Sumários
Pagãos vs. Cristãos: incompreensões, confrontos, adptações e pseudomorfose.
24 Fevereiro 2026, 09:30 • Rodrigo Furtado
I. O prólogo do Evangelho de João.
‘No princípio (archê) existia o Logos; o Logos estava em Deus; e o Logos era Deus. No princípio (archê) ele estava em Deus. Por ele é que tudo começou a existir; e sem ele nada do que existiu existiria. Nele é que estava a Vida. E a Vida era a Luz dos homens. A Luz brilhou nas trevas, mas as trevas não a comprenderam. [...] [O Logos] era a Luz verdadeira, que, ao vir ao mundo, ilumina todo o ser humano. Ele estava no mundo e por ele o mundo veio à existência’ (Jo. 1.1-5; 9-10a).
II. A Helenização do Mediterrâneo Oriental: o Judaísmo helenizante
1. Crioulização do Judaismo;
2. Debates em torno da helenização dos Hebreus: sábado; restrições da dieta; circuncisão; Templo; teologia; prosélitos.
III. O Cristianismo como religião de mistérios filosófica ou uma filosofia de mistérios religiosa.
1. Características:
a) morte e ressurreição;
b) a ligação às estações;
c) a salvação
2. A diversidade do cristianismo primitivo.
3. A fusão entre ritual, filosofia, moralidade e individualidade.
IV. O crescimento do Cristianismo (ss. I-III d.C.).
1. Números:
a) 100 d.C.: ca. 7000 | 0,01%
b) 200 d.C.: ca. 200000 | 0,33%
c) 300 d.C.: ca. 6000000 | 10%
2. Onde?
a) Cidades: ca. 2000 cidades; ca. 12 milhões de pessoas em cidades; 48 milhões no campo.
b) Cristãos “urbanos”? Talvez 3 milhões = 25% dos habitantes de cidades.
c) Cristãos “rurais”? Talvez 3 milhões = 6,25% dos habitantes do campo.
V. A negligência: A decadência da religiosidade cívica.
“Imaginei na minha cabeça o tipo de procissão que seria, com um homem a ter visões sonho: animais para sacrifícios, libações, refrões em honra do deus, incenso e os jovens da cidade a rodear o santuário, com as suas almas adornadas com toda a santidade e eles próprios vestidos com vestes brancas e esplêndidas. Mas quando entrei no santuário, não encontrei incenso, nem um bolo, nem um animal para sacrifício. Nesse momento fiquei espantado e pensei que ainda estava fora do santuário e que estavam à espera de um sinal meu, dando-me essa honra por eu ser o sumo pontífice. Mas quando comecei a indagar que sacrifício a cidade pretendia oferecer para celebrar a festa anual em honra do deus, o sacerdote respondeu: 'Trouxe comigo da minha casa um ganso como uma oferenda ao deus, mas a cidade desta vez não fez preparativos.” Juliano, Misopogon (sobre o santuário de Apolo em Dafne, perto de Antioquia).
Rodrigo furtado
Questões para estudo:
1. Como é que podemos entender o Cristianismo como uma “religião do mundo romano”?
2. Em que medida a cristianização do Império Romano resultou da iniciativa dos imperadores (especialmente Constantino e seus sucessores) ou de transformações estruturais anteriores, que favoreceram a difusão do cristianismo?
3. Como se explica a persistência do paganismo e da diversidade religiosa no século IV, apesar do crescente apoio imperial ao cristianismo e da legislação cada vez mais restritiva contra os cultos tradicionais?
Bibliografia sumária:
Humphries, M. (2018), ‘Christianity and paganism in the Roman Empire, 250–450 CE’, A companion to religion in Late Antiquity, Malden, MA, 61-80.
………………………………………
Brown, P. (2013rev.), Christianity and empire’, The rise of Western Christendom: triumph and diversity, A.D. 200–1000, Blackwell, 54-71.
………………………………………
Athanassiadi, P, Frede, M., ed. (2002), Pagan monotheism in Late Antiquity, Oxford.
Beard, M., North, J. North, Price, S. (1998), Religions of Rome, 2 vol., Cambridge, 1998
Bingham, D. J., ed. (2010), The Routledge companion to Early Christian thought, London, New York.
Clark, G. (2004), Christianity and Roman Society, Cambridge.
Harvey, S. A.-Hunter, D. G., ed. (2008), The Oxford Handbook of Early Christian Studies, Oxford.
MacMullen, R., Lane, P. (1992), Paganism and Christianity 100-425 CE: A Sourcebook, Minneapolis.
Mitchell, M. M.-Young, F. M., ed. (2006), The Cambridge History of Christianity. 1. Origins to Constantine, Cambridge.
Mitchell, S.-Van Nuffelen, P., ed. (2010), One God: Pagan Monotheism in the Roman Empire, Cambridge.
North, J.A. and Price S.R.F., eds. (2011), The Religious History of the Roman Empire: Pagans, Jews and Christians, Oxford.
Rüpke, J. (2007), Religion of the Romans, Malden, MA.
Rüpke, J., ed. (2008), A Companion to Roman Religion, Malden, MA.
Constantino e a construção da máquina imperial
19 Fevereiro 2026, 09:30 • Rodrigo Furtado
I. O caos depois da abdicação (305-313)
1. A abdicação de Diocleciano e Maximiano (305): quando tudo parecia ainda correr bem.
1.1 Novos Augustos: Constâncio I (Ocidente) e Galério (Oriente); novos Césares: Severo e Maximino Daia. A oposição de Diocleciano à sucessão hereditária e a eliminação dos filhos biológicos.
1.2 A rápida morte de Constâncio (306): espoleta-se a crise – as revoltas de Constantino e de Maxêncio.
1.3 Os confusos anos 306-312: o colapso da tetrarquia.
1.4 O nomen: Flauius (depois de 312). As potencialidades de um apelido (a relação com Vespasiano e Tito).
2. O problema da conversão de Constantino.
2.1 O sonho da véspera da ponte Mílvia: o
. A visão: Ἐν τούτῳ νίκα/in hoc signo uinces.
3. Um imperador cristão?
3.1 O edicto conjunto “de Milão” e a tolerância do Cristianismo (313).
3.2 O favorecimento do Cristianismo: a devolução da propriedade; a isenção de impostos; a isenção do serviço decurial; a construção de basílicas: São Pedro; São Paulo; Santo Sepulcro; os primeiros apelos ao imperador como árbitro (317); a intervenção nas discussões doutrinais: o concílio de Niceia (325).
3.3 A tolerância para com os cultos pagãos. As maiores resistências: o mundo rural; as legiões; os filósofos.
4. A fundação de Constantinopla (330)
4.1 A derrota de Licínio em Crisópolis (324).
4.2 A localização estratégica de Bizâncio: defesa, economia e estratégia.
4.3 Qual o problema de Roma? O deslocamento do eixo do império para fora de Itália.
4.4 A ‘nova Roma’: uma cidade planeada para ter tudo o que Roma deveria ter.
Rodrigo furtado
Questões de estudo
- Quais foram os factores estruturais que conduziram ao colapso da Tetrarquia e de que modo a ascensão de Constantino revela tanto a fragilidade do sistema como a persistência da lógica dinástica e militar no poder imperial?
- Até que ponto a política religiosa de Constantino representou uma cristianização activa do Império ou antes uma estratégia pragmática de legitimação que procurou conciliar apoio cristão com a cooperação de elites ainda maioritariamente pagãs?
- Que implicações teve a fundação de Constantinopla para o equilíbrio político e administrativo do Império: deslocação efectiva do centro de poder para o Oriente, instrumento de controlo estratégico das fronteiras, ou reconfiguração simbólica que preservou a importância institucional de Roma?
Bibliografia Sumária
Lenski, N. (2014), ‘The Reign of Constantine’, The Cambridge Companion to the Age of Constantine, Cambridge University Press, 59-90
..………………………………………
Salzman, M. R. (2021),’The Constantinian compromise’, The falls of Rome: Crises, resilience, and resurgence in Late Antiquity, Cambridge University Press, 2021, 36-95
..………………………………………
Barnes, T. D. (1981), Eusebius and Constantine, Cambridge, MA, London.
Barnes, T. D. (1982), The new empire of Diocletian and Constantine, Cambridge, MA, London.
Drake, H. A. (2000), Constantine and the bishops: the politics of intolerance, Baltimore.
Jones, A. H. M. (1948), Constantine and the conversion of Europe, London.
Lenski, N. (2006), ‘The reign of Constantine’, The Cambridge Companion to Constantine, Cambridge, 59-90.
Lieu, S. N. C., Montserrat, D. (1996), ed., From Constantine to Julian: pagan and Byzantine views on Constantine, London.
Lieu, S. N. C., Montserrat, D., ed. (1998), Constantine: history, historiography and legend, London-New York.
Potter, D. S. (2004), The Roman Empire at Bay. AD 180-395, London, New York.
Potter, D. S. (2006), ‘The transformation of the Empire: 235-337 CE’, The Companion to the Roman Empire, Malden, MA, Oxford.
D. S. Potter, ‘The transformation of the Empire: 235-337 CE’ (2006).
Van Dam, R. (2007), The Roman revolution of Constantine, Cambridge, 283-316.
Houve alguma crise no século III? Cinquenta anos alucinantes e a solução (?) da tetrarquia.
12 Fevereiro 2026, 09:30 • Rodrigo Furtado
I. As debilidades do Império.
1. O que é um imperador? Problemas de sucessão e de ideologia.
2. A extensão e diversidade da fronteira. A desmilitarização do Mediterrâneo.
II. O que caracteriza a ‘crise do século III’?
1. As ameaças externas:
1.1 Os Sassânidas:
1.1.1 A dinastia sassânida: Ardashir I (224-242) – o ataque à Mesopotâmia e à Arménia e os raides pela Síria.
1.1.2 A incapacidade de resposta romana: a humilhante derrota de Valeriano na batalha de Edessa (260).
1.2 A pressão germânica no Reno-Danúbio. A incapacidade da resposta romana: a derrota de Décio em Abrito (Mésia Inferior). O abandono da Dácia (Aureliano).
2. O problema sucessório.
2.1 Como? Quem sanciona? Quem pode ser escolhido? Onde?
2.2 Pelo menos 30 imperadores entre 235 e 285. Apenas um não foi assassinado.
2.2.1 Pela guarda pretoriana; por inimigos; por rivais; pelos seus legionários;
2.2.2 O papel dos exércitos: perante a instabilidade militar e a irrelevância de Roma.
2.2.3 Os imperadores gálicos: Póstumo e sucessores;
2.2.4 Zenóbia e Vabalato: o reino de Palmira?
2.3 Imperadores que não são estritamente romanos: líderes militares de origens diversas; a incapacidade do Senado – a resistência a Maximino e a irrelevância de Pupieno e Balbino (235-238)
III. Diocleciano (244-311).
1. Uma personagem obscura.
1.1 Um imperador de origem obscura: o filho de um liberto; da Dalmácia.
1.2 A vitória sobre Carino na batalha de Margo (284).
2. A preeminência ideológica do imperador: a vitória da ideologia monárquica de raiz oriental.
2.1 A sacralização da figura imperial em vida: Iouius; Herculius;
2.2 A criação de uma etiqueta de distanciamento de matriz oriental. A influência persa - a púrpura e o diadema; a distância protocolar (e.g. entradas nas cidades); o cerimonial de corte. A proskynesis.
2.3 O afastamento de Roma;
3. O sistema da tetrarquia.
3.1 Dois Augustos e dois Césares: Diocleciano e Maximiano; Galério e Constâncio. Os casamentos com Valéria e com Teodora.
3.2 Nicomédia-Antioquia; Milão-Trier. A secundarização de Roma.
3.3 A primeira vista de Diocleciano a Roma: os uicennalia de 303.
Questões de Estudo
1. Em que medida a Tetrarquia deve ser entendida como resposta pragmática à instabilidade militar do século III e/ou como projecto institucional coerente de reorganização do poder imperial?
2. Até que ponto as reformas administrativas e a ideologia imperial da época de representaram ruptura estrutural com o Principado, ou antes aprofundamento de tendências já em curso?
3. Que relação existe entre a sacralização crescente da figura imperial (Iovius/Herculius, cerimonial, distanciamento de Roma) e a necessidade de reforçar legitimidade num contexto de sucessões instáveis e autoridade militarizada?
Bibliografia Sumária
Corcoran, S. (2006), ‘Before Constantine’, The Cambridge Companion to Constantine, Cambridge, 35-58.
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Bowman, Alan K. (2005), ‘Diocletian and the first tetrarchy. AD. 284–305’, The Cambridge Ancient History, 12. The Crisis of Empire, A.D. 193–337, 2.nd ed., Cambridge University Press, 67-89.
..………………………………………
Barnes, T. D. (1981), Eusebius and Constantine, Cambridge, MA, London.
Barnes, T. D. (1982), The new empire of Diocletian and Constantine, Cambridge, MA, London.
Blois, L. de (2001), ‘The crisis of the third century A.D. in the Roman empire: a modern myth?’, The transformation of economic life under the Roman empire, Amsterdam, 204-217.
Corcoran, S. (20002), The empire of the tetrarchs: imperial pronouncements and government. AD 284-324, Oxford.
Drake, H. A. (2000), Constantine and the bishops: the politics of intolerance, Baltimore.
Potter, David S. (2006), ‘The transformation of the Empire: 235-337 CE’, The Companion to the Roman Empire, Malden, MA, Oxford.
Hekster, O. (2008), Rome and its Empire, AD 193-284, Edinburgh.
Jones, A. H. M. (1948), Constantine and the conversion of Europe, London.
Le Bohec, Y. (2009), L’armée romain dans la tourmente : une nouvelle approche de la «crise du siècle III», Monaco.
Lieu, S. N. C., Montserrat, D. (1996), ed., From Constantine to Julian: pagan and Byzantine views on Constantine, London.
Lieu, S. N. C., Montserrat, D., ed. (1998), Constantine: history, historiography and legend, London-New York.
Van Dam, R. (2007), The Roman revolution of Constantine, Cambridge.
Van Dam, R. (2011), Remembering Constantine at the Milvian bridge, Cambridge.
White, J. F. (2005), Restorer of the World: the Roman Emperor Aurelian, Spellmount.
Williams, S. (1985), Diocletian and the Roman Recovery, London, New York.
Apresentação. Programa. Avaliação. Planificação
10 Fevereiro 2026, 09:30 • Rodrigo Furtado
1. Programa |
Esta unidade curricular propõe uma análise histórica e cultural das profundas transformações que marcaram o mundo mediterrâneo entre os séculos III e VII, período convencionalmente designado como Antiguidade Tardia. Partindo da crise do século III e das reformas imperiais, o curso acompanha a reconfiguração das estruturas políticas, administrativas e militares do império, a emergência do cristianismo como força central de organização social e simbólica, e a progressiva transformação do Mediterrâneo romano num espaço de poderes plurais e identidades em negociação.
O curso organiza-se em torno de problemas fundamentais — continuidade e ruptura, centro e periferia, universalismo imperial e particularismos regionais, integração e diferenciação cultural —, procurando compreender de que modo o mundo mediterrâneo se adaptou a contextos de mudança prolongada entre os séculos IV-VIII. Serão analisadas as novas formas de legitimação do poder, a relação entre autoridade política e religiosa, a construção de identidades pós-romanas e a formação de reinos e estruturas imperiais alternativas no Ocidente e no Oriente.
2. Avaliação |
2 testes (50%+50%)
· 10 perguntas de resposta rápida: 50 pontos
- 2 perguntas de resposta média: 80 pontos
· 1 pergunta de desenvolvimento: 70 pontos
1.º teste: 9 de Abril de 2026
2.º teste: 2 de Junho de 2026
Notas:
· A avaliação segue o Regulamento de Avaliação dos Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (RAE) –
- Assiduidade: A assiduidade é apreciada, mas não é valorizada na avaliação.
- Participação: A participação pode ser valorizada na avaliação.
3. Planificação |
Aula | Leitura principal | Leitura complementar |
#1 Crise do século III e tetrarquia | Simon Corcoran, ‘Before Constantine’, The Cambridge Companion to the Age of Constantine, Cambridge Univeristy Press, 2006, 35-58. | Alan K. Bowman, ‘Diocletian and the first tetrarchy. AD. 284–305’, The Cambridge Ancient History, 12. The Crisis of Empire, A.D. 193–337, 2.nd ed., Cambridge University Press, 2005, 67-89. |
#2 Constantino e a máquina imperial. | Noel Lenski, ‘The Reign of Constantine’, The Cambridge Companion to the Age of Constantine, Cambridge University Press, 2014, 59-90. | Michele Renée Salzman,’The Constantinian compromise’, The falls of Rome: Crises, resilience, and resurgence in Late Antiquity, Cambridge University Press, 2021, 36-95. |
#3 Pagãos vs. Cristãos: incompreensões, confrontos e pseudomorfose. | Mark Humphries, ‘Christianity and paganism in the Roman Empire, 250–450 CE’, A companion to religion in Late Antiquity, Blackwell, 61-80. | Peter Brown, ‘Christianity and empire’, The rise of Western Christendom: triumph and diversity, A.D. 200–1000, 2nd ed. rev., Blackwell, 2013, 54-71. |
#4 Ciceronianus e/ou Christianus: cultura clássica, escola e identidade | Maijastina Kahlos, ‘Individuals, groups, and plural possibilities in Late Antiquity’, ‘Otherness outside: Making pagans’, Religious Dissent in Late Antiquity, 350–450, Oxford University Press, 2020, 85-104. | Hildegund Mülle, ‘Challenges to Classical education in Late Antiquity: The case of Augustine of Hippo’, A Companion to Ancient Education, Blackwell, 2015, 358-371. |
#5 “Máquina para a eternidade”: novas estruturas político‑administrativas | Cristopher Kelly, ‘Bureaucracy and government’, The Cambridge companion to Constantine, Cambridge University Press, 2006, 183-204. | Gilles Bransbourg, ‘The later Roman Empire’, Fiscal regimes and the political economy of premodern states, Cambridge University Press, 2015, 258-281. |
#6 Perspectivas locais e regionais: urbanismo, sociedade e economia | A. D. Lee, ‘Urban continuity and change’, From Rome to Byzantium AD 363 – 565, Edinburgh University Press, 2013, 199-222. | S. T. Loseby, ‘Mediterranean Cities’, A Companion to Late Antiquity, Blackwell, 2009, 139-155. |
#7 “Invasões bárbaras” e etnicidade: migração, integração e construção de identidades | Guy Halsall, ‘The Barbarian invasions’, The New Cambridge Medieval History. 1. 500-700, Cambridge University Press, 2005, 35–55. | Guy Halsall, The Barbarian migrations and the Roman West, Cambridge University Press, 2012, 165-283. |
#8 O fim do Império Romano do Ocidente (425–476): política, guerra civil e erosão do centro. | Guy D. Middleton, ‘The Fall of the Western Roman Empire’, Understanding Collapse: Ancient History and Modern Myths, 2017, 182-212. | Brian Ward-Perkins, The fall of Rome and the end of civilization, Oxford University Press, 2005, 87-168.
|
#9 O que aconteceu em 476? | Jeroen W. P. Wijnendaele, ‘The final Western emperors, Odoacer and Late Roman Italy’s resilience’, Late Roman Italy: imperium to regnum, Edinburgh University Press 2023, 86-107. | Michele Renée Salzman,’Why Gibbon was wrong’, The falls of Rome: Crises, resilience, and resurgence in Late Antiquity, Cambridge University Press, 2021, 197–242. |
#10 Os reinos ocidentais: Ostrogodos. | John Moorhead, ‘Ostrogothic Italy and the Lombard invasions’, The New Cambridge Medieval History 1. 500-700, Cambridge University Press, 2008, 140-161. | Chris Wickham, ‘The form of the state’, Framing the Early Middle Ages. Europe and the Mediterranean. 400–800, Oxford University Press, 2005, 56-150. |
#11 Os reinos ocidentais: Francos. | Paul Fouracre, ‘From Gaul to Francia: The impact of the Merovingians’, The Oxford Handbook of the Merovingian World, Oxford University Press, 35-51. | Yitzhak Hen, ‘The Merovingian polity: A network of courts and courtiers’, The Oxford Handbook of the Merovingian World, Oxford University Press, 217-237. |
#12 Continuistas: migrações, integrações, pseudomorfose, “Local Romanness”. | Peter Brown, ‘Virtutes sanctorum … strages gentium: “Deeds of Saints … Slaughter of Nations”’, The Rise of Western Christendom Triumph and Diversity. A.D. 200–1000, Blackwell, 2nd ed. rev. 2013, 93-122.
| Andrew Wallace-Hadrill, “The end of the Ancient City?’, The idea of the city in Late Antiquity. A study in resilience, Cambridge University Press, 2025. 1–32. |
#13 Suevos e poderes regionais: formação política no Noroeste (sécs. V–VI) | Michael Kulikowski, ‘The Suevi in Gallaecia: An Introduction’, Culture and Society in Medieval Galicia: A Cultural Crossroads at the Edge of Europe, Brill, 2015, 131–145. | Pablo C. Díaz, Luis R. Menéndez-Bueyes, ‘Gallaecia in Late Antiquity: The Suevic Kingdom and the Rise of Local Powers’, Culture and Society in Medieval Galicia: A Cultural Crossroads at the Edge of Europe, Brill, 2015, 146–175. |
#14 Os visigodos e a Hispânia no século VI. | M. Kulikowski, ‘The Earlier Sixth Century and the Goths in Spain’, Late Roman Spain and its cities, The Johns Hopkins University Press, 2011, 256-286.
| Javier Arce, ‘The Visigoths in Hispania: New perspectives on their arrival and settlement’, The Visigothic Kingdom: The Negotiation of Power in Post-Roman Iberia, Amsterdam University Press, 2020, 59-78. |
#15 O reino católico de Toledo: a unificação de Leovigildo-Recaredo e a consolidação da monarquia.
| Roger Collins, ‘The imposition of Unity, 507-586’, ‘The Catholic kingdom, 586-672’, Visigothic Spain, 409-711, Oxford University Press, 2004, 38-91 (ler as pp. 50-69).
| Rachel L. Stocking, ‘Consensus and conflict at the third council of Toledo’, Bishops, councils, and consensus in the Visigothic kingdom, 589–633, University of Michigan Press, 2000, 59–88.
|
#16 Vrbs regia Toletana: territorialização, institucionalização e concílios
| Pablo Díaz, Maria Rosario Valverde Castro, ‘The theoretical strength and practical weakness of the Visigothic monarchy of Toledo’, Rituals of Power: From Late Antiquity to the Early Middle Ages, Brill, 2000, 59–93.
| Paulo Pachá, ‘Beyond central and local powers: The general councils of Toledo and the politics of integration’, The Visigothic Kingdom: The Negotiation of Power in Post-Roman Iberia, Amsterdam University Press, 2020, 101-116. |
#17 Educação e cultura na Hispânia visigoda: o caso de Isidoro | Roger Collins, ‘Books and readers’, Visigothic Spain, 409-711, Oxford University Press, 2004, 147–173. | M. C. Díaz y Díaz, ‘Introducción general’, San Isidoro. Etimologías, Editorial Católica, 1976, 11-55.
|
#18 O Império de Teodósio II no Oriente. | Hugh Elton, ‘The Early Fifth Century, 395–455’,The Roman Empire in Late Antiquity, Cambridge University Press, 2018, 151-194 (até à p. 171). | Marijn Icks, ‘Kept in the Dark: Narratives of imperial seclusion in Late Antiquity’, Gaining and losing imperial favour in Late Antiquity, Brill, 2020, 173-192. |
#19 O triunfo de Constantinopla: o império romano no ano 500. | A. D. Lee, ‘Anastasius and the resurrection of imperial power’, From Rome to Byzantium AD 363 to 565, Edinburgh University Press, 2013, 159-177. | A. D. Lee, ‘The Eastern empire: Theodosius to Anastasius’, The Cambridge Ancient History. 14. Late antiquity. 425-600, Cambridge University Press, 2001, 33-62. |
#20 Justiniano e a reconquista do Ocidente | Peter Heather, ‘The western empire of Justinian’, Rome resurgent. War and empire in the age of Justinian, Oxford University Press, 2018, 269-302. | A. D. Lee, ‘The empire at war’, The Cambridge Companion to the Age of Justinian, Cambridge University Press, 2005, 113-133. |
#21 Praga de Justiniano e “alterações climáticas”. | Peter Sarris, ‘Climate and Disease,” A Companion to the Global Middle Ages, Blackwell, 2020, 511-538.
| Ulf Büntgen et alii, ‘Cooling and societal change during the Late Antique Little Ice Age from 536 to around 660 AD’, Nature Geoscience 9, 2016, 231-236.
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#22 Origens do Islão e desafio ao monoteísmo cristão. | Fred M. Donner, ‘The background to Islam’, The Cambridge Companion to the Age of Justinian Cambridge University Press, 2005, 510–534. | Garth Fowden, ‘Late Antiquity, Islam, and the first millennium: A Eurasian perspective’, Millennium 13.1, 2106, 5–28. |
#23 Colapso político bizantino, sassânida e visigótico: o fim do mundo antigo? | John Haldon, ‘The Reign of Heraclius. A Context for Change?’, The Reign of Heraclius (610–641): Crisis and Confrontation, Peeters, 2002, 1–16. | Averil Cameron, ‘The Eastern Medietrranean – a region in ferment’, ‘A changed world’, The Mediterranean World in Late Antiquity AD 395-700, Routledge, 2012, 168-207.
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