Sumários
Modalidade (4)
11 Novembro 2024, 11:00 • Ricardo Santos
O actualismo modal de Alvin Plantinga. A tese central: tudo o que existe é actual. Mundos possíveis como estados de coisas (ou conjuntos de proposições) possíveis e máximos. Dois sentidos em que se pode entender “o mundo actual”. As noções modais são primitivas. O conflito entre o actualismo e a semântica de Kripke. O actualista aceita que poderiam existir objectos diferentes daqueles que actualmente existem. Porém, ele nega que existam objectos possíveis mas não-actuais. O princípio do actualismo sério: necessariamente, se um objecto tem alguma propriedade, então esse objecto existe. A solução haecceitista. Propriedades essenciais e essências individuais. Proposições e propriedades são existentes necessários. As essências como substitutos dos indivíduos: essências não-actualizadas em vez de objectos não-actuais. Objecção: as haecceidades dependem ontologicamente dos indivíduos que caracterizam.
Modalidade (3)
7 Novembro 2024, 11:00 • Ricardo Santos
O Realismo Modal de David Lewis. Aplicações dos mundos possíveis úteis na filosofia. Uma forma de realismo extremo: os mundos possíveis como outros universos concretos, (mais ou menos) semelhantes ao nosso. Um mundo possível é a “soma mereológica” de todos os objectos possíveis que são suas partes. O que unifica um mundo possível é a relação espácio-temporal entre as suas partes. A teoria das contrapartes – como alternativa à identidade transmundial de objectos. A concepção indexical de actualidade. Dois argumentos a favor do realismo modal: o argumento da familiaridade e o argumento da utilidade teórica. Três objecções ao realismo modal: (i) a objecção epistemológica; (ii) a objecção da irrelevância modal; (iii) a crítica ao argumento da familiaridade.
Modalidade (2)
6 Novembro 2024, 11:00 • Ricardo Santos
A explicação da necessidade pela analiticidade. A crítica de Quine à distinção entre o analítico e o sintético. A ideia de que, em princípio, nada é irrevisível, nem sequer a lógica e a matemática. A mecânica quântica, o princípio da incerteza, a dúvida a respeito da distributividade da conjunção, e a sugestão de que seria possível refutar empiricamente uma ‘lei’ da lógica clássica. A diferença entre enunciados analíticos e sintéticos é de grau, e não de natureza. A crítica ao verificacionismo e ao seu pressuposto de que há uma relação de um-para-um entre enunciados teóricos e observações possíveis. A defesa do holismo. A ideia de que os enunciados considerados “analíticos” também são refutáveis, uma vez que os próprios significados também podem mudar, em resultado de inovações teóricas. A crítica de Quine aos três níveis de envolvimento modal.
Os três níveis de envolvimento modal e as objecções (de Quine) correspondentes: (1) a noção de necessidade é obscura; (2) não há nenhuma função que interprete o operador lógico de necessidade (i.e., a caixa); (3) a lógica modal de predicados (que combina a necessidade com a quantificação) envolve uma violação do princípio da indiscernibilidade dos idênticos. O argumento dos planetas e o argumento do ciclista matemático (Quine).
A invenção (por Saul Kripke e outros) da “semântica dos mundos possíveis”. A ideia leibniziana dos mundos possíveis e a definição do necessário como verdadeiro em todos os mundos possíveis. A interpretação do operador de necessidade por uma função cujos argumentos são conjuntos de mundos possíveis (os mundos em que cada frase é verdadeira).
Modalidade (1)
4 Novembro 2024, 11:00 • Ricardo Santos
(1) Introdução às noções modais. Distinção intuitiva entre verdades necessárias e contingentes. Análise de alguns exemplos. A importância das noções modais no pensamento filosófico. Usar “necessário” como primitivo e definir “impossível”, “possível” e “contingente”. (2) Algumas noções básicas de lógica modal. Os operadores modais: a caixa e o diamante; sua semelhança com a negação. Interdefinibilidade da caixa e do diamante. Os operadores modais não são verofuncionais. Alguns princípios lógicos elementares. As modalidades iteradas. (3) A filosofia da modalidade como investigação multidisciplinar: lógica, epistemologia e metafísica. A questão central da metafísica da modalidade: qual é o fundamento objectivo das verdades necessárias? Há algo na realidade que corresponda à diferença entre verdades necessárias e contingentes? (5) O cepticismo modal dos antigos megáricos e a sua crítica por Aristóteles. A importância da distinção entre acto e potência para explicar a mudança. A tese megárica de que só o actual é possível, e as suas consequências fatalistas. A crítica aristotélica.
A questão central da metafísica da modalidade: Qual é o fundamento objectivo das verdades necessárias? Como explicar o carácter especial dessas verdades? A visão de Hume sobre as relações causais e, em geral, sobre as conexões necessárias. A distinção kantiana entre juízos analíticos e sintéticos. A caracterização kantiana das verdades analíticas é insatisfatória. Nova definição de analiticidade: verdades analíticas são verdades demonstráveis a partir das leis da lógica e de definições apropriadas dos termos que nelas ocorrem. A resposta convencionalista à questão central inicial: o que torna as verdades necessárias especiais é a sua analiticidade, ou seja, o serem verdadeiras somente em virtude do significado dos seus termos. A crítica de Quine à distinção entre o analítico e o sintético. O holismo epistemológico.
Tempo (3)
31 Outubro 2024, 11:00 • Ricardo Santos
Presentismo, bloco crescente e
eternismo: três perspectivas em disputa. As ideias centrais do eternismo: todos
os tempos são igualmente reais; ‘presente’, ‘passado’ e ‘futuro’ são
indexicais; uma linguagem cientificamente rigorosa deve eliminar os tempos
verbais (deve ser tenseless, quer nas
predicações quer na quantificação); a noção de existência é absoluta (nada
começa a existir e nada deixa de existir); o espaço-tempo é um bloco
tetradimensional; as coisas materiais são objectos tetradimensionais, que têm
partes temporais; a passagem do tempo é uma ilusão. Dificuldades para o
eternismo. (i) Se o futuro é exactamente como o passado, isso não implica o
fatalismo? (ii) O eternismo implica que não há mudança genuína das coisas?
(iii) Como explica o eternismo a aparente assimetria (ou direcção) do tempo e,
em particular, da causalidade?
Avaliação do argumento que parte da
simultaneidade relativa. Poderá o argumento relativista ser acusado de
verificacionismo?
Arthur Prior contra o eternismo:
análise do ‘argumento do alívio’. A tradução proposta de “X é passado” por “X é
anterior a esta elocução”. A contraproposta de traduzir “X é anterior a Y” por
“Houve um tempo em que X era passado e Y era presente”.