Sumários
E. H. Gombrich, "Art and Illusion", cap. X (concl.)
30 Outubro 2025, 12:30 • Pedro Madeira
Análise do cap. X de "Art and Illusion" de E. H. Gombrich.
Começou-se por confrontar os alunos com o auto-retrato de Rodolphe Töpffer e algumas vinhetas de “Histoire de Monsieur Cryptogame”. Chamou-se a atenção dos alunos para o modo como através de desenhos à linha muito simples se logra dar uma impressão do “carácter” individual das personagens (notou-se, em particular, a diferença de estilo entre “Elvira” e o protagonista”) e da “expressão”.
Exposição da teoria “gestaltista” da percepção que subjaz ao argumento de Gombrich, e, em particular, da sua aplicação ao problema da percepção do “carácter” e da “expressão”.
Análise de alguns exemplos característicos que demonstram que este tipo de desenho põe em evidência o papel que a “projecção” desempenha na leitura de desenhos deste tipo. Exame da hipótese de Gombrich (e Töpffer) de que representa um paradigma autónomo, independente da arte “realista”. Descrição do método “experimental” que subjaz a este tipo de representação, e que dispensa tanto a observação da natureza como a representação do pormenor que, na verdade, constitui um obstáculo à “ilusão”. Sublinhou-se o aspecto convencional (“purely conventional symbolism”) deste tipo de representações, que, segundo Gombrich, criam, através de "pistas" mínimas, uma sequência de expectativas que desencadeiam a projecção.
A aula terminou com uma análise de desenhos de Daumier, e da descrição que Gombrich faz da técnica empregada pelo artista, comparando as linhas ambíguas que o constituem a uma “nuvem”.
E. H Gombrich, "Art and Illusion", cap. VII (concl.), cap. X
28 Outubro 2025, 12:30 • Pedro Madeira
Aula 7:
Análise comparativa de quadros novecentistas “impressionistas” e “realistas”.
Discussão da afirmação contra-intuitiva de Gombrich de que em ambos os casos o artista
confia na “nossa faculdade de projectar e suplementar aquilo que ele deixou indistinto”.
Elucidação dos conceitos de “mental set” e “screen”.
Discussão da hipótese de Gombrich de que a interpretação de uma representação pictórica
parte de “palpites” que são depois submetidos a um “teste de consistência”, e análise de imagens
ambíguas que visam demonstrá-la. Problema da intenção.
Análise comparativa do desenho humorístico de Steinberg e da paisagem de Van Gogh que parece
parodiar. Discussão das implicações teóricas deste exame.
Introdução à leitura do cap. X, em que Gombrich explora o papel que desempenham os mecanismos de projecção em representações que não pretendem dar a ilusão do real (caricatura, banda-desenhada, cinema de animação). Análise de alguns exemplos característicos.
Conclusão da leitura do ensaio de Lessing
27 Outubro 2025, 14:00 • Alberto Miguel Antunes Arruda
Conclusão da leitura do ensaio de Lessing: imaginação, o exemplo de Homero, e a qualificação da sua definição.
Continuação da leitura do ensaio de Lessing
24 Outubro 2025, 14:00 • Alberto Miguel Antunes Arruda
Continuação da leitura do ensaio de Lessing: a formulação de Lessing.
E. H. Gombrich, "Art and Illusion": cap. II (concl.), cap. VII
23 Outubro 2025, 12:30 • Pedro Madeira
Estudo do capítulo II de “Art and Illusion” de E. H. Gombrich:
Cap. II (recapitulação);
Cap. VII:
Análise de imagens fortuitas, não motivadas, semelhantes às que Gombrich discute no capítulo VI (borrões, nuvens, diagramas de redes, etc.). Conceito de “projecção”.
Exame da hipótese acerca da psicologia da representação pictórica que Gombrich procura demonstrar:
“All representation relies (…) on ‘guided projection’”.
Exame da distinção entre “illusion” e “deception” (e a distinção que daí decorre de dois paradigmas de arte).
Análise de representações pictóricas que ilustram a tese de Gombrich de que o artista explora a tendência psicológica para a “projecção” para superar pela “ilusão” as limitações que o “medium” e a “técnica” lhe impõem. Discussão da ideia de Gombrich de que a produção de um efeito de real decorre de uma série de “descobertas” históricas, que ilustram a sua ideia de que “nem tudo é possível em todas as épocas”.