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Como comentar uma fonte histórica na perspectiva da História de África?
5 Março 2026, 15:30 • José Augusto Nunes da Silva Horta
Como comentar uma fonte histórica na perspectiva da História de África? Ponto de partida: Esquema para o comentário de fontes históricas ao longo das aulas . Leitura complementar: José da Silva Horta, "Entre história europeia e história africana, um objecto de charneira: as representações".
Da desconstrução das representações à construção da História de África
2 Março 2026, 15:30 • José Augusto Nunes da Silva Horta
1. Comentário a Mudimbe (conclusão). Formações discursivas e alteridade — a marginalização dos mundos não-ocidentais, inclusive da África, pelo Ocidente pela "invenção da África", um discurso assente na classificação das sociedades africanas como inferiores e incapazes. O colonialismo cumpre (pelas dominação) os discursos ocidentais sobre as variedades humanas (não-ocidentais).
As escolas da antropologia construíram os seus modelos e técnicas de descrição (das sociedades não-ocidentais) a partir da experiência e episteme ocidental. Dois tipos de origem do etnocentrismo, a filiação epistemológica ou a ligação ideológica.
2. Os desafios da interdisciplinaridade. A África tal como representada pelas ciências sociais e humanas não corresponde à realidade percepcionada pelas sociedades africanas ainda que verdadeira segundo os parâmetros académicos aceites. A História de África, não abdicando de se posicionar como disciplina e pensamento académico, deve partir, como método, da desconstrução das visões desajustadas para criar novas formas de pensar sobre África. Sobre este ponto, ver Elísio Macamo, "Estudos Africanos como metodologia das ciências sociais". Um estudo de caso convergente com esta proposta metodológica: Comentário a Donald Wright, "What do you mean that there were no tribes in Africa? Thoughts on boundaries and related matters in Precolonial Africa". — a constatação de que a percepção ocidental das sociedades africanas (e outras) a partir dos seus limites ou fronteiras não dá conta das lógicas africanas. O exemplo do antigo “reino” do Niumi: um reino ou um estado à europeia? A ausência de limites ou fronteiras da forma como os europeus as pensaram e projectaram em mapas (como um poder territorializado), mas antes o reconhecimento da autoridade baseada no controle exercido por um chefe ou por lideranças sobre pessoas. A fluidez e carácter circunstancial daquilo que convencionámos designar por identidade étnica. Os diferentes níveis de identidade, ou formas de identificação, coexistentes, mais relevantes do que a identidade étnica.
Em torno do conceito de tribo
27 Fevereiro 2026, 08:00 • Carlos Almeida
apresentação e discussão de dois textos:
Os condicionamentos epistemológicos da produção do conhecimento sobre África
26 Fevereiro 2026, 15:30 • José Augusto Nunes da Silva Horta
Geografia de África
25 Fevereiro 2026, 08:00 • Carlos Almeida
a representação cartográfica de África, da projecção de Mercator à dimensão real do continente; zonas ecológicas e desafios ambientais; a geografa como condicionante, mas não determinante