Sumários
Historiografia das ilhas de Cabo Verde: a apropriação da sua história pelos caboverdianos
6 Março 2026, 12:30 • Ângela Vieira Domingues
A historiografia do arquipélago de Cabo Verde, a importância da documentação histórica e da arqueologia. O arquipélago é constituído por dez ilhas, agrupadas geograficamente em dois grupos: grupo do sotavento (Maio, Santiago, Fogo, Brava) e o grupo do barlavento (Santo Antão, S. Vicente, Santa Luzia, S. Nicolau, Sal, Boa Vista). A produção historiográfica científica começa a ser pensada, escrita e debatida no século XIX. A documentação histórica: os arquivos, os principais núcleos documentais e a cartografia, fruto de missões científicas e hidrográficas e com interesse iconográfico e geográfico. A arqueologia nas vertentes terrestre e subaquática. Arqueologia terrestre: o interesse da “Cidade Velha” como testemunho arqueológico de um núcleo de povoamento colonial. Arqueologia subaquática: a importância dos achados arqueológicos existente nas profundezas da costa cabo-verdiana (aula ministrada por Maria Manuel Torrão, sumário de Martim Balcão).
Websites: "Portal
do conhecimento de Cabo Verde" (https://www.caboverde-info.com/) e
"Repositório na Universidade de Cabo Verde"
(https://www.unicv.edu.cv/en/videos/latest/920).
Historiografia: Século
XIX: Christiano José de Senna Barcellos (1854-1915); Século XX: António
Barbosa Carreira (1905-1988), Orlando Ribeiro (1911-1997), Ilídio do Amaral
(1926-2017); Século XX e XXI: Luís de Albuquerque (1917-1992), Maria
Emília Madeira Santos (1941-...), et al., João Lopes Filho (1943-...), Daniel
A. Pereira (1951-...)
Obras: “Subsídios
para a História de Cabo Verde e Guiné” (1899); “Panaria Cabo-verdiana e
Guineense” (1968), “Cabo Verde: Classes Sociais, Estrutura Familiar. Migrações”
(1977); “História Geral de Cabo Verde/ corpo documental”, 2 volumes (1988 e
1990), “História Geral de Cabo Verde”, 3 volumes (1991, 1995 e 2002), “História
Concisa de Cabo Verde” (2007); “Estudos da História de Cabo Verde” (1986);
“Cabo Verde: Retalhos do Quotidiano” (1995), “Ilha de S. Nicolau de Cabo Verde/
Formação da Sociedade e Mudança Cultural” (1996), “Percursos & Destinos”
(2010), “Mestiçagem & Cabo-verdianidade” (2023).
Arquivos: Arquivo
Nacional da Torre do Tombo (Portugal), Arquivo Histórico Ultramarino
(Portugal), Arquivo Nacional de Cabo Verde (Cabo Verde).
Acompanhamento dos trabalhos dos alunos
5 Março 2026, 11:00 • José Augusto Nunes da Silva Horta
Acompanhamento dos trabalhos dos alunos
A valorização das fontes para a história indígena como problema historiográfico
4 Março 2026, 12:30 • Ângela Vieira Domingues
As comunidades indígenas como sociedades da oralidade. Os raros documentos escritos pelos indígenas no período colonial, Os índios como amigos e aliados e como inimigos. A valorização das fontes para a história indígena como problema historiográfico
As condições de produção do conhecimento sobre África (cont.)
3 Março 2026, 11:00 • José Augusto Nunes da Silva Horta
As condições de produção do conhecimento sobre África (cont.). Conclusão da discussão do texto de Elísio Macamo. Início da discussão do artigo de Donald Wright, "What Do You Mean There Were No Tribes in Africa?": Thoughts on Boundaries: And
Related Matters: In Precolonial Africa".
Entre Roma e Nagasaki: convergências e diferenças sobre a missão jesuítica no Japão (séc. XVI)
27 Fevereiro 2026, 12:30 • Ângela Vieira Domingues
Aula sobre a missão jesuítica no
Japão e a atuação da Companhia de Jesus na evangelização do Japão no século
XVI: os métodos de evangelização e os agentes de evangelização, os
missionários, explorando a relação sujeito (missionários)-objeto (local e população
a serem evangelizados). Divergências e conflitos em Roma acerca dos conceitos
de adaptação, integração e acomodação; as consequências desses debates, tais
como a perda de foco ou a crise de identidade entre os missionários. A
divergência de posições entre Alessandro Valignano, Francisco Cabral e Claudio
Acquaviva. A importância de haver equilíbrio, unidade, união e coesão em Roma,
sendo preciso haver ordem. Os conflitos e divisões internas no Japão. O início
da presença missionária no Japão com a viagem de Francisco Xavier à ilha Kyushu
(1549), e o surgimento de, na ilha, igrejas cristãs e Daimyō (senhores feudais)
a converterem-se ao cristianismo. Um debate entre Valignano e Acquaviva sobre a
possível infiltração dos missionários da Companhia de Jesus no Budismo Zen para
prosseguirem com uma evangelização mais completa e totalmente integrada (aula
ministrada Pedro Lage Correia; sumário de Diogo Tereso).