Sumários

Pensamento científico em Portugal e práticas científicas no mundo colonial durante a segunda metade do século XVIII (cont.)

27 Março 2026, 12:30 Ângela Vieira Domingues

A formação de uma opinião pública: viajantes e aventureiros, comerciantes e homens de negócio, editores, livreiros e gravadores; ler e ouvir relatar. O interesse pelo mundo natural e os agentes da Coroa nos espaços coloniais. Uma elite formada nas universidades europeias e nas academias militar e da marinha para a gestão do império colonial. Domingos Vandelli e o plano em torno de uma história geral da colónia: objetivos científicos e económicos. A ciência útil.


Pensamento científico em Portugal e práticas científicas no mundo colonial durante a segunda metade do século XVIII

25 Março 2026, 12:30 Ângela Vieira Domingues

Um programa de reformas destinado à modernização política, econômica e científica: trazer o reino à sua anterior glória. A reforma da Universidade de Coimbra, a edificação do Colégio dos Nobres e do Jardim Botânico da Ajuda como espaços de formação de uma elite culta e eficiente, destinada a modernizar o reino e as suas colónias. A manutenção do statu quo. A República das Letras e os espaços de troca de ideias, a Academia de Ciências de Lisboa


As elites no governo do Estado da Índia

20 Março 2026, 12:30 Ângela Vieira Domingues

A pertinência social e científica do tema. A renovação historiográfica portuguesa ocorrida desde a década de 80 do século passado: a valorização dos agentes históricos, quer em termos individuais, quer em termos colectivos, a renovação dos conceitos. A importância dos estudos biográficos, prosopográficos e das linhagens; o abandono do nacionalismo e da exaltação dos grandes feitos e dos grandes heróis, que foi a retórica do Estado Novo e da manipulação propagandística deste período. Os contextos históricos asiáticos e a sua ligação às conjunturas políticas e sociais do reino e das periferias ultramarinas. O caso da Índia portuguesa. O papel e o protagonismo da nobreza. Três projectos de investigação que lançaram um novo olhar sobre o papel e a intervenção dos reis, dos cortesãos e dos fidalgos, isto é, das diversas facções da nobreza relativamente ao plano expansionista. Esta investigação pretende estimular e contrariar a narrativa de louvor e fascínio, e prosseguir na procura da definição dos perfis de liderança deste período, ie. Saber qual foi o papel das elites enquanto agentes integrantes e determinantes da HDEP (aula ministrada por Alexandra Pelúcia, sumário de Américo Galrão Fernandes).

Projectos:

1 - A nobreza e o Estado da Índia na Índia na Primeira Metade do Século XVI

2 - A Governação da Índia: Concepções e práticas no reinado de D. Manuel I

3 - Portugal e a Índia na Primeira Metade do Século XVI: A Governação do Estado da Índia – que aprofundou a análise dos mecanismos de poder e os estudos sobre as elites e a nobreza no Oriente.

Autores: Alexandra Pelúcia, João Paulo de Oliveira e Costa, Jessica Hallett, Vitor Rodrigues

Personagens: Vasco da Gama, D. Francisco de Almeida, Afonso de Albuquerque, Martim Afonso de Sousa, D. Teodósio I, duque de Bragança, D. Constantino, Tomé de Sousa, D. António de Ataíde


Piratas e corsários no arquipélago de Cabo Verde (cont.)

18 Março 2026, 12:30 Ângela Vieira Domingues

Os ataques de Sir Francis Drake a Santiago. Maio como uma ilha desabitada, mas utilizada para o apoio e abastecimento dos navios que circulavam no Atlântico Sul.  Os relatos e a iconografia produzidos por viajantes europeus sobre os portugueses: uma outra versão da lenda negra


Cultura escrita e materialidade na América Portuguesa: São Paulo (1765-1822)

13 Março 2026, 12:30 Ângela Vieira Domingues

História social da cultura escrita, uma disciplina que questiona os usos e funções da escrita ao longo do tempo. Quem escreve, quem manda escrever, funções da escrita, suportes, práticas. Os objetos do quotidiano como fonte reveladora da cultura material e da sociedade colonial. O caso de São Paulo, tido historiograficamente como um território infértil para as letras, é considerado pelos historiadores contemporâneos como um espaço paradigmático de práticas letradas (escrita e leitura). Os agentes: entre 1800-1820, existiram 13 agentes mercantis que comercializavam nas lojas de fazenda seca materiais para a escrita: penas, cadernos em branco, tinteiros e tinta. Os livros e a leitura: 122 títulos, c. 730 volumes, predomínio de livros religiosos (40%), belas letras (32%), ciências (11%) e artes (0,69%). As academias literárias em SP: a Academia dos Felizes (1770) e a Academia do Senado da Câmara de São Paulo (1791). (aula ministrada por Jean Gomes de Souza, sumário de Auanne Galrão Fernandes)

Fontes: inventários post-mortem, livros comercializados: petições

Autores Marcelo Rede, Ulpiano Bezerra de Meneses