Sumários

Expansão romana e cultura

12 Março 2026, 14:00 Paolo Garofalo

Esta lição percorre o arco da expansão romana, iniciando-se com a vitória sobre Veios e a consolidação do domínio no Lácio. Analisa-se a projeção peninsular de Roma através das Guerras Samnitas e do confronto com Taranto, que marcou o primeiro contacto sistemático com a Magna Grécia. A narrativa prossegue com as Guerras Púnicas, momento em que a derrota de Cartago transforma Roma numa potência marítima e transcontinental. Esta expansão geográfica provocou uma profunda transformação cultural: a entrada massiva de influências helénicas e a chegada de cativos de guerra eruditos. O foco recai sobre a figura de Lívio Andrónico, escravo grego de Taranto, cuja tradução da Odisseia e produção de peças teatrais marcam o nascimento formal da literatura latina. Conclui-se que a literatura em Roma não surge de um isolamento cultural, mas como um subproduto direto da conquista militar e da subsequente helenização das elites romanas.


Res Publica

10 Março 2026, 14:00 Paolo Garofalo

Esta lição examina a génese da República Romana em 509 a.C., centrando-se na substituição do poder monárquico pelo consulado colegial e anual. A análise detalha a arquitetura do novo regime, fundamentada no equilíbrio entre a autoridade do Senado, o poder dos magistrados e a participação popular. Explora-se o funcionamento das assembleias, como os Comícios Centuriados, baseados na riqueza e no serviço militar, e os Comícios Tributos, organizados por divisões territoriais. A sessão dedica uma atenção particular ao Concilium Plebis e à figura do Tribuno da Plebe como mecanismos de defesa e representação social. Por fim, discute-se a natureza política de Roma sob o prisma da provocadora questão: teria sido a República uma democracia? O debate confronta a existência de elementos democráticos, como as eleições e o voto popular, com o peso real da aristocracia e a influência das clientelas, caracterizando o sistema como uma complexa oligarquia institucionalizada


A Monarquia

5 Março 2026, 14:00 Paolo Garofalo

Esta aula analisa o desenvolvimento de Roma durante o seu período monárquico, iniciando-se com a figura de Rómulo e a criação das instituições fundamentais, como o Senado e as cúrias. O percurso aborda a alternância entre a influência latino-sabina e o domínio posterior dos reis etruscos, que transformaram a cidade num centro urbano e monumental. Destaca-se a relevância das reformas de Sérvio Túlio na organização social e militar romana, baseada no censo. A análise culmina no reinado de Tarquínio, o Soberbo, cujo exercício tiranizante do poder precipitou a crise do modelo monárquico. O foco final recai sobre a revolta aristocrática liderada por Lúcio Júnio Bruto, que resultou na expulsão da dinastia etrusca em 509 a.C. e na fundação da República, marcando a rejeição definitiva da figura do Rex na cultura política romana.


Lugares das origens

3 Março 2026, 14:00 Paolo Garofalo

Esta lição analisa a dimensão espacial e documental das origens de Roma, focando nos lugares fundamentais que materializam a lenda. Inicia-se pela exploração de Lavínio e o significado religioso do Heroon de Eneias, conectando estes sítios à fundação de Alba Longa e à importância ritual do Mons Albanus como centro da liga latina. A sessão aprofunda a influência das fontes gregas e iconográficas, examinando o papel de Estesícoro e a relevância das Tabulae Iliacae na difusão do ciclo troiano no Lácio. Por fim, discute-se o processo de sistematização histórica realizado por Fábio Pintor, influenciado por Diocles de Pepareto, que resultou na criação da linhagem dos reis albanos. Esta construção genealógica é analisada como uma solução historiográfica necessária para preencher o hiato cronológico entre a queda de Troia e a fundação de Rómulo.


Origens de Roma

26 Fevereiro 2026, 14:00 Paolo Garofalo

Esta aula explora a complexa teia de tradições que fundamentam a génese de Roma, analisando a convergência entre a herança mítica e as evidências históricas. Aborda-se a linhagem troiana de Eneias e o papel de Ascânio-Iulo na legitimação da gens Iulia, contrastando estas narrativas com a lenda fundacional de Rómulo e Remo