Sumários

1.º teste/1.ª chamada

26 Março 2026, 11:00 Rodrigo Furtado

1.º teste/1.ª chamada


4. A República Romana

25 Março 2026, 14:00 Martim Nunes França Aires Horta

A periodização da República Romana.

A República Inicial e o Conflito das Ordens.
Patrícios e Plebeus. Patronos e Clientes. Servidão por dívida: nexum
A Secessão do Monte Sagrado/Aventino e as Instituições Plebeias.
O Decemvirato, as Leis Valérias-Horácias e as XII Tábuas. 

Textos analisados em Aula: excertos das XII Tábuas. 


Governar o Mediterrâneo como uma cidade; optimates/populares

24 Março 2026, 11:00 Rodrigo Furtado


I.        A sociedade romana e a República tardia.

1.      A elite mais rica que o mundo conheceu até então: os multimilionários romanos;

2.      O alargamento lento da cidadania em Itália e as ‘novas elites’: os homines noui;

3.      O desunido mundo itálico: os aliados. Esforço militar e financeiro vs. ‘descompensação’ política.

4.      O afluxo de escravos: a diminuição dos custos de produção e o aumento do lucro. A pauperização dos cidadãos rurais.

 

II.      A política romana e a sua impossibilidade

1.      O desmoronar de um sistema de checks and balances:

                                              i.     ‘Quem combate não vota e quem vota não combate’: o fim da ‘cidadania antiga’?

                                             ii.     Para que serve ser cidadão fora de Roma? Uma classe de privilegiados locais, mas despolitizados em termos supra-locais;

2.      Um problema de governabilidade: como pode um império ser governado como uma cidade?

3.      Um império em crescimento: a necessidade de soldados.

Rodrigo Furtado

 

Bibliografia Sumária                                                                                                                    

Beard, M. (2015), SPQR. A history of ancient Rome, London, 169-207.

………………………………………

Beard, M., Crawford, M. (19992), Rome in the Late Republic: problems and interpretations, London.

Brunt, P. A. (1987), Italian manpower: 225 BC-AD 14, Oxford.

Brunt, P. A. (1988), The fall of the Roman Republic and related essays, Oxford.

Flower, H. I. (2010), Roman republics, Princeton, Oxford.

Gruen, E. S. (1974), The last generation of the Roman Republic, Berkeley, Los Angeles.

Konrad, C. F. (2006), ‘From the Gracchi to the first civil war’, A Companion to the Roman Republic, Malden, Ox., Victoria, 167-182.

Le Glay, M. (1990), Rome. Grandeur et déclin de la République, Paris.

Mouritsen, H. (1998), Italian Unification: A Study in Ancient and Modern Historiography, London.

Syme, R. (1939), The Roman Revolution, Oxford.

Wiseman, T. P., ed. (1985), Roman Political Life, 90 BC–AD 69, Exeter.

 

 


3. As origens de Roma. 4. A República Romana

23 Março 2026, 14:00 Martim Nunes França Aires Horta

Sérvio Túlio e as suas reformas. Censo, centúrias e classes censitárias. 

A Queda da Monarquia, Porsenna e criação do Consulado.

Perspectivas historiográficas sobre o período da Monarquia. 

Res Publica e República: definições e semânticas. 


Textos discutidos em Aula:

CIL 13.1668 - Discurso de Claudio, 48 EC

Tácito, Anais, 11.23-25 - Versão de Tácito sobre o Discurso de Cláudio (séc. I-II, descrevendo o discurso de 48 EC)

História de Sérvio Túlio, segundo Tito Lívio (I AEC-I EC) - Liv. 1.39-48.

Políbio, Histórias 3.22 - Primeiro Tratado com Cartago


Demografia e finanças; organização do território; economia política

19 Março 2026, 11:00 Rodrigo Furtado


A explicação realista (A. Eckstein): um sistema internacional competitivo e anárquico sem regulação exterior ou superior – a necessidade de garantir a sobrevivência através da maximização do poder.

 

  1. Teoria:

1.1  Tucídides e a teoria realista: manda quem pode; obedece quem não consegue mandar.

1.2  O sistema anárquico internacional e a ausência de entidade reguladora reconhecida.

1.3  A procura de segurança e de vantagem sobre os vizinhos: militarização dos estados na Antiguidade.

1.4  Competição num sistema multipolar – guerra na procura de segurança e vantagem.

1.5  Sobrevivência: depende da capacidade de adaptação às condições do sistema internacional.

1.6  Os romanos não eram fundamentalmente mais agressivos do que os seus rivais; o seu comportamento reflectia as mesmas pressões sistémicas que moldavam todos os Estados do período.

1.7  Mas então, se todos os Estados estavam sujeitos às mesmas pressões, por que razão foi Roma, e não outro, que alcançou a hegemonia?

 

AS RAZÕES INTERNAS:

 

1.              O sistema de governo republicano:

1.1    O sistema de cooperação entre micro-estados; um processo efectivo, mesmo se lento, de inclusão/participação/absorção.

1.2    As províncias e os poderes dos “procônsules” ou “propretores”;

1.3    O divórcio entre cidadania/voto/etnicidade/cidade; uma ‘nova cidadania’?

1.4    Um sistema fiscal muito leve: ca. 0,1% sobre o rendimento da terra; nenhum tributo sobre aliados; voltado para a guerra. O autofinanciamento da guerra através do saque.

1.5    Uma administração de topo sem salários.

1.6    Administração muito leve:

1.6.1      funções do estado – militar; fiscal; justiça; comunicações;

1.6.2      em média: havia 1 “administrador romano” não militar por cada 400 mil habitantes; total de 150 administradores romanos civis (fiscalidade; justiça) em todo o império.

2.     A fiscalidade:

2.1  Os tributos: bens, moeda, escravos

ca. s. III: 4-8 milhões de sestércios/ano;

ca. 150 a.C.: 50-60 milhões de sestércios/ano;

ca. 50 a.C.: 340 milhões de sestércios/ano;

ca. 50 d.C.: 800 milhões de sestércios/ano.

2.2  Mas: ca. 11% em média do rendimento de subsistência anual de um cidadão fora de Itália ia para impostos; talvez 5% da média de rendimento de um cidadão “médio”.

2.3  O orçamento: ca. 50% era gasto em despesas militares (incluindo abastecimento)


3.     A prouincia.

3.1  As tarefas dos magistrados + prazo + eventualmente um espaço.

3.2  Carácter temporário + não fixo.

3.3  Ao longo do século II a.C.: as províncias tendem a fixar-se.

 

4.     A primeira organização provincial. O sistema de proconsulados/propreturas.

4.1  Os poderes dos procônsules/propretores

4.2  Os objectivos dos procônsules/propretores.

 

AS RAZÕES EXTERNAS:

 

5.     O contexto do Mediterrâneo ocidental.

5.1  A ausência de impérios territoriais.

5.2  Em 265 a.C. o poder romano era maior do que o de Siracusa e do que o de Cartago, excepto no mar.

 

6.     O contexto do Mediterrâneo oriental.

6.1  Em 200 a.C. o poder romano era maior em termos de mobilização militar do que qualquer poder no oriente; e em termos navais, era semelhante ao Egipto Prolemaico (que não enfrentou de imediato).

6.2  O enfrentamento da Macedónia com a aliança de Pérgamo. A destruição do adversário mais frágil.

6.3  O séc. II a.C.: a guerra contínua entre os Ptolemeus e os Selêucidas destruirá ambos os poderes: nove guerras entre 274-101 a.C.: a fragmentação do Império Selêucida; a regressão do Egipto.

6.4  A supremacia naval romana a partir do século II a.C.

Rodrigo Furtado

Bibliografia Sumária:

Hopkins, K. (2009), ‘The political economy of the Roman Empire’, The dynamics of ancient empires. State power from Assyria to Byzantium, Oxford, 178-204.

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Eckstein, Arthur M. (2006), ‘Political science and Roman history’, ‘Realist paradigms of interstate behaviour’, Mediterranean anarchy, interstate war, and the rise of Rome, University of California Press, 2006, 1-36

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Afzelius, A. (1942), Die römische Eroberung Italiens (340–264 v. Chr.), Copenhagen.

Bang, P. F.-Scheidel, W., eds. (2013), The Oxford handbook of the state in the ancient Near East and Mediterranean, New York.

Brunt, P. A. (1987), Italian manpower 225 B.C.–A.D. 14, Oxford.

Cagniart, P. (2007), ‘The late Republican army (146-30 BC)’, A companion to the Roman army, Malden, MA, Oxford, Victoria, 80-95.

Cornell, T. J. (2000), ‘The city-states in Latium’, A comparative study of thirty city-state cultures: An investigation conducted by the Copenhagen Polis Centre, Copenhagen, 209–228.

Eckstein, A. M. (2006), Mediterranean anarchy, interstate war, and the rise of Rome, Berkeley.

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Gilliver, C. M. (1999), The Roman Art of War, Stroud.

Gilliver, K. (2007), ‘The Augustan reform and the structure of the Imperial army’, A companion to the Roman army, Malden, MA, Oxford, Victoria, 183-200.

Goldsworthy, A. (1996), The Roman Army at War, Oxford.

Goldsworthy, A. (2003), The complete Roman Army, London.

Harmand, J. (1967), L’armée et le soldat à Rome de 107 à 50 avant notre ère, Paris.

Harris, W. V. (1985), War and imperialism in Republican Rome 327–70 B.C., Oxford.

Harris, W. V. (2016), Roman power: A thousand years of empire, Cambridge.

Hin, S. (2013), The demography of Roman Italy: Population dynamics in an ancient conquest society 201 BCE–14 CE, Cambridge.

Holder, P. A. (1980), Studies in the Auxilia of the Roman Army from Augustus to Trajan, Oxford.

Keppie, L. (1984), The making of the Roman Army. London.

Le Bohec, Y.-Wolff, C., eds. (2000), Les légions de Rome sous le Haut-Empire, Paris.

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Taylor, M. J. (2017), ‘State finance in the Middle Roman Republic: A reevaluation’, American Journal of Philology 138, 143–180.