Sumários
Religiões africanas: a pluralidade de experiências religiosas na interacção com agentes ou forças sobre-humanos.
28 Fevereiro 2025, 09:30 • José Augusto Nunes da Silva Horta
1. Comunicação com os antepassados/mais velhos falecidos: comentário a propósito da conferência de Peter Mark.
2. Continuação da análise de excertos de uma fonte primária para o estudo das religiões africanas.
3. A tendência para alguns denominadores comuns nas religiões africanas. A existência de uma moral que norteia os comportamentos por referência à relação com seres sobre-humanos. Concepções da vida e da morte. Deus criador, deus distante. Mediadores sobre-humanos e humanos (especialistas religiosos dotados de saber e poder) na propiciação de poderes que vêm de Deus/divino/poder/força. Locais sagrados. A cadeia de relação com os antepassados ou "mais velhos" falecidos.
Comentário a Dominique ZAHAN, "Some Reflections on African Spirituality''
4. A pluralidade de experiências religiosas na interacção com agentes ou forças sobre-humanos. O exemplo da explicação da doença e mobilização dos meios sobre-humanos de cura — análise em três sociedades africanas: "San", Maasai e Sukuma. Da diversidade da interacção com seres sobre-humanos — bastante atípica no caso dos "San" e dos Maasai; mais próxima do que geralmente se presume ser o protótipo das religiões de origem africana no caso dos Sukuma — à concepção da doença e meios de terapêutica relacionada com causas não naturais. Comentário a um texto de David WESTERLUND, "Spiritual Beings as Agents of Illness".
Estrutura e fontes para o trabalho final
25 Fevereiro 2025, 09:30 • José Augusto Nunes da Silva Horta
Estrutura do trabalho final sobre fontes para a história das religiões em África e apresentação sumária das fontes para os trabalhos finais. Ver documentos publicados no E-Learning.
Análise de excertos de uma fonte primária.
Dos conceitos de religião aos modos de aprendizagem e transmissão.
21 Fevereiro 2025, 09:30 • José Augusto Nunes da Silva Horta
1. Matrizes fundadoras da teorização antropológico-sociológica das religiões (conclusão): a proposta de Robin Horton: explicação/previsão/controlo — uma tríade de um modelo de "manipulação" dos seres sobre-humanos (explicação /previsão /controlo) — e comunhão. Na verdade, formas complementares de viver a religião.
2. Como se aprende e se transmite uma religião? Os diferentes entendimentos do que é ser religioso. A abordagem cognitiva: modelos doutrinário e "imagístico" de religiosidade e os respectivos meios de aprendizagem e transmissão. A centralidade dos processos sociais de aprendizagem e transmissão da religião. — Comentário ao Texto 1 — BERLINER, David and SARRO, Ramon, "On Learning Religion: an Introduction", […] (eds.), Learning Religion ... , pp. 1-19.
Ritual e experiência religiosa. Teorias antropológico-sociológicas da religião.
18 Fevereiro 2025, 09:30 • José Augusto Nunes da Silva Horta
1. Conclusão do debate da aula anterior. O conceito de ritual e o seu papel fundamental na vida religiosa; nem todos os rituais são cerimónias. A insuficiência da formulação “sistema de crenças e práticas” e a preferível noção de experiência religiosa.
Consultar no E-Learning: O que é a religião? Ideias do debate na aula.
2. Teorias antropológico-sociológicas da religião: as matrizes fundadoras e o seu impacto no estudo das religiões africanas; os sucessivos contributos e discussões da conceptualização do fenómeno a partir de Tylor e Durkheim.
Consultar apresentação em PowerPoint no E-Learning: "Discussão antropológico-sociológica do conceito de religião"
O que é a religião? Debate a partir das percepções correntes dos estudantes.
14 Fevereiro 2025, 09:30 • José Augusto Nunes da Silva Horta
O que é a religião? O que pressupõe uma religião? O que constitui a experiência religiosa? De que forma essa definição se aplica às religiões de África e às dinâmicas inter-religiosas? Desconstrução dos dualismos espírito/matéria, natural/sobrenatural. Debate com os alunos a partir das suas próprias percepções, visando o distanciamento em relação aos lugares-comuns de matriz ocidental e judaico-cristã sobre religião/religiões — mas também o reconhecimento de algumas analogias — e uma progressiva assimilação de conceitos operatórios mais adequados (ainda que com insuficiências) ao campo de estudos da disciplina.