Sumários
O reino católico de Toledo: a unificação de Leovigildo-Recaredo e a consolidação da monarquia (aula leccionada pelo Dr. Bruno Santos)
23 Abril 2026, 09:30 • Rodrigo Furtado
1) A ascensão da família de Liúva I
1.1 – A relativa estabilidade do reinado de Atanagildo.
1.2 – O interregno e a proclamação de um rei numa região periférica.
1.3 – Co-reinado de Leovigildo. Precedentes imperiais. Leitura de Isidoro de Sevilha, História dos Reis dos Godos, Vândalos e Suevos, 45b:
Na era 605 (a.d.= 567), no segundo ano de Justino, o Menor, depois de Atanagildo, Liúva é posto à frente dos godos em Narbona, tendo reinado durante três anos.
Este, no segundo ano depois de ter chegado ao poder, nomeou o seu irmão Leovigildo não só como sucessor, mas também como parceiro no governo do reino e encarregou-o da Hispânia, enquanto ele próprio se contentava com a Gália. Assim, ainda que nenhum poder tolere um parceiro, o reino teve dois governantes.
1.4 – O casamento com Gosvinta: precedentes imperiais e aliança com a facção de Atanarico.
1.5 – As campanhas do tempo de Leovigildo. O controlo da maior parte da Península.
2) Imitatio imperii no tempo de Leovigildo
2.1 – Contexto: entidades políticas recentes sem tradições políticas antigas e consolidadas.
2.2 – Contexto: Cultura política definida em diálogo com as tradições e a memória do Império.
- a) continuidade do Império: deferência simbólica para com os imperadores em Constantinopla (exemplo da cunhagem de moeda pseudo-imperial), imagem do soberano como um membro da elite romana (exemplo de Teodorico).
- b) imitatio imperii: – afirmação de poder e independência imitando o Império Romano e apropriando-se de prerrogativas dos imperadores.
2.3 – Análise de Isidoro de Sevilha, História dos Reis dos Godos, Vândalos e Suevos, 51:
[Leovigildo] foi o primeiro entre os godos a envergar vestes reais e a sentar-se num trono, porque antes tanto as vestes como o assento eram os mesmos para o povo e para os reis. Também fundou uma cidade na Celtibéria, à qual chamou Recópolis, em nome do seu filho. Da mesma forma, corrigiu as leis que tinham sido irregularmente promulgadas por Eurico, acrescentando várias que estavam em falta e eliminando as supérfluas. Reinou durante dezoito anos e morreu de causas naturais em Toledo.
2.5 – Outros aspectos desta imitatio imperii: titulaturas e cunhagem de moeda em nome próprio. Leitura de um excerto de Procópio de Cesareia (História das Guerras, 7.33):
Antes, os francos eram amigos dos romanos mas agora tinham-se tornado inimigos. Eles não só recusaram aliar-se aos romanos como ousaram cunhar moedas de ouro em nome do seu próprio soberano, coisa que nenhum povo bárbaro alguma vez tinha feito, à excepção dos persas.
3) A questão religiosa no reino visigodo
3.1 – Recapitulação: o Concílio de Niceia e o arianismo; arianos e católicos no período tardo-imperial.
3.2 – O Arianismo nos reinos sucessores: factor de distinção étnico, dupla hierarquia religiosa.
3.3 – A guerra entre Leovigildo e Hermenegildo. Conflito religioso leva a um conflito político ou vice-versa?
3.4 – Os esforços de unificação religiosa de Leovigildo através do arianismo.
3.5 – Recaredo e a conversão dos visigodos ao catolicismo no III Concílio de Toledo (589).
3.6 – Catolicismo, ideologia política e imitatio imperii. Análise de João de Bíclaro, Crónica, 92:
No oitavo ano do imperador Maurício, que corresponde ao quarto ano do rei Recaredo.
Um santo concílio de 72 bispos de toda a Hispânia, Gália Narbonense e Galiza foi reunido na cidade de Toledo, por ordem do rei Recaredo. O cristianíssimo Recaredo esteve presente no concílio, dando aos bispos um relato da sua conversão e da sua profissão de fé, assim como de todos os sacerdotes e do povo godo. . . .
Recaredo fez renascer nos nossos tempos a imagem de Constantino o Grande, cuja presença iluminou o santo concílio de Niceia. . . . No presente concílio de Toledo, finalmente a perfídia de Ário foi cortada pela raiz. Portanto, desde o vigésimo ano do imperador Constantino até ao oitavo ano do imperador Maurício, que é o quarto ano do reinado de Recaredo, passaram-se 280 anos durante os quais a Igreja Católica lutou contra os ataques da heresia, mas pela graça de Deus finalmente saiu vitoriosa.
4) Breve discussão da sucessão real visigoda
4.1 – Métodos de sucessão no mundo romano e pós-romano
4.2 – Os Baltos e o período de Toulouse.
3.3 – Instabilidade pós-Vouillé: uma sucessão de golpes.
4.4 – Uma tentativa de regular a sucessão no IV Concílio de Toledo. Monarquia electiva e breve contextualização do papel político dos concílios de Toledo depois da conversão de Recaredo.
Bruno Santos
Rodrigo Furtado
Bibliografia Sumária
Collins, R. (2004), ‘The imposition of Unity, 507-586’, ‘The Catholic kingdom, 586-672’, Visigothic Spain, 409-711, Oxford University Press, 38-91.
Stocking, R. L. (2000), ‘Consensus and conflict at the third council of Toledo’, Bishops, councils, and consensus in the Visigothic kingdom, 589–633, University of Michigan Press, 59–88.
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Alvárez Palenzuela, V. A., ed. (2005), Edad Media. Historia de España, Barcelona.
Bowes, K. D.-Kulikowski, M. (2005), Hispania in Late Antiquity: current perspectives, Leiden.
Claude, D. (1998), ‘Remarks to the relationship between Visigoths and Hispano-Romans in the 7th Century’, Strategies of distinction: construction of ethnic communities, 300–800, Leiden.
Collins, R. (19952), Early Medieval Spain: Unity in Diversity, 400-1000, New York.
Ferreiro, A., ed. (1999), The Visigoths: Studies in Culture and Society, Boston.
Furtado, R. (2005), ‘Poder, diplomacia e religião no reino visigótico: a rainha Gosvinta’, Euphrosyne 34, 205- 223.
García Moreno, L. A. (2008r), Historia de España visigoda, Madrid.
Heather, P. (1999), The Visigoths from the Migration Period to the Seventh Century: An Ethnographic Perspective, Rochester, NY.
James, E., ed. (1980), Visigothic Spain: New Approaches, Oxford.
King, P. D. (1972), Law and Socety in the Visigothic Kingdom, Cambridge.
Kulikowski, M. (2004), Late Roman Spain and Its Cities, Baltimore.
Martin, C. (2003), La géographie du pouvoir dans l’Espagne visigothique, Lille.
Valverde Castro, M. R. (2000). Ideología, simbolismo y ejercicio del poder real en la monarquía visigoda: un proceso de cambio, Salamanca.
Os Visigodos e a Hispânia no século VI (aula leccionada pelo Dr. Bruno Santos)
21 Abril 2026, 09:30 • Rodrigo Furtado
Introdução: As fontes principais
- Os Consularia Caesaraugustana
- Isidoro e João de Bíclaro
- Gregório de Tours
- Procópio de Cesareia
Parte 1 – A história político-militar do reino visigodo entre Vouillé e Atanagildo
1) Contexto e rescaldo da batalha de Vouillé
1.1 – A afirmação do reino franco no norte da Gália.
1.2 – Batalha contra francos e burgúndios, derrota, morte em combate de Alarico II e colapso da maioria do território visigodo na Gália (incluindo Toulouse).
1.3 – A proclamação de Gelimero e a resistência na Septimânia.
1.4 – A intervenção bem-sucedida de Teodorico I na guerra. Ao quebrar o cerco de Carcassone apodera-se de:
- Amalarico, uma criança, meio-irmão de Gesaleico, neto do próprio Teodorico.
- O tesouro real visigodo (importância prática e simbólica do tesouro real nesta altura).
1.4 – Teodorico vs Gesaleico
2) O período ostrogodo
2.1 – Teodorico governa ambos os reinos. Como é que ele se apresenta no reino visigodo? Uma pista no vocabulário dos Consularia (94b):
Post Alaricum, Theodoricus Italie rex Gotthos regit in Hispania an. XV, Amalarici paruuli tutelam gerens.
Teodorico provavelmente justifica o seu poder através da tutela do seu neto órfão.
2.2 – Separação dos dois reinos no contexto da sucessão atribulada de Teodorico em Itália.
2.3 – Amalarico e Teudis.
- Um rei-criança agora adulto, mas sem poder (comparação com precedentes imperiais como Honório).
- O casamento de Teudis: uma estratégia de aliança com a aristocracia hispano-romana.
2.4 – Os reinados de Teudis e Teudiclo
3) Os reinados de Ágila e Atanagildo
3.1 – Ágila, Atanagildo e a intervenção imperial na Península Ibérica.
3.2 – Vitória de Atanagildo e relativa estabilidade.
Parte 2 – Como seria a Península Ibérica no início do século VI?
1) Controlar um território na Antiguidade
1.1 – Os nossos mapas como representação imperfeita do controlo do espaço pelas unidades políticas da Antiguidade.
1.2 – Nem mesmo o Império Romano - com a sua administração muito desenvolvida, capacidade militar, boas vias de comunicação, etc. - escapava a estas limitações:
1.3 – O caso visigodo:
- Incapacidade para exercer um domínio efectivo da Península Ibérica a partir da Gália.
- Mudança longa a partir de Vouillé.
- Em meados do século VI: uma parte do sul da Gália, a Tarraconense e o norte da Cartaginense
2) Os outros poderes da Península Ibérica
2.1 –Análise de dois excertos.
Isidoro de Sevilha, História dos Reis dos Godos, Vândalos e Suevos, 49b:
[Leovigildo] . . . conquistou os cântabros, tomou Aregia, submeteu toda a Sabária. Sucumbiram perante as suas armas muitas cidades rebeldes da Hispânia. Dispersou os soldados [imperiais] em muitas batalhas e tomou algumas praças que estes ocupavam. Levou a guerra aos suevos e submeteu o seu reino com admirável rapidez.
João de Bíclaro, Crónica:
27 – O rei Leovigildo invadiu a Sabária e derrotou os sapos, tendo toda a província ficado sob o domínio.
...
36 - O rei Leovigildo entrou nos montes Aregenses e capturou o senhor daquela região, chamado Aspídio, juntamente com a sua mulher, os seus filhos e o seu tesouro, incorporando assim esta região nos seus domínios.
...
61 – O rei Leovigildo tomou parte da Vascónia. . . .
2.2 – Os pequenos poderes locais:
- Resquícios de grupos pré-romanos como os bascos?
- Novas organizações sociais mais horizontais que se formaram em regiões rurais como resposta ao vazio de poder e aos momentos de insegurança?
- Novas organizações sociais da velha aristocracia hispano-romana?
- Grupos como os bagaudae do período tardo-imperial?
2.4 – As cidades
- as cidades e as suas elites não desaparecem com o colapso da administração imperial.
- Córdova contra os reis visigodos:
Isidoro, História dos Reis dos Godos, Vândalos e Suevos, 45b:
Na era DLXXXVII (=a.d. 549), no ano vinte e quatro do império de Justiniano, morto Teudisclo, Ágila é escolhido como rei e reina durante cinco anos.
Como este travava uma guerra contra a cidade de Córdoba e, por desprezo para com a religião católica, tinha profanado a igreja do beatíssimo mártir Acisclo . . . , pagou o castigo que merecia no combate contra os cidadãos de Córdoba. Vítima da vingança daquela guerra, não só perdeu o seu filho, que ali foi morto juntamente com uma grande quantidade de tropas, como também perdeu todo o tesouro real, repleto de importantes riquezas.
João de Bíclaro, Crónica, 20:
O rei Leovigildo tomou a cidade de Córdoba durante a noite. Esta cidade tinha-se revoltado contra os godos há muito tempo atrás. As tropas inimigas foram massacradas e a cidade foi subjugada.
- A lenta transição de poder das cúrias urbanas para o episcopado. O exemplo da ponte de Mérida: o papel do bispo na reparação de um edifício público.
- Breve análise das alterações na topografia urbana de Tarragona: transferência do culto cristão da periferia para o centro monumental.
Bruno Santos
Rodrigo Furtado
Bibliografia Sumária
Kulikowski, M. (2011), ‘The Earlier Sixth Century and the Goths in Spain’, Late Roman Spain and its cities, The Johns Hopkins University Press, 256-286.
Arce, J. (2020), ‘The Visigoths in Hispania: New perspectives on their arrival and settlement’, The Visigothic Kingdom: The Negotiation of Power in Post-Roman Iberia, Amsterdam University Press, 2020, 59-78.
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Alvárez Palenzuela, V. A., ed. (2005), Edad Media. Historia de España, Barcelona.
Bowes, K. D.-Kulikowski, M. (2005), Hispania in Late Antiquity: current perspectives, Leiden.
Claude, D. (1998), ‘Remarks to the relationship between Visigoths and Hispano-Romans in the 7th Century’, Strategies of distinction: construction of ethnic communities, 300–800, Leiden.
Collins, R. (19952), Early Medieval Spain: Unity in Diversity, 400-1000, New York.
Ferreiro, A., ed. (1999), The Visigoths: Studies in Culture and Society, Boston.
Furtado, R. (2005), ‘Poder, diplomacia e religião no reino visigótico: a rainha Gosvinta’, Euphrosyne 34, 205- 223.
García Moreno, L. A. (2008r), Historia de España visigoda, Madrid.
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James, E., ed. (1980), Visigothic Spain: New Approaches, Oxford.
King, P. D. (1972), Law and Socety in the Visigothic Kingdom, Cambridge.
Kulikowski, M. (2004), Late Roman Spain and Its Cities, Baltimore.
Martin, C. (2003), La géographie du pouvoir dans l’Espagne visigothique, Lille.
Valverde Castro, M. R. (2000). Ideología, simbolismo y ejercicio del poder real en la monarquía visigoda: un proceso de cambio, Salamanca.
Suevos e poderes regionais: formação política no Noroeste (sécs. V–VI)
16 Abril 2026, 09:30 • Rodrigo Furtado
1. O problema das fontes: Hidácio e os seus dependentes. João de Bíclaro. As Actas conciliares. A arqueologia e a numismática.
2. Números e espaços: a chegada dos Suevos - 25 mil pessoas? A Galécia: litoral e as cidades – Lugo, Astorga, Braga;
3. Empurrar para a Gallaecia: a pressão visigótica num contexto mais global – a incursão de Vália.
4. Regnum Sueuorum: grupo étnico + liderança militar;
5. Uma economia de saque em direcção ao sul: os objectivos? Mérida (439); Sevilha (441); Saragoça e Lérida (449).
6. O extraordinário reinado de Requiário: a imitatio imperii; a relação com os Visigodos; a conversão ao cristianismo católico.
7. Um novo rei dos Visigodos + um novo imperador: a batalha do rio Órbigo (5/10/456): regnum destructum et finitum est Sueuorum (Hyd. 168). A liquidação do Heerkönigtum de Ermerico,
8. O futuro difícil: o caos no Noroeste – uma diarquia (?): Frantán/Maldras; Frumário/Requimundo ou Remismundo.
9. As sete embaixadas de Teodorico II à Galécia (460-468): a normalização sob a égide visigoda – o rei Remismundo e a conversão ao arianismo – significado político.
10. Quem manda na Hispânia?
i. O desaparecimento dos Suevos.
ii. As cidades: onde restava a administração local romana. Principais centros de disputa.
iii. Continuidade das elites locais: estabilidade.
iv. Fenómenos de ruralização.
11. O reaparecimento dos Suevos:
i. Ariamiro e o primeiro concílio de Braga.
ii. Teodomiro e o desconhecimento de Isidoro: “Depois de que muitos reis Suevos permaneceram na heresia Ariana, Teodomiro tomou então o poder sobre o reino” (Isid. Sueu. 90).
iii. Miro e a revitalização do reino.
iv. O papel de Martinho de Braga.
12. A conquista visigótica (585).
Rodrigo Furtado
Bibliografia:
Kulikowski, M. (2015), ‘The Suevi in Gallaecia: An Introduction’, Culture and Society in Medieval Galicia: A Cultural Crossroads at the Edge of Europe, Brill, 2015, 131–145.
____________
Díaz, P. C., Menéndez-Bueyes, L. R. (2015), ‘Gallaecia in Late Antiquity: The Suevic Kingdom and the Rise of Local Powers’, Culture and Society in Medieval Galicia: A Cultural Crossroads at the Edge of Europe, Brill, 2015, 146–175.
____________
Collins, R. (1991), Early Medieval Europe 300-1000, London, 94-108.
Collins, R. (2001), ‘Frankish Gaul, 481-534’, The Cambridge Ancient History. 14. Late Antiquity: empire and successors. AD 425-600, Cambridge, 116-121.
David, P. (1947), Études historiques sur la Galice et le Portugal du VIe au XIIe siècle, Lisbonne-Paris: Livraria Portugália, 1947, p. 19-82.
Fernandes, A. A. A. (1997), Paróquias suevas e dioceses visigóticas, Arouca.
Heinzelmann, M. (1976), Bischofsherrschaft in Gallien: Zur Kontinuität römischer Führungsschichten vom 4. bis zum 7. Jahrhundert, soziale, prosopographische und bildungsgeschichtliche Aspekte, München.
Heinzelmann, M. (1994), ‘Die Franken und die fränkische Geschichte in der Perspektive der Historiographie Gregors von Tours’, Historiographie im frühen Mittelalter,Wien- München, 326–344.
James, E. (1988), The Franks, Oxford.
Kulikowski, M. (2012), ‘The Western kingdoms’, The Oxford Handbook of Late Antiquity, Oxford.
McCormick, M. (1989), ‘Clovis at Tours, Byzantine public ritual and the origins of medieval ruler symbolism’, Das Reich und die Barbaren, Wien-Köln, 155–180
Van Dam, R. (2005), ‘Merovingian Gaul and the Frankish conquests’, The new Cambridge Medieval history. 1. C. 500-c. 700, Cambridge, 193-231.
Wood, I. N. (1985), ‘Gregory of Tours and Clovis’, Revue Belge de Philologie et d’Histoire 63, 249–272.
Wood, I. N. (1994), The Merovingian Kingdoms 450–751, London-New York.
Entrega e discussão do 1.º teste
14 Abril 2026, 09:30 • Rodrigo Furtado
Entrega e discussão do 1.º teste