Sumários

História e comemorações da Expansão Portuguesa

12 Abril 2024, 12:30 Ângela Vieira Domingues

A construção de Lisboa monumental e as políticas de memória. Memória, comemorações, monumentos públicos. O monumento/ a estatuária como memorial que conta uma história. O caso de estudo de Lisboa. A memória instrumentalizada pela política. Narrativas sobre o passado: não verbais, escultóricas, simbólicas. Estratégias narrativas e impacto público. O século XIX e as visões românticas do passado: a valorização de heróis não-guerreiros,. Os lugares da memória, e os espaços públicos. "Virtudes dos nossos maiores para servir de ensinamento". As comemorações dos centenários: o aproveitamento das efemérides ara promover e aprofundar o conhecimento do passado e da história. As exposições coloniais como instrumentos de políticas de memória; o darwinismo social. "Portugal não é um país pequeno" (1934 e 1951). Os descobridores, as suas estátuas e as ofertas dos estados chileno e brasileiro (aula ministrada por Sérgio Campos Matos)


Autores: Rivarole, Paul Ricoeur, Rafael de Labra, Pierre Nora, Fernando Catroga, Oliveira Martins, A.F. Marx de Sori, Ferdinand Denis, Simão José da Luz Soriano,

Fontes: Estátuas de D. José I, medalhão do Marquês de Pombal, Camões, Arco da rua Augusta, Afonso de Albuquerque, o Padrão dos Descobrimentos, Fernão de Magalhães, Pedro Alvares Cabral 


A história da Amazónia brasileira no entrecruzar do ambiente, das grandes viagens de exploração geográfica e da história indígena (cont.)

10 Abril 2024, 12:30 Ângela Vieira Domingues

A história indígena construída com base em sólidas investigações de arquivo e questionários inovadores. As fontes produzidas pelos colonizadores são importantes para dar voz aos indígenas. As trocas culturais e a transferência de conhecimentos. As redes de apoio logístico como veículos de intercambio de saberes. Um caso de estudo: a viagem de Alexandre Rodrigues Ferreira. O percurso formativo do naturalista; a equipa; os práticos do país; a recolha de informação e a sua disseminação entre a comunidade científica ocidental.


Uma visita a Marrocos

5 Abril 2024, 12:30 Ângela Vieira Domingues

A contextualização cronológica e factológica. A política marroquina de D, Afonso V e a expansão oceânica e insular. A importância do ouro africano como fonte de financiamento dos empreendimentos reais. A liderança do rei na expansão portuguesa em Marrocos. O rei como governador de Ceuta (1450); o alcaide e capitão da praça: competências. A interferência do Papa: as bulas Romanus Pontifex (1455), Inter Coetera (1456) e Aeterna Regis (1481). As duas fases da expansão em Marrocos: 1. conquista de Alcácer Ceguer, ataques a Tanger (1463 e 64) e a Tetuão; a expansão atlântica é feita por D. Henrique. 2. morte de D. Henrique, arrendamento do comércio e da exploração da costa africana a consórcio, a estratégia do rei em relação a Marrocos, a conquista de Arzila (1471), ataques a Tanger e Larache (1471). A celebração de um tratado de paz com o sultão de Fez e as tréguas de 20 anos. O Garb de além, as alterações nos títulos régios. (aula ministrada por João Cosme)


Fontes: Gomes Eanes de Zurara, Luis de Cadamosto, Damião de Góis, Rui de Pina
Bibliografia: António Dias Farinha, Joaquim Veríssimo Serrão, Fernando Pessanha, João Cosme, 


A história da Amazónia brasileira no entrecruzar do ambiente, das grandes viagens de exploração geográfica e da história indígena (cont.)

3 Abril 2024, 12:30 Ângela Vieira Domingues

O estudo da história de povos sem escrita: novos questionários, novos problemas, revisitação dos fundos textuais, valorização de outro tipo de documentos. Os grupos secundarizados por perspetivas mais tradicionais da história: as mulheres, os mestiços, os pobres, as crianças, as populações nativas. Os questionários dos historiadores: uma renovação metodológica, uma leitura integrada e descentrada de perspetivas eurocentradas. Os processos de interação, negociação, conflito,, alianças. Perspetivas historiográficas para vários impérios e espaços temporais. O caso da Amazónia portuguesa: os historiadores, os temas, a visibilidade das comunidades indígenas. 



A descoberta visual do Brasil

22 Março 2024, 12:30 Ângela Vieira Domingues

Perspectivas de um historiador de arte na HDE. A história como exercício literário. A história de arte como conceito aberto e global com base na imagem como documento e em relação com a história da cultura e da ciência. A EP como detendo pouca cultura visual e a ausência de uma escola de gravura e estética em Portugal. A cultura visual cruza-se com a cultura textual. A descoberta visual do Brasil como resultado do cruzamento com outras experiências visuais, do olhar dos descobridores, do confronto texto/imagem. A chegada das notícias da descoberta do Brasil a Portugal e sua disseminação pela Europa. A presença de indivíduos especializados nos registos gráficos a bordo das naus. O desenho técnico: a cartografia, a astronomia, a construção naval. Os que ficam na Europa e observam o que se traz: sementes, objetos, espécies animais e vegetais. A curiosidade das elites, o exotismo. Os povos do Norte da Europa e a descoberta dos espaços extra europeus nos testemunhos visuais (aula ministrada por Miguel F. de Faria)


Fontes: Albrecht Duhrer, Rafael, Garcia de Orta, Pero Vaz de Caminha, Livro da Nau Bretoa, Lopo Homem, Pero de Magalhães Gândavo, Jacques Le Moyne, John White, Hans Burgkmair, o velho, Christopher Weiditiz, Theodore de Bry, Andriees Beeckmen, Cristóvão Colombo, Jean de Léry, André Thévet, Albrecht Eckout, 

Historiadores: Lucien Febre, Svetlana Alpers, Jaime Cortesão, Santiago Sebastian,