Sumários
aula 8
15 Novembro 2017, 16:00 • Ivo José de Castro
1. Um poema de Leite de Vasconcelos
Recensão de testemunhos, decifração do manuscrito, reconhecimento da génese, identificação e classificação de variantes.
2. Estado dos trabalhos
3. Experiências com as variantes de Camilo
Variantes mediatas e imediatas no ms. do Amor de Perdição.
aula 7
8 Novembro 2017, 16:00 • Ivo José de Castro
1. Conceitos básicos de CT:
a. Texto e variação. Só o texto único é isento de variantes originais (mas não de adquiridas). A multiplicação de textos é a principal fonte de variantes, em geral da responsabilidade do editor.
b. Mas também há variantes devidas ao autor: a) variantes autorais introduzidas no processo de transmissão entre edições; b) variantes autorais integradas no processo de criação original.
c. Estas são de dois tipos: mediatas, ocorrendo durante revisões parciais do texto não-concluído; imediatas, parte integrante do processo criativo original, antes de escrito texto para a direita.
d. Sobre estes materiais de natureza diferenciada assenta a distinção das duas CT.
aula 6
25 Outubro 2017, 16:00 • Ivo José de Castro
1. Glossário da CT:
Terminologia técnica, definição de termos e formação de conceitos.
2. Comentário do carteio Leão/Leite:
Distribuição de tarefas (biografias, pesquisa bibliográfica) com vista à edição anotada da correspondência.aula 5
18 Outubro 2017, 16:00 • Ivo José de Castro
1. História da CT (cont.)
4ª época: CT aplicada a autógrafos, reconstitutiva da génese da escrita. Nação: França (et ailleurs, por poligénese). Iniciativa francesa de reunir em grandes instituições os espólios dos escritores (V. Hugo, etc.). O espólio de Heinrich Heine na BN de França e a tentativa falhada de editar os seus mss., de que resultou o afinamento de métodos de estudo do dossier genético. Os sobreviventes do estruturalismo parisiense forneceram a mão de obra para a crítica genética (revista Génésis, do ITEM = Institut des Textes et Manuscrits Modernes). Crítica genética (produção do texto lit.) versus edição genética.
2. As três edições filológicas (+ a edição comercial, que subordina o rigor a condições económicas): edição facsimilada (que reproduz por meios gráficos um exemplar ms. ou impr., sem emendas); edição diplomática (ou paleográfica, que reproduz por meio de transcrição um exemplar ms. ou impr., sem emendas); edição crítica, que reproduz com transcrição e emendas o único exemplar existente (ed. interpretativa); ou o único exemplar escolhido para o efeito (ed. bédieriana); ou reconstitui um texto conjecturado através de exemplares de mérito arquetípico (ed. neo-lachmaniana). Distinção entre transliteração – transcrição – tradução.aula 4
11 Outubro 2017, 16:00 • Ivo José de Castro
1. História da CT (cont.)
Recapitulação: os bédierianos pertencem ao universo de Lachmann. Particularidades da edição de ms. único: quando a recensão apenas tem um testemunho, a ed. pode fazer uso abundante da conjectura (ed. interpretativa); mas quando a ed. usa apenas, por escolha, um testemunho de uma recensão maior, então fica vinculada à lição desse testemunho e deve emendar apenas erros mecânicos.
3ª época: neo-lachmanismo. Papel de Giorgio Pasquali na modernização do método: a recensão aberta e a possível contaminação silenciosa dos testemunhos forçam a crítica a não ser categórica. O convite de Maas (“quem tiver medo de conjecturar deve editar autógrafos”) foi aceite pela variantística italiana: os manuscritos de autor. Nação: Itália.
2. Caso português: nomes e publicações dos sécs. XIX e XX. Filiações.
3. Trabalho de grupo: transcrição (genética) de um rascunho epistolar de Leite de Vasconcelos.