da máquina militar nas fronteiras.
4.4 O reforço da máquina fiscal.
5. A regionalização do Império:
5.1 A derrota da Central Romanness e a vitória das várias Local Romannesses.
6. O papel dos bárbaros:
6.1 Quem são? O que são os povos bárbaros? Onde estão? Como são?
6.2 Mercenários + emigrantes + refugiados. A “barbarização” do exército.
6.3 A utilização dos bárbaros nos combates internos
‘the true “killing fields” of the fourth century were not along the frontiers. They were in northern Italy and the Balkans, where sanguinary battles were regularly fought between rival emperors’ (Brent Shaw).
6.4 Os novos reinos clientes: a ausência de alternativas ao Império.
7. A “queda” do Império Romano?
7.1 Catastrofistas.
7.2 Continuístas.
Rodrigo Furtado
Bibliografia Sumária
Harries, J. (2012), ‘The victory of Constantine, AD 311–37’, Imperial Rome AD 284 to 363: The New Empire, 106–133.
Potter, D.S. (2006), ‘The Transformation of the Empire: 235-337 CE’, A Companion to the Roman Empire, Malden, MA, Oxford, Victoria, 153-174
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Delmaire, R. (1995), Les institutions du Bas-Empire romain de Constantin à Justinien, Paris.
Demandt, A. (1989), Die Spätantike. Römische Geschichte von Diocletian bis Justinian. 284.565 n.Chr., Berlin.
Gwynn. D. N., ed. (2008), A. H. M. Jones and the Later Roman Empire, Leiden-Boston.
Jones, A. H. M. (1964), The Later Roman Empire: a social, economic and administrative survey, 2 vol., Oxford.
Kelly, C. M. (2004), Ruling the Later Roman Empire, Cambridge, MA.
Kelly, Ch. (2006), ‘Bureaucracy and government’, The Cambridge Companion to Constantine, Cambridge, 183-204.
Löhken, H. (1982), Ordines Dignitatum, Köln..
Porena, P. (2003), Le origini della prefettura del pretorio tardoantico, Roma.
Slootjes, D. (2006), The governor and his subjects in the later Roman empire, Leiden-Boston.
6. Alto Império
25 Maio 2026, 14:00 • Martim Nunes França Aires Horta
Os Idos de Março. Causas estruturais da queda da República.
Alto Império: definições e fontes.
Crise do séc. III
21 Maio 2026, 11:00 • Rodrigo Furtado
I. O que marca a ‘crise do século III’?
1. As ameaças externas:
1.1 Os Sassânidas:
1.1.1 A dinastia sassânida: Ardashir I (224-242) – o ataque à Mesopotâmia e à Arménia e os raides pela Síria.
1.1.2 A incapacidade de resposta romana: a humilhante derrota de Valeriano na batalha de Edessa (260).
1.2 A pressão germânica no Reno-Danúbio. A incapacidade da resposta romana: a derrota de Décio em Abrito (Mésia Inferior). O abandono da Dácia (Aureliano).
2. O problema sucessório.
2.1 Como? Quem sanciona? Quem pode ser escolhido? Onde?
2.2 Pelo menos 30 imperadores entre 235 e 285. Apenas um não foi assassinado.
2.2.1 Pela guarda pretoriana; por inimigos; por rivais; pelos seus legionários;
2.2.2 O papel dos exércitos: perante a instabilidade militar e a irrelevância de Roma.
2.2.3 Os imperadores gálicos: Póstumo e sucessores;
2.2.4 Zenóbia e Vabalato: o reino de Palmira?
2.3 Imperadores que não são estritamente romanos: líderes militares de origens diversas; a incapacidade do Senado – a resistência a Maximino e a irrelevância de Pupieno e Balbino (235-238).
3. Três outras características do “longo século III”.
3.1 O edicto de Caracala (212): o desaparecimento dos peregrinos e a manutenção da Local Romanness.
3.2 A “morte de Roma”.
3.3 A reconfiguração religiosa do império: a crise das religiões políticas/cívicas; a emergência dos cultos orientais e de mistérios.
3.3.1 Cristãos - números:
a. 100 d.C.: ca. 7000 | 0,01%
b. 200 d.C.: ca. 200000 | 0,33%
c. 300 d.C.: ca. 6000000 | 10%
3.3.2 Cristãos - onde?
a. Cidades: ca. 2000 cidades; ca. 12 milhões de pessoas em cidades; 48 milhões no campo.
b. Cristãos “urbanos”? Talvez 3 milhões = 25% dos habitantes de cidades.
c. Cristãos “rurais”? Talvez 3 milhões = 6,25% dos habitantes do campo.
Rodrigo Furtado
Bibliografia Sumária
Harries, J. (2012), ‘The long third century’, Imperial Rome AD 284 to 363: The New Empire, Edinburgh University Press, 1-24.
Ando, C. (2012), ‘A critical century’, Imperial Rome AD 193 to 284: The Critical Century, Edinburgh University Press1–17.
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Barnes, T. D. (1981), Eusebius and Constantine, Cambridge, MA, London.
Barnes, T. D. (1982), The new empire of Diocletian and Constantine, Cambridge, MA, London.
Blois, L. de (2001), ‘The crisis of the third century A.D. in the Roman empire: a modern myth?’, The transformation of economic life under the Roman empire, Amsterdam, 204-217.
Corcoran, S. (20002), The empire of the tetrarchs: imperial pronouncements and government. AD 284-324, Oxford.
Corcoran, S. (2006), ‘Before Constantine’, The Cambridge Companion to Constantine, Cambridge, 35-58.
Drake, H. A. (2000), Constantine and the bishops: the politics of intolerance, Baltimore.
Hekster, O. (2008), Rome and its Empire, AD 193-284, Edinburgh.
Jones, A. H. M. (1948), Constantine and the conversion of Europe, London.
Le Bohec, Y. (2009), L’armée romain dans la tourmente : une nouvelle approche de la «crise du siècle III», Monaco.
Lieu, S. N. C., Montserrat, D. (1996), ed., From Constantine to Julian: pagan and Byzantine views on Constantine, London.
Lieu, S. N. C., Montserrat, D., ed. (1998), Constantine: history, historiography and legend, London-New York.
Potter, D.S. (2006), ‘The transformation of the Empire: 235-337 CE’
Van Dam, R. (2007), The Roman revolution of Constantine, Cambridge.
Van Dam, R. (2011), Remembering Constantine at the Milvian bridge, Cambridge.
White, J. F. (2005), Restorer of the World: the Roman Emperor Aurelian, Spellmount.
Williams, S. (1985), Diocletian and the Roman Recovery, London, New York.