Sumários

Não houve aulas, uma vez que o docente se encontrava em mobilidade no estrangeiro.

28 Maio 2026, 09:30 Rodrigo Furtado

Não houve aulas, uma vez que o docente se encontrava em mobilidade no estrangeiro.


Revisões. Balanço do semestre

26 Maio 2026, 09:30 Rodrigo Furtado

Revisões. Balanço do semestre


O colapso bizantino e sassânida: o fim do mundo antigo?

21 Maio 2026, 09:30 Rodrigo Furtado


1.     O fim da família de Justiniano (602).

1.1  A política de colaboração com os Persas: a intervenção nas disputas dinásticas e o favorecimento de Cosroés II (590-628).

1.2  A deposição e execução de Maurício (582-602) e da família imperial.

1.3  Focas (602-610) e o recomeço da guerra no Oriente: o início da guerra por Cosroés II – o regresso da instabilidade ao Oriente – a 1.ª fase: 602-610.

 

2.     Heráclio (610-641).

2.1  Origem arménia. O pai era exarca da África (600-610).

2.2  A revolta de Heráclio o velho: a conquista de Alexandria e do Chipre.

2.3  A expedição de Heráclio a Constantinopla e a deposição de Focas (610).

2.4  Um conflito civil prolongado que se associa à guerra com os Sassânidas.

 

3.     A guerra com os Sassânidas – a 2.ª fase – 610-626.

3.1  608: Raid até Calcedónia.

3.2  611: Captura de Cesareia da Capadócia.

3.3  613: Conquista de Antioquia.

3.4  614: Conquista de Damasco e Jerusalém.

3.5  617: Conquista de Alexandria e de Calcedónia. A chegada ao Egeu: saque de Éfeso

3.6  A perda do trigo do Egipto.

3.7  A desguarnição da fronteira do Danúbio e o saque dos Ávaros a Tessalónica (618).

3.8  A aliança Ávaros-Persas e o cerco a Constantinopla: 626.

3.9  A desagregação da máquina fiscal bizantina no Oriente.

3.10                A manutenção das cidades e do quadro administrativo romano.

3.11                Apocalipticismo e fim do mundo: o boom literário.

 

4.     A guerra com os Sassânidas – a 3.ª fase – 626-628.

4.1  A aliança com os turcos e a campanha de 627-628.

4.2  A batalha de Nínive (627). A rebelião persa contra Cosroés II, deposição e morte (628). A sucessão de Cavades II (628). A trégua. A Pérsia entra em guerra civil (628-632).

 

5.     A Paz (629).

5.1  A fronteira no Eufrates.

5.2  O regresso da Santa Cruz (630).

5.3  Um Império em sérios problemas: durante quinze anos sem abastecimento de trigo e sem impostos.

5.4  Grave crise fiscal: aumento da pressão fiscal. Re-centralização da máquina fiscal.

 

6.     A chegada dos muçulmanos.

6.1  Os primeiros raids na Palestina (629).

6.2  A conquista da Palestina e da Síria (634-638). A conquista de Jerusalém (638).

6.3  A conquista de Alexandria (642) e do Egipto (639-646).

6.4  A captura de Cartago (695).

 

7.     Motivos:

7.1  A destruição da máquina militar Romana.

7.2  Surpresa e desconhecimento.

 

8.     O fim da Antiguidade tardia?

8.1  A capital em Damasco e o califado Omíada: 661-750.

8.2  A ausência de ruptura arqueológica.

8.3  A tese de Henri Pirenne e a sua crítica: o fim do sistema mediterrâneo de economia-mundo (ca. 700-800)?

8.4  O que marca o fim da Antiguidade tardia?

Rodrigo Furtado

Bibliografia:

Haldon, J. (2002), ‘The reign of Heraclius. A context for change?’, The Reign of Heraclius (610–641): Crisis and Confrontation, Peeters, 1–16.

Cameron, Av. (2012), The Mediterranean World in Late Antiquity, AD 395-700. Routledge History of Classical Civilization, London, 168-207.

___________

Crone, P. (2005), Medieval Islamic political thought, Edinburgh.

Fisher, G. (2013), Between empires: Arabs, Romans, and Sasanians in late antiquity, Oxford.

Griffith, S. (1997), ‘Byzantium and the Christians in the world of Islam: Constantinople and the Church in the Holy Land in the Ninth Century’, Medieval Encounters 3, 231-265.

Hoyland, R. (2012), ‘Early Islam as a late antique religion’, The Oxford handbook of Late Antiquity, Oxford.

Howard-Johnston, J.D. (2010), Witnesses to a world crisis: historians and histories of the Middle East in the seventh century, Oxford.

Kaegi, W. E. (1992), Byzantium and the early Islamic conquests, Cambridge.

Kennedy, H. (1986), The Prophet and the age of the Caliphates: the Islamic Near East from the sixth to the eleventh centuries, London. 

Lapidus. I. M. (20022), A history of Islamic societies, Cambridge.

Madelung, W. (1997), The Succession to Muhammad: A Study of the Early Caliphate, Cambridge.

Robinson, C. (2010), The New Cambridge History of Islam. 1. The formation of the Islamic world (sixth to eleventh centuries), Cambridge.

 


Origens do Islão e desafio ao monoteísmo cristão.

19 Maio 2026, 09:30 Rodrigo Furtado

 

I. Reorientalização do Mediterrâneo: olhar para as conquistas muçulmanas como um classicista.

1.         Os processos culturais do Mediterrâneo como processos de orientalização cultural e civilizacional;

2.         A geografia da região: uma encruzilhada de continentes.

 

II. O ORIENTE MEDITERRÂNICO ANTES DAS CONQUISTAS

1. Uma região dinâmica, não em declínio

1.1   Alta densidade de povoamento (Negev, Síria, Palestina)

1.2  Agricultura intensiva (vinho, azeite, irrigação)

1.3  Cidades activas como centros administrativos e de mercado

2. Integração económica

2.1  Comércio de longa distância (Mediterrâneo, Mar Vermelho, Índia)

2.2  Redes complexas (Estado + iniciativa privada)

2.3  Produção regional excedentária


III. COMPLEXIDADE CULTURAL E RELIGIOSA

1. Pluralidade linguística

1.1  Grego como língua dominante administrativa

1.2  Aramaico, siríaco, árabe em expansão

1.3  Multilinguismo generalizado

2. Identidades fluidas

2.1  Língua ≠ identidade étnica

2.2  Sobreposição cultural (helenismo + tradições locais)

2.3  Emergência progressiva do árabe

3. Pluralismo religioso

3.1  Cristianismos diversos (calcedonianos, monofisitas, nestorianos)

3.2  Judeus

3.3  “Pagãos”

3.4  Tensões religiosas internas

 

IV. MUHAMMAD (CA. 570-632).

1.     Uma matriz comum: a influência judaico-cristã;

2.     Líder político-militar; legislador; líder religioso.

3.     A comunidade politico-religiosa (umma): crença num Deus único; apocalipticismo.

4.     O êxodo (hijra) para Medina (622).

5.     A guerra (jihād); a conquista de Meca (630).

6.     O califado.

 

V. RELIGIÕES DA ANTIGUIDADE TARDIA.

1.         Religião e política: o imperador ao serviço de Deus: criar a unidade política e religiosa do orbe a influência imperial.

2.         Religião e universalismo: Cristianismo - ultrapassar a cidade ou o povo; a conversão da espécie humana.

3.         Religião e verdade: o imperador ao serviço da imposição da verdade a todo o mundo. A verdade como afirmação racional.

4.         Religião e apocalíptica: a pregação do fim do mundo e a guerra contra Bizantinos e Sassânidas.

5.         Religião e livro: o Corão (Qur’an) (as 114 suras e a compilação em meados do s. VII).

Rodrigo Furtado

Bibliografia:

Donner, F. M. (2005), ‘The background to Islam’, The Cambridge Companion to the Age of Justinian, Cambridge University Press, 510–534.

Fowden, G. (2016), ‘Late Antiquity, Islam, and the first millennium: A Eurasian perspective’, Millennium 13.1, 2106, 5–28.

___________

Abulafia, D. (2012), The Great Sea: a human history of the Mediterranean, Oxford, 241-257.

Cameron, Av. (2012), ‘The Eastern Mediterranean – a region in ferment’, ‘A changed world’, The Mediterranean World in Late Antiquity AD 395-700, Routledge, 168-207.

Crone, P. (2005), Medieval Islamic political thought, Edinburgh.

Fisher, G. (2013), Between empires: Arabs, Romans, and Sasanians in late antiquity, Oxford.

Griffith, S. (1997), ‘Byzantium and the Christians in the world of Islam: Constantinople and the Church in the Holy Land in the Ninth Century’, Medieval Encounters 3, 231-265.

Howard-Johnston, J.D. (2010), Witnesses to a world crisis: historians and histories of the Middle East in the seventh century, Oxford.

Hoyland, R. (2012), ‘Early Islam as a late antique religion’, The Oxford handbook of Late Antiquity, Oxford.

Kaegi, W. E. (1992), Byzantium and the early Islamic conquests, Cambridge.

Kennedy, H. (1986), The Prophet and the age of the Caliphates: the Islamic Near East from the sixth to the eleventh centuries, London. 

Lapidus. I. M. (20022), A history of Islamic societies, Cambridge.

Madelung, W. (1997), The Succession to Muhammad: A Study of the Early Caliphate, Cambridge.

Robinson, C. (2010), The New Cambridge History of Islam. 1. The formation of the Islamic world (sixth to eleventh centuries), Cambridge.

 

 

 

 


Praga de Justiniano e “alterações climáticas”.

14 Maio 2026, 09:30 Rodrigo Furtado


1.     The Late Antique Little Ice Age (536-660): LALIA

1.1 Origem provável: o Inverno vulcânico (talvez causado por 3 erupções vulcânicas em Ilopango, El Salvador – 536, 540, 547).

1.2 Queda das temperaturas entre 2-2,7º. Período mais frio do final do Holoceno.

1.3 Excesso de chuvas.

1.4 As fontes (João Lido; ps-Zacarias): a nuvem de pó que obscureceu o céu durante cerca de um ano.

1.5 Consequências nas regiões húmidas europeias:

- quebra drástica da produção;

- colapso do mercado: afecta redes comerciais europeias;

- consequências demográficas;

- consequências sociais;

- consequências urbanas: maior pastoralismo; ruralização, migração para zonas altas;

- consequências fiscais;

- consequências militares.

- os relatos sobre as guerras góticas na Itália.

1.6 Consequências no Norte de África, Oriente e Arábia.

               - aumento da produção;

               - consequências demográficas;

- consequências sociais;

- consequências urbanas;

- consequências fiscais;

- consequências militares.

1.7 O problema das campanhas militares de Justiniano: alimentadas a partir do Oriente.

                  - o aumento fiscal no Oriente;

                  - a desvalorização da moeda.

1.8 As consequências nas estepes euroasiáticas: o aparecimento dos Turcos no Cáucaso e Ásia Central e as migrações de Ávaros e Lombardos.


 2.     A peste bubónica (Yersinia pestis).

2.1 541 – Pelúsio. A região mais dinâmica do Mediterrâneo.

2.2 542: Constantinopla.

2.3 543: Itália e Gália. Arménia. Pérsia.

2.4 Relação com LALIA: favorece propagação da peste.

2.5 Até 25% de mortalidade.

2.6 Ondas contínuas de peste endémica.

 

3.     Um Império muito enfraquecido.

- o esforço de guerra numa terra pobre;

- o esforço de guerra financiado pelo oriente;

- menos gente.

- tensões sociais crescentes.     

Rodrigo Furtado

Bibliografia:

Sarris, P. (2020), ‘Climate and Disease,’ A Companion to the Global Middle Ages, Blackwell-Willey, 511-538.

Büntgen, U. et alii (2016), ‘Cooling and societal change during the Late Antique Little Ice Age from 536 to around 660 AD’, Nature Geoscience 9, 231-236.

-------

Büntgen, U., Myglan, V., Ljungqvist, F. et al. (2016), ‘Cooling and societal change during the Late Antique Little Ice Age from 536 to around 660 ADNature Geoscience 9, 231–236.

Haldon, J. et al. (2018), ‘Plagues, climate change, and the end of an empire: A response to Kyle Harper’s The Fate of Rome (3): Disease, agency, and collapse,” History Compass 16:

Harper, K. (2017), The Fate of Rome: Climate, Disease and the End of An Empire, Princeton.

Horden, P. (2005), ‘Mediterranean Plague in the Age of Justinian’, The Cambridge Companion to the Age of Justinian, Cambridge, 134-60.

https://doi.org/10.1111/hic3.12507.

Keller, M. et al. (2018), ‘Ancient Yersinia pestis genomes from across Western Europe reveal early diversification during the First Pandemic (541-750)’, 1-32 http://dx.doi.org/10.1101/481226.

Little, L. K., ed. (2007), Plague and the End of Antiquity – The Pandemic of 541-750, Cambridge.

McCormick, M. (2015), ‘Tracking Mass Death During the Fall of Rome’s Empire (I), Journal of Roman Archaeology 28, 325-357.

McCormick, M. (2015), ‘Tracking Mass Death During the Fall of Rome’s Empire (II), Journal of Roman Archaeology 29, 1004-1046.

Mordechai, L, Eisenberg, M. (2019), ‘Rejecting Catastrophe: the case of the Justinianic Plague’, Past & Present.

Mordechai, L, Eisenberg, M., et al. (2019). ‘The Justinianic Plague: An inconsequential pandemic?’, PNAS https://doi.org/10.1073/pnas.190379711

Sarris, P. (2002), ‘The Justinianic Plague: Origins and Effects’, Continuity and Change 17, 169-182.

Sarris, P. (2007), ‘Bubonic Plague in Byzantium: The Evidence of Non-Literary Sources’, Plague and the End of Antiquity – The Pandemic of 541-750, Cambridge, 119-134.

Sarris, P. (2011), Empires of Faith: The Fall of Rome to the Rise of Islam, 500-700. Oxford.

Wagner, D. M. et al. (2014), ‘Yersinia pestis and the Plague of Justinian 541-543 AD: A Genomic analysis’, Lancet Infectious Diseases. 319-26