Sumários
1 Junho 2018, 16:00
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Patrícia Soares Martins
A centralidade de Bernardo Soares no Livro do Desassossego: uma personagem da baixa lisboeta. Tédio e desassossego. O "flanar" na cidade por entre uma paisagem de sons. Leitura de "No nevoeiro leve da manhã de meia primavera" e de
Entre a prosa barroca de Vieira e a fala do quotidiano da capital: a escrita do(s) fragmento(s) do Livro. Leitura dos textos "Penso muitas vezes em como seria se (…)". "Não tendo o que fazer , nem que pensar em fazer".
Sobre o carácter compósito do Livro, do aforisma, ao fragmento narrativo ou descritivo, ao poema em prosa. Leitura de "Nuvens" .
30 Maio 2018, 16:00
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Patrícia Soares Martins
A importância do sonho e da paisagem sonhada. Pessoa, Amiel e um diário íntimo paradoxal.
Leitura de "Educação Sentimental" na perspectiva de um texto sobre a heteronímia e como um texto de poética. O escritor: a capacidade "de tornar a visão interior" e converter a audição n o "ouvido do sonho". Os três métodos delineados pelos quais se vai da sensação até à forma . O projecto de dar "completa exterioridade ao interior".
Bernardo Soares versus Caeiro.
25 Maio 2018, 16:00
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Patrícia Soares Martins
O Livro do Desassossego: uma teoria da prosa mais moderna do que a que se encontra nas páginas de crítica e nas apreciações literárias de Pessoa. A intransitividade da linguagem literária
de Bernardo Soares (Leyla Perrone-Moisés, 2001).
As influências literárias no LD, de Cesário ao Patrão Vasques: uma linguagem do quotidiano lisboeta. Leitura de dois fragmentos: "O sócio capitalista aqui da firma" e "Tenho a náusea física da humanidade vulgar".
23 Maio 2018, 16:00
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Patrícia Soares Martins
O
Livro do Desassossego como um não-livro. As edições do Desassossego. A edição crítica e os aspectos relacionados com a atribuição, datação e fixação do texto.
Fernando Pessoa e a composição do Livro do Desassossego. Leitura e comentário de passagens de textos seus onde se refere aBernardo Soares e da "Tábua Bibliográfica" publicada na revista
presença em 1928.
Os diversos registos de que é composto, do fragmento ao poema em prosa.
Leitura de dois textos do
Livro "Nuvens" e "Não tendo o que fazer, nem que pensar em fazer". A "definição" de um estilo: entre a sensibilidade de Mallarmé e os aspectos retóricos da prosa de Vieira.
18 Maio 2018, 16:00
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Patrícia Soares Martins
Ricardo Reis, Caeiro e António Mora e o paganismo pessoano. A tradição do paganismo dos séculos XI e XX: de Nietzche, a Oscar Wilde, a Pessoa. Leitura de um texto de Ricardo Reis sobre o regresso dos deuses como motivo de poética: a antropomorfização de ideias abstractas que, em Reis , se harmoniza com uma poesia do concreto como a que pretende Caeiro.
Caeiro e a arcádia de Sidney na novela pastoral de 1590. Caeiro e os poetas metafísicos, Marvell e George Herbert (Jackson, 2011).
Acompanhamento dos trabalhos dos alunos para a avaliação.