Sumários

P.B. Shelley, Uma defesa da poesia

9 Novembro 2021, 15:30 Ângela Fernandes

As transformações no entendimento do fenómeno literário a partir dos finais do século XVIII e as posições críticas sobre o “declínio” da poesia, como a de Thomas Peacock em The four ages os poetry (1820).  Apreciação da argumentação desenvolvida em A Defence of Poetry, de P.B. Shelley (1821), em defesa das novas noções de poesia e de poeta dominantes no pensamento romântico: a supremacia da imaginação sobre a razão, a dimensão individual e atemporal da criação poética, a excepcionalidade do Poeta. Leitura e comentário de passos relevantes do ensaio.



Poesia sobre poesia

9 Novembro 2021, 15:30 Helena Carvalhão Buescu

Poemas de Dinu Flamand, Li Bai e Czeslaw Milosz.

Reescrita, intertextualidade, citação. O episódio da Odisseia, Ulisses e as sereias. Entre Cila e Caríbdis: o lugar da "enormidade". O conceito de sublime. O protagonista, Ulisses, como símbolo do Poeta moderno: fora-de-tempo, o exilado do mundo de hoje. O canto (a poesia), a cera (o fim da poesia), a viagem, marítima. 
O desafio da forma breve em Li Bai.. Concentração do poema em torno de imagens, quase ausência de sintaxe conectiva, construção por quebra e justaposição. O processo interpretativo inferencial e o papel do intérprete como reocnstrutor de uma história mínima.
Milosz: um poema sobre o tempo que passa mas não passa: a importância do primeiro verso, condensador do texto.


Abrams

8 Novembro 2021, 09:30 Alberto Miguel Antunes Arruda

Leitura e discussão de The Mirror and the Lamp de M. H. Abrams.


Conclusão do estudo da Canção

8 Novembro 2021, 08:00 Patrícia Soares Martins

Leitura e análise de dois poemas contemporâneos evocativos da antiga "Canção Clássica":  "Canção porque (não) morres", de Manuel Gusmão e "Outro Nome - Poema em 10 Canções" de Gastão Cruz. 


Mário de Sá-Carneiro, "Quasi"

4 Novembro 2021, 15:30 Helena Carvalhão Buescu

Confronto com o poema "7", de Sá-Carneiro. O advérbio na sua forma latina: exploração do significado. A forma estrófica (quadras), a forma métrica (decassílabo heróico), a forma rimática (a distribuição das rimas). A estrutura do poema: 1+6/8 (com as 2 quadras truncadas)+1.  As várias tensões que estruturam o poema como texto dinâmico, embora irresolúvel. Além vs. aquém. Os lugares enfáticos da 1.ª e última quadras: a passagem do pretérito imperfeito para o mais-que-perfeito e os valores modais do condicional vs. condicional pretérito. A concretude imagética do poema na descrição da oscilação entre "élan" e derrota.