Sumários

Almeida Garrett — 5

9 Março 2026, 08:00 Amândio Reis

1. Regresso às estrofes finais do c. I; consolidação, por via de acções e de palavras actuantes, dos perfis das três figuras centrais: a cordura do gentil guerreiro; a caridade do missionário espanhol; a condição estrangeira de Jau.

2. Proposta de análise do c. II enquanto reconfiguração moderna e sincrética de: (1) modelos épicos, no episódio da (metafórica) descida aos infernos, na visita do herói-poeta, "em sonho", ao jazigo de Natércia; (2) modelos trágicos, pelo papel da anagnórise na revelação, "malfadada", das identidades de Natércia e do "guerreiro incógnito"; (3) sensibilidade Romântica, no desenvolvimento de um imaginário sepulcral; na atmosfera nocturna; na constituição de um universo dominado por sentimentos, pulsões e intuição; na sugestão do sobrenatural; na exploração de um substracto lendário de antigos amores nefastos, de Pedro e Inês (citação d'Os Lusíadas na epígrafe deste canto) ao decalque shakespeariano.


Almeida Garrett — 4

4 Março 2026, 08:00 Amândio Reis

Aula especial de enquadramento de Camões na obra de Garrett e de Garrett na literatura portuguesa e no século XIX, com a presença da Professora Helena Carvalhão Buescu.


Almeida Garrett — 3

2 Março 2026, 08:00 Amândio Reis

1. Recapitulação: a inscrição do autor empírico no poema (sujeito lírico e/ou João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett), a inscrição do poema na História (1825 e/ou 1570), a inscrição da História na poesia (as Notas e/ou o Poema).

1.1. Continuação da leitura e da análise do canto I de Camões; considerações em torno do conflito diplomático em torno do escravo Jau enquanto expressão do problema ético no cerne desse canto inaugural; dinâmicas de um retrato: entre a recuperação histórica e mítica de Camões e a sua remodelação enquanto herói-poeta consentâneo com o perfil Romântico.


Almeida Garrett — 2

25 Fevereiro 2026, 08:00 Amândio Reis

1. Sobre textos e pretextos: observações em torno do prefácio de Camilo Castelo Branco, "Apontamentos Biográficos", preparado para a edição de Teófilo Braga de Camões em 1880.

1.1. Ainda o problema do retrato do poeta: Garrett no espelho de Camões? — erros e acertos de um lugar-comum; a Poesia e a História — notas sobre uma complexa relação e sobre a aliança entre facto e fantasia em Camões; Camões, o poeta, remodelado pelo Romantismo e/ou o Romantismo português modelado no poeta Camões.
2. Início da leitura e da análise do c. I de Camões: a invocação à Saudade; o mapeamento do exílio e a apresentação do autor na 1.ª pessoa do singular; a transição para a fantasia poética e o retrato do "gentil guerreiro" (ainda) sem nome.


Almeida Garrett — 1

23 Fevereiro 2026, 08:00 Amândio Reis

1. Dados para uma compreensão histórica da escrita e da edição de Camões; da 1.ª edição, em 1825, à 4.ª edição, em 1854 (ano da morte do autor); da juvenília à obra de maturidade; do exílio à consagração.

1.1. Garrett nos seus próprios termos, no prefácio "Na Primeira Edição": "Não sou clássico nem romântico" (p.42); Garett nos termos de Carlos Reis: "o irrefreável impulso romântico para a subversão" (p.9).
1.2. Duas chaves de leitura para Camões, correspondentes, também, a formas de concretização do carácter inovador do poema: (1) retrato enviesado de um escritor em movimento (Carlos Reis); (2) poema-epitáfio, na senda de Os Lusíadas, composto e interpretável "sob o signo funéreo" (Helena Carvalhão Buescu).
1.3. Notas em torno de um inusitado elemento paratextual: o poema de Mlle. Pauline de Flauguergues.