Sumários
Expansão no Oriente e helenizaçao
19 Março 2026, 14:00 • Paolo Garofalo
Esta lição analisa o impacto da expansão romana no Mediterrâneo Oriental, centrando-se na Batalha de Pidna (168 a.C.) como um marco não apenas militar, mas cultural. A vitória de Lúcio Emílio Paulo permitiu a transferência da primeira grande biblioteca grega para Roma e o envio de reféns ilustres, como o historiador Políbio. O foco recai sobre o Século dos Cipiões e a figura de Cipião Emiliano, cujo patrocínio ao Círculo dos Cipiões promoveu o conceito de humanitas — a síntese entre a virtude romana e a erudição grega. A sessão explora a receção da filosofia grega, partindo da célebre embaixada ateniense de 155 a.C., que introduziu os romanos no debate dialético. Aborda-se a evolução do pensamento grego, desde os pré-socráticos de Eleia até aos clássicos (Sócrates, Platão e Aristóteles), culminando na análise da sua adaptação ao solo romano. Destaca-se a predominância do Epicurismo e do Estoicismo como as correntes mais influentes na formação da ética e do pensamento político da elite republicana.
Genese da Literatura e Teatro
17 Março 2026, 14:00 • Paolo Garofalo
Esta lição analisa a génese da literatura latina, partindo das formas pré-literárias e rurais como os versos fesceninos e a farsa atelana. Explora-se como estas expressões populares de cariz improvisado e satírico serviram de base para a receção do modelo dramático grego. O foco inicial recai sobre a figura de Lívio Andrónico e a sua tradução da Odisseia, que inaugura a épica em Roma, seguindo-se o contributo de Névio, que introduz temas nacionais romanos (praetextae), e de Énio, o pai da poesia épica nos Anais. A sessão detalha a evolução do teatro romano, comparando-o com o modelo grego: enquanto na Grécia o teatro tinha uma função cívico-religiosa e educativa, em Roma assume um caráter mais lúdico e de entretenimento (ludi). Por fim, aborda-se a arqueologia do espetáculo, discutindo a resistência senatorial à construção de edifícios permanentes, o que resultou numa longa tradição de estruturas de madeira provisórias até à edificação do primeiro teatro de pedra por Pompeu, o Grande, em 55 a.C.
Expansão romana e cultura
12 Março 2026, 14:00 • Paolo Garofalo
Esta lição percorre o arco da expansão romana, iniciando-se com a vitória sobre Veios e a consolidação do domínio no Lácio. Analisa-se a projeção peninsular de Roma através das Guerras Samnitas e do confronto com Taranto, que marcou o primeiro contacto sistemático com a Magna Grécia. A narrativa prossegue com as Guerras Púnicas, momento em que a derrota de Cartago transforma Roma numa potência marítima e transcontinental. Esta expansão geográfica provocou uma profunda transformação cultural: a entrada massiva de influências helénicas e a chegada de cativos de guerra eruditos. O foco recai sobre a figura de Lívio Andrónico, escravo grego de Taranto, cuja tradução da Odisseia e produção de peças teatrais marcam o nascimento formal da literatura latina. Conclui-se que a literatura em Roma não surge de um isolamento cultural, mas como um subproduto direto da conquista militar e da subsequente helenização das elites romanas.
Res Publica
10 Março 2026, 14:00 • Paolo Garofalo
Esta lição examina a génese da República Romana em 509 a.C., centrando-se na substituição do poder monárquico pelo consulado colegial e anual. A análise detalha a arquitetura do novo regime, fundamentada no equilíbrio entre a autoridade do Senado, o poder dos magistrados e a participação popular. Explora-se o funcionamento das assembleias, como os Comícios Centuriados, baseados na riqueza e no serviço militar, e os Comícios Tributos, organizados por divisões territoriais. A sessão dedica uma atenção particular ao Concilium Plebis e à figura do Tribuno da Plebe como mecanismos de defesa e representação social. Por fim, discute-se a natureza política de Roma sob o prisma da provocadora questão: teria sido a República uma democracia? O debate confronta a existência de elementos democráticos, como as eleições e o voto popular, com o peso real da aristocracia e a influência das clientelas, caracterizando o sistema como uma complexa oligarquia institucionalizada
A Monarquia
5 Março 2026, 14:00 • Paolo Garofalo
Esta aula analisa o desenvolvimento de Roma durante o seu período monárquico, iniciando-se com a figura de Rómulo e a criação das instituições fundamentais, como o Senado e as cúrias. O percurso aborda a alternância entre a influência latino-sabina e o domínio posterior dos reis etruscos, que transformaram a cidade num centro urbano e monumental. Destaca-se a relevância das reformas de Sérvio Túlio na organização social e militar romana, baseada no censo. A análise culmina no reinado de Tarquínio, o Soberbo, cujo exercício tiranizante do poder precipitou a crise do modelo monárquico. O foco final recai sobre a revolta aristocrática liderada por Lúcio Júnio Bruto, que resultou na expulsão da dinastia etrusca em 509 a.C. e na fundação da República, marcando a rejeição definitiva da figura do Rex na cultura política romana.